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Marcelo Torres

Mágoas PDF Imprimir E-mail
(1 Voto)
Ter, 04 de Agosto de 2009 23:39

 

Mágoa

 

Não vivemos sem elas e não vivemos sem produzi-las nos outros.

Nunca me detive para analisar a mágoa, embora tenha sentido inúmeras vezes. Assim como também nunca me preocupei em lembrar as mágoas que gerei nas pessoas.

Fui ao dicionário para me ajudar a decifrar isto. A definição é bem clara: Tristeza; desgosto; dor de alma; amargura. Bem clara e bem triste também. Sim, eu sei o que é isto... Já senti e posso perfeitamente identificar cada palavra desta definição.

Não estou aqui para lembrar o que já vivi, mas para analisar a questão sob uma ótica positiva e que nos leve a algum lugar.

Hoje eu disse a uma pessoa que estava revoltada com Deus pelo falecimento de sua mãe: A sua revolta até hoje não lhe trouxe nada de bom, então é hora de mudar alguma coisa para ver no que vai dar. E é isso que devemos fazer, nos mexer para ver onde vai dar. Parece bem incerto, mas nunca temos certeza de nada quando estamos magoados. Aliás, temos sim. A única certeza que temos é que se continuarmos do mesmo jeito vamos piorar a cada dia que passar.

E o que fazer? Eis a grande pergunta do dia!

A reposta trivial é: Nada que nos gere mais sofrimento! Porque se precisarmos de sofrer para parar de sofrer é sinal que alguma coisa está errada.

Relembrando as minhas mágoas e como eu as resolvi posso identificar um "modus operandi" empregado na solução. Não quer dizer que a minha forma de resolver seja a ideal ou que sirva para outra pessoa, mas eu sempre resolvi procurando a fonte da mágoa. Retornando onde fui magoado. Trocando em miúdos: Procurando novamente quem me magoou para procurar entender como tudo aconteceu.

Normalmente eu vejo que foi tudo um grande mal entendido e que, no fim das contas, o errado fui eu por ter me magoado. Aliás, nenhuma das pessoas que me magoaram no passado tiveram a brilhante idéia: VOU MAGOAR O MARCELO HOJE! Então a mágoa foi um entendimento que eu tive de um fato ocorrido. Aí eu pergunto (para que eu nunca mais esqueça): De quem foi o erro??? E eu respondo (com a cara mais limpa do mundo): MEUUUU!!!! Meu porque eu decidi ficar magoado com algum fato. Sim, a decisão foi toda minha e de mais ninguém.

Acho que já é hora de tomar minhas decisões voltadas para o meu benefício. E assim eu acredito que serei mais feliz. Da mesma forma como acredito que todos seriam se fizesse a mesma coisa.

DECIDIR PELA FELICIDADE é a resposta para a grande pergunta do dia!

 


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O que eu quero? PDF Imprimir E-mail
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Seg, 15 de Junho de 2009 12:00

 

Quero

 

Tenho uma amiga que atualmente está morando em Portugal. Há muito temos conversado sobre os mais diversos assuntos. Uns tempos atrás ela me mandou um texto de sua autoria que eu achei muito interessante e pedi a ela (na verdade forcei, rsrs) para que me deixasse publicá-lo. Em princípio ela foi taxativa no seu NÃO. Mas com muita conversa e com alguns argumentos ela acabou permitindo.

Inicialmente pensei em nem colocar nenhuma explicação disso aqui e só colocar o texto com um belíssimo pseudônimo (algo como Ambrosina, Maria Catalúnia, Ana Creolina, ou algum outro tão bonito quanto). Mas como ela me disse que não precisava ser com pseudônimo, então coloco o nome real dela. É bom que todos podem conhecê-la também.

Sem mais delongas.......



Eu quero... Bem, o que eu quero??? Parece engraçado, mas isso recorda a minha infância. Recorda-me a fase do "menina, o que você quer ser quando crescer?" Recorda-me a minha resposta mais sagaz: "Grande!". Pensando bem, não mudei muito de minha infância pra cá. Eu quero ser grande, sim! Quero ser grande no sentido maior da palavra – ser grande comigo, com os outros, com o que faço, para quem faço, porquê eu faço. Quero ser grande de alma, de coração, de sensibilidade, mas quero ser grande de razão, também – afinal, tenho que manter os pés no chão antes de voar.

Lembro-me também da fase "quero ser astronauta". Vivia (e às vezes vivo, até hoje) num mundo que era (e ainda é) só meu – com coisas bonitas, alegres e sorridentes por aí. Onde o sofrimento não tinha vez e onde o meu céu era o mais bonito. Sim, eu vivia no mundo da lua. Só que eu tive que crescer, virar gente grande e "deixar de ladinho" (porque ele ainda continua aqui) o meu céu que era só meu. Mas eu digo uma coisa: Por amor ou euforia, tudo de novo eu faria!

Aí teve o surto do "quero ser atriz". Sair por aí, conhecer gente, trabalhar com coisas divertidas e encenar. Fiz escolinha de teatro e descobri que a vida pode ser melhorada com as coisinhas que se aprendem em cima dos palcos e atrás da coxia. Mas descobri que saber um pouquinho da arte de encenar pode ser deveras perigoso e tive que aprender a me controlar.

Fui crescendo, crescendo, crescendo... e descobri que quero ser criança de novo. Depois de uns tempos, descobri que ainda sou. Aí tive que descobrir outras vontades e outros desejos...

Hoje eu acho que quero a sorte de um amor tranqüilo com saber de fruta mordida, a paz que eu quero seguir, trabalhar naquilo que eu gosto e quero e que me dá prazer, todo amor que houver nessa vida, veneno anti-monotonia, música para ouvir, música para ouvir, música para ouvir, ser feliz até não poder mais, o mundo numa garrafa de coca-cola e os instantâneos mais bonitos que uma pessoa pode fotografar. Sorrisos, pessoas queridas (os amores mais amores que uma pessoa pode ter!), abraços, beijinhos e carinhos sem ter fim. Ser melhor – muito melhor!


Islane do Espírito Santo

 


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Doação de Sangue PDF Imprimir E-mail
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Sáb, 25 de Julho de 2009 18:05

 

Doar Sangue

 

Há algum tempo atrás uma pessoa me pediu para fazer uma doação de sangue para a filha de um outro amigo que passou por algumas cirurgias.

Como já havia doado outras vezes é óbvio que me prontifiquei. Processo é rápido e não me custa nada...

Fiquei surpreendido com várias coisas:

  1. Agendei o horário para fazer a doação. Cheguei uns 15 minutos adiantado. Me chamaram pontualmente no horário combinado.
  2. Após uma consulta médica e responder a um questionário imenso (com perguntas interessantes como: Já praticou sexo com prostituta? Já praticou sexo com pessoas do mesmo sexo? Já foi preso? Já usou drogas como maconha, cocaína, heroína e etc?) fui para uma sala onde se faz um pequeno exame de sangue para verificar se não estou anêmico (pra ver se meu sangue é mesmo do bom).
  3. O exame de sangue antigamente era uma "singela" estiletada no dedo. Hoje eles usam uma espécie de canetinha que espeta o dedo, mas a coisa é tão sutil que sinceramente não senti dor alguma. Exame feito (numa maquininha interessante) e tudo está ok.
  4. Fui para um lugar para fazer um lanche (eles chamam de "Lanche de Pré-Doação"). Dois pedaços de bolo (muito gostosos) acompanhados de um copo de suco. Veio a calhar, estava sem almoço.
  5. Assepcia dos braços e lá vou eu para a sala de doação.
  6. Muitas pessoas sentadas nas cadeiras já doando. Aguardei minha vez (ansioso, né?).
  7. Minha vez: Sentei e comecei a conversar com a senhora que iria colher o sangue. E se ela não pegasse a veia na primeira vez? E se ela tivesse a "mão pesada"?
  8. Para minha surpresa novamente não senti praticamente nada. O garrote (borracha que usam para amarrar o braço para a veia ficar mais visível) incomoda muito mais do que a agulha.
  9. Depois de 10 minutos alguma coisa abaixo da cadeira onde eu estava (e para onde ia a mangueirinha com meu sangue) apitou indicando o fim do processo.
  10. A pessoa que me atendeu ainda encheu alguns tubinhos com meu sangue para análise (afinal de contas não é todo dia que alguém com um sangue tão bom passa por lá).
  11. Ainda me seguraram mais uns 5 minutos para que o buraco aberto pela agulha fechasse e não gerasse um hematoma.
  12. Saindo de lá, um novo lanche. Obviamente este é chamado de "Lanche Pós-Doação" e é mais generoso (rsrs): Um belo sanduíche, outro copo de suco, iogurte e um pedaço de doce. Agora eu entendo o motivo de um amigo dizer que quando ele está no centro da cidade e quer encher a barriga gratuitamente é só doar sangue.
  13. Resumo: Estava agendado para as 13:20. As 14:00 eu estava do lado de fora indo embora meio zonzo.


Tudo isto que estou dizendo é para incentivar a todos fazerem doação de sangue regularmente. Nós homens podemos doar de 3 em 3 meses. Já as mulheres é de 4 em 4 meses. Acho que é devido ao material genético refinado...

Tirando toda brincadeira, o convite é sério: Vamos deixar o comodismo de lado e doemos sangue regularmente. Não tem nenhuma contra-indicação e não causa mal algum. Com certeza seremos orientados caso não possamos fazer a doação. Mas tentar é preciso.

Já deixei meu telefone para entrarem em contato comigo quando for a hora de doar novamente. Vou fazer disto um hábito...
 


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Desistir PDF Imprimir E-mail
(3 Votos)
Dom, 02 de Agosto de 2009 13:49

 

Desistir

 

"Sou brasileiro e não desisto nunca!". Esta é uma frase que virou jargão comercial durante um bom tempo.

Infelizmente a realidade é bem outra. É comum vermos pessoas desistindo de lutar. Entregando a luta sem ao menos ter iniciado o combate.

E esta desistência é em relação a tudo.

Num dia destes eu disse a uma pessoa: Não desista de seu filho! Esta recomendação saiu em tom imperativo pois tal pessoa estava desesperançosa com relação ao filho que estava numa situação complicada. Mas se nós desistirmos daqueles que nos são importantes é como desistir de nós mesmos.

Eu não me considero modelo para ninguém, mas mesmo assim posto aqui minhas experiências na esperança de que alguém me conteste dizendo que estou errado e me mostre um exemplo melhor.

Desafios me encantam e normalmente não tenho medo de dificuldades. Dificuldades existem para serem ultrapassadas. Se existir uma dificuldade impossível já sai do conceito "dificuldade" e passa a ser considerada FATO.

Não tenho o costume de desistir fácil de nada! Quando me empenho em qualquer coisa vou até o fim (ou o meu fim! rsrs). O fato é que ou a dificuldade é vencida ou eu sou vencido, mas os dois não ficam de pé ao mesmo tempo!

Acredito ser esta uma postura legal (por isto a defendo neste momento). Não desisto das pessoas, exceto se as pessoas desistirem, porque para haver qualquer relacionamento é necessário a aceitação e a interatividade de ambas as partes. Mas mesmo quando as pessoas desistem eu fico em "stand-by", ou seja, pronto para voltar a ativa ao menor sinal. Ou seja, só estou dando um tempo...

Desistir das pessoas é dizer a elas (mesmo que inconscientemente) que elas não merecem nossa atenção e que elas não são capazes de merecer nossa atenção. Isto é muito ruim! Sem contar que é um estímulo e tanto para uma situação depressiva.

Mesmo que pareça que eu desisti de você (se você me conhece) saiba que estou em "stand-by" atento ao primeiro movimento positivo. De igual forma imploro que faça o mesmo comigo! Não desista de mim, fique (no máximo) em "stand-by" esperando o meu primeiro movimento positivo para me abordar novamente.

Não acredito nas desuniões calcadas no desequilíbrio. Com isto nunca me afasto de ninguém enquanto há problemas. Ou seja, se tiver problemas comigo saiba que irá me ver por perto por muito tempo (rsrsrsrs). A desunião ideal é aquela que ocorre naturalmente. É como aquela perda natural de contato com aquele amigo querido. Não houve nenhum problema para que isto acontecesse. E quando houver um reencontro este será palco de felicidade.

Pensemos duas vezes antes de desistirmos de qualquer coisa. E pensemos mil vezes antes de desistir de alguém! É muito provável que a pessoa de quem desistimos não nos queira mais no seu quadro de amizades (o que é muito triste).

 


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Dignidade PDF Imprimir E-mail
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Qua, 10 de Junho de 2009 15:16

 

Dinheiro

 

É uma palavra que eu tenho visto sendo muito pouco compreendida e tenho visto menos ainda sendo alvo de esforços pessoais.

Ainda que esteja com meu mundo desmoronado eu posso erguer tudo com facilidade se mantiver minha dignidade (mais ou menos dentro da mesma linha de meu último post).

Tenho de me manter em alta para que não desanime apesar dos pesares.

Teve uma vez que eu estava desempregado, havia perdido todos os meus contratos (trabalho por conta própria). Não tinha de onde tirar o meu sustento. Obviamente fiquei apreensivo, mas confiante (não sei em que, mas confiante que algo bom ia acontecer). Neste momento um grande amigo me falou algo que jamais esquecerei: "Que te falte dinheiro, mas que nunca te falte dignidade".

Nunca devemos nos vender por causa da falta de dinheiro. A venda de si próprio significa negar aquilo que somos e partir para algo deplorável apenas porque estamos sem dinheiro. E é quando somos tentados a isto...

Quantas pessoas justificam um crime pela falta de dinheiro. Já ouvi inúmeras vezes nos noticiários o criminoso se justificando:
- Roubei porque ninguém me dá emprego!

Por causa de dinheiro a pessoa compromete o resto da sua vida... Valeu a pena?

É claro que isto é uma situação extrema, analisar pelos extremos é sempre fácil. Quando estamos vivendo a situação é sempre mais complicado. Pois não seremos extremos mas iremos (pelo menos tentar) justificar os nossos erros.

No caso da falta de dinheiro existe o bom e velho orgulho que nos impede de aceitar "qualquer coisa" (como se trabalhar não fosse bom). O que acontece é que as pessoas batem no peito dizendo "eu sou formado e não posso aceitar este trabalho" quando na verdade "este trabalho" seria o necessário para que sua queda não fosse tão acentuada. Por causa do orgulho as pessoas se vendem mudando seus valores para pior. Vendem sua dignidade...

Dignidade não depende de nada material, só depende da nossa vontade de sermos melhores. Tratemos o dinheiro como conseqüência, enquanto ele for conseqüência estaremos no bom caminho. Quando ele passar a ser a causa podem acreditar que é motivo de preocupação.


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