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Seg, 24 de Agosto de 2009 15:54 |
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 Você pode me ajudar aqui?
Fazer este pedido com sinceridade nas palavras é algo tremendamente difícil! Estas palavras soam como um pedido ou como uma intimação? Aí está a grande dificuldade...
O que podemos fazer para ajudar a quem nos pede? Até que ponto devemos realmente ajudar?
O que eu quero dizer aqui é que devemos apenas (e tão somente) ajudar, mas não podemos, em hipótese alguma, tomar o problema para nós mesmos. Se assim fizermos não desfrutaremos dos louros do êxito mas arcaremos com o ônus do fracasso. Bem ruim isto, não?
Eu adoro exemplos práticos (já perceberam, né?). Então vamos a um deles. Suponhamos que somos motoristas de taxi. Alguém entre em nosso taxi e diz: "Vamos bem rápido porque senão vou perder o meu vôo". Vamos decifrar isto. O passageiro tem um problema: Está atrasado para o seu vôo. Se nós (na pele do motorista de taxi) assumirmos este problema como nosso então vamos trafegar em alta velocidade, avançar sinais vermelhos e desrespeitar outras leis de trânsito. Com isto corremos o risco de atropelar alguém, causar algum acidente e/ou ganhar uma multa. Ok, vamos partir do pressuposto que conseguimos chegar ao aeroporto em segurança, porém, ganhamos uma multa. Valeu a pena ter assumido o problema alheio como nosso? Agora nós é que teremos outro problema (a multa, na melhor das hipóteses).
No caso de sermos o motorista de taxi podemos (no máximo) auxiliar para que o problema do passageiro seja resolvido ou que tenha consequências menos danosas. Mas nunca assumirmos o problema e/ou nos arriscar.
Isto é para a vida. Se assumirmos os problemas dos outros teremos uma grande dificuldade para resolvê-los por vários motivos: 1. Quem tem realmente condição de resolver os problemas são seus donos legítimos, visto que a vida deles é que proporciona as condições necessárias para isto. 2. Não iremos considerar a vontade dos legítimos donos de realmente resolverem os problemas, pois normalmente a vida exige mudanças. 3. Não nos é possível agir pelos outros ou viver a vida dos outros. Então não dá para comportar pelos outros nas mais diversas situações.
E quando assumimos os problemas dos outros e não conseguimos chegar à solução iremos ficar frustrados pois é mais um problema que fica para trás. Vamos lembrar que assumimos como nosso o problema que realmente não é. E a frustração é o menor dos problemas que pode acontecer. Outros (mais sérios) podem ocorrer. Tais como: Estado depressivo, perda da amizade (por exigirmos que a pessoa tome atitudes), entre outras coisas.
Eu não me canso de devolver para os outros os problemas que querem me transferir. Exemplo? Fácil. Outro dia uma pessoa me disse: - Tem como você comprar uma coisa no seu cartão de crédito para mim? Aff... não gosto muito disso, mas é uma pessoa da minha extrema confiança... Eu respondi: - Tem sim, claro. - Mas eu tenho de comprar hoje. - Hoje eu não posso. Só vou poder te acompanhar à loja daqui a três dias. - Mas para mim não dá. O que eu vou fazer? Pronto! Tá querendo me passar o problema! Dependendo da resposta que eu der a esta pergunta maldita o problema vira meu! Então a minha resposta sempre é: - Não sei. O que você vai fazer? Bingo!!! Devolvi o problema a quem de direito.
Outro exemplo: Uma vez minha filha me disse (por volta das 23:00): - Pai, tenho de entregar um trabalho amanhã e preciso pesquisar na Internet. (normalmente eu a ajudo nas pesquisas) - Eu respondi: Você está com um grande problema, porque não dá pra te ajudar hoje. Se tivesse me dito ontem ou até hoje mais cedo ajudaria com prazer, mas agora infelizmente não vai dar. - Mas se eu não entregar o professor vai achar ruim comigo. - E com razão. Eu no lugar dele também acharia! E aí? O que você vai fazer?
Não vou colocar o resto do diálogo... rsrs... Mas o fato é que nunca mais ela deixou para a última hora para me pedir ajuda.
É bom estarmos atentos pois além de muita gente querer nos transferir os problemas as vezes nós mesmos temos este hábito feio. Ninguém tem a obrigação de resolver os nossos problemas da mesma forma que não temos a obrigação de resolver o problema de ninguém. Leia 0 comentários... >> |
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Qua, 01 de Julho de 2009 14:56 |
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 Quantas vezes nos compromissamos e não damos conta do compromisso?
Estamos envoltos num mundo de muitas promessas e pouca ação. E isto tem sido uma constante em todos os seguimentos.
E não estou aqui referenciando apenas aos compromissos que assumimos. Tem também o comprometimento, que apesar de ser um pouco diferente gera as mesmas responsabilidades.
Gostamos dos frutos do compromisso e do comprometimento, mas não é raro a nossa fuga e arranjar mil e uma desculpas para escapar das amarras que nós mesmos construímos.
Falando nisto. Estas amarras só são assim consideradas quando o compromisso começa a chocar com a nossa vontade. Aí a prioridade do compromisso fica menor do que qualquer coisa que aparecer.
Um exemplo: Um tratamento médico demorado. Assumimos (conosco mesmo) um compromisso de concluir o tratamento, mas ao longo do mesmo nos dá uma vontade irresistível de abandoná-lo. Aí arranjamos inúmeras desculpas que até explicam, mas não convencem à nossa consciência.
Quando é que vamos aprender a cumprir com os compromissos assumidos? O que precisa acontecer para que não nos comprometamos além de nossas possibilidades?
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Qua, 18 de Agosto de 2010 01:29 |
A quantas anda a sua valorização da vida?
Já se perguntou isto alguma vez? Se não, é bom perguntar-se e responder sem esquivas (porque esquivar-se de si mesmo é algo doentio!).
Como você vê o tempo passando? O tempo arrasta ou voa? Pergunta bem difícil esta! É difícil porque vivemos as duas coisas simultaneamente (muitas vezes) no mesmo dia.
Viver a vida (isto foi até tema de novela da Globo). A vida foi feita para ser vivida, então vamos vivê-la na forma mais intensa e responsável possível.
É uma fala muito bonita com grandes chances de virar jargão (se é que já não virou). Mas como fazer isto?
Logo no começo eu disse que esquivar-se de si mesmo é doentio, apesar do tom de brincadeira reflete um comportamento que temos. O problema é incômodo e eu posso viver mais um pouco com ele sem precisar me movimentar? Ok. Eu pago o preço! Só nos movimentaremos quando estivermos no limite. Isto é viver responsavelmente? Com toda certeza que não!
É interessante que não estou falando nenhuma novidade aqui. Todo mundo conhece isto. Parece tão óbvio que chega beirar as raias da idiotia! rsrs... Mas é aquele óbvio que ninguém dá a menor atenção. Prestem atenção no quanto a vida passa sem que tenhamos noção.
Parece muito bobo, mas procurem observar os momentos em que ficamos apáticos e quando damos conta passou um tempão sem que tenhamos feito nada de útil.
Passar o dia inteiro lendo um livro é muito bom. Passar o dia inteiro vendo filmes não é tão bom assim. O que eu quero dizer é que a vida é um palco de oportunidades para aprendizado e ignorar isto não é muito legal. Olhe a sua volta e veja a quantidade de informações disponíveis (e desconhecidas) que temos a nossa disposição. Mas é coisa que normalmente passa despercebido aos olhos apressados de todo mundo.
Tem um exercício que é proposto num livro do Paulo Coelho (acho que no livro "O Alquimista", salvo engano) que consiste em percorrer (andando) o menor espaço no maior tempo possível. É gastar o maior tempo possível para percorrer o menor espaço. Isto nos obriga a observar o nosso redor várias vezes e a treinar nossa paciência. A regra é sempre clara: Não está com pressa? Então pra que andar rápido? Aproveite a vida, aproveite o tempo.
Tenho uma experiência pessoal para contar: Foi quando fui atender um cliente (de ônibus) fora de Belo Horizonte (onde moro) e de lá tive de ir para outra cidade. O procedimento padrão era retornar a Belo Horizonte e daqui ir para a outra cidade. Mas como sou muito esperto, olhei no mapa e vi que as duas cidades eram próximas. Então tomei a decisão de ir direto. Tomei um ônibus para uma cidade que fica no meio do caminho pois não havia ônibus direto. Chegando nesta cidade tive a surpresa de que só haveria ônibus (um único horário) no dia seguinte as 5 da manhã. Até aí nenhum problema. Dormi na cidade. Saí do hotel as 4 da manhã (mineiro não perde o trem e nem o ônibus). Ao entrar no ônibus perguntei ao motorista o horário previsto para chegada. Meu queixo caiu quando ele me disse que o horário previsto era as 17 horas. COMO ASSIM????? Bem, eu não tinha nada a fazer senão conformar. Fui para a última poltrona do ônibus, peguei um bom livro que tinha começado a ler e nem vi o tempo passando. Foi uma viagem divertida. Foi interessante ver cada cidade que ele parou para embarcar e desembarcar passageiros. Cidades minúsculas e que talvez nem figurem nos mapas. Cheguei no meu destino as 18 horas.
Foi um tempo que eu soube aproveitar. Ao invés de ficar lamentando eu li um livro (li todo o livro nesta viagem).
Como estamos vivendo nossos dias? O que temos feito de útil? O que temos aprendido? E, principalmente, o que temos deixado de aprender?
Observem! A vida corre maravilhosa fora do nosso mundo! Quando foi a última vez que viu o por do sol?
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Sáb, 08 de Agosto de 2009 22:53 |
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 Eu sou um eterno observador das pessoas.
Infelizmente nem sempre posso divulgar minhas observações (sob pena de ser extremamente mal interpretado). Mas as observações existem. Não gosto de fofoca, por isto guardo minhas observações para mim mesmo. Quando resolvo divulgar faço isto diretamente com a pessoa e nunca com outra.
Mas é interessante relacionar as coisas que já observei para que sirva de alerta a alguns. Todos os nomes aqui são fictícios, portanto, não se preocupem.
Conheci a Alessandra. Uma pessoa com altas qualidades. Bem, seu olhar é de uma pessoa desconfiada. Do tipo que mantém uma distância segura de todo mundo, como se qualquer um pudesse fazer algum mal a ela a qualquer momento. É o olhar repreensivo que se tivesse som ouviríamos: "CUIDADO COMIGO!". Ela se diz forte. Sua voz é baixa, firme e contínua (não é entre-cortada) o que demonstra firmeza de vontade (sabe o que quer). Sempre demonstra que é forte e eu aprendi (com a experiência) que "cachorro que ladra não morde" e foi dito e feito. A sua força está mais em fazer as pessoas acreditarem que é forte. Diversas vezes eu a vi caída nas suas fraquezas. Disse a ela algumas coisas e ela negou tudo o que eu disse veementemente e eu, como sempre, me calei e disse: Deixa que a vida vai te mostrar o que eu não consegui fazer. Tá certo, fui ousado, mas... Num belo dia, em que muita coisa aconteceu e ela se reconheceu fraca diante de uma série de coisas me procurou e disse que eu tinha razão no que falei. A parte boa é que ela modificou-se um pouco (mas não tanto).
Uma outra pessoa interessante para analisar é a Beatriz. Bia é uma pessoa sorridente. Tem uma resposta pra tudo. Muito bem humorada. Sorriso é seu sobrenome! Tem grandes qualidades também. Uma qualidade interessante é a de preocupar-se em não ferir os outros. Bem, eu disse a ela que ninguém a conhece por inteiro. Ela se esconde muito bem e não permite que ninguém a conheça. Talvez por causa de más experiências no passado (não sei dizer exatamente). O fato é que ninguém tem acesso a ela. Aí começam os problemas. Extremamente volúvel (perante os outros, pois ninguém a conhece). Com isto sofre os mais errôneos julgamentos. Lutadora, batalhadora e muito esforçada. Determinada e sempre conclui aquilo que começa. Não pensa muito para tomar uma decisão, mas quando toma tem o lema de não voltar atrás (orgulho? medo? não sei...). Onde está a raiz do problema da Bia? Dentro dela mesma. Ela se julga inferior a um monte de gente. Aí se protege tentando ser melhor. Só que não tem parâmetro daí nunca será melhor (na visão dela), pois sempre terá de ser melhor. Seus esforços resumem-se nisto.
Outra pessoa legal é a Carla. É do tipo: Mulher Maravilha. Totalmente independente. Extremamente esforçada em tudo o que faz (por isto tudo o que faz dá certo). Lida muito bem com sentimentos, embora já tenha sofrido muito com eles. Não tem medo de desafios e olhe que já enfrentou alguns que eu tremeria para enfrentá-los. Determinada em tudo o que faz e muito bem focada. Quando está concentrada o mundo pode cair a sua volta que ela nem pisca. Onde a Carla pode melhorar? Ela tem um grande problema sentimental onde ela perdeu as referências materna e paterna na formação de sua personalidade (não vou contar aqui o que houve para não que ninguém reconheça quem é a Carla). Identificou claramente muitos erros no pai, por isto acentuou seu lado racional e abafou o lado sentimental por acreditar que é fraco. Desde cedo se considera sozinha no mundo, por isto tem de ser mais forte que tudo e todos. Seu coração está aprisionado numa cela minúscula sem janelas e contato com o mundo externo. Ela acredita que assim é melhor, pois não sofrerá. Só que os esforços que ela emprega para se manter fora de perigo identificam um caminho seguro e certo para quem quer atingir seu coração (disse isto a ela, mas não acreditou... então disse a ela o que um homem precisa ter para conquistá-la e não foi capaz de negar... rsrsrs). O que ela precisa mudar para evitar maiores sofrimentos? Não se proteger! Quem se protege são as pessoas que precisam de proteção. Então ela quer se mostrar de uma forma que não é. A melhor forma de não sofrer é (curiosamente) sofrendo pois isto lhe trará experiências que ela evita (mas não poderá fazer isto a vida toda). Ao mesmo tempo que estes sofrimentos gerados pelo sentimento nos fazem mais sentimentais e nos melhoram como seres humanos. Mas ela não acreditou em nada do que eu disse e continua se protegendo... Até quando? rs
Não vou colocar mais casos aqui. O meu objetivo é mostrar que o nosso corpo demonstra exatamente o que somos por dentro. O que eu observo? - Olhos (e olhar) - Voz - Expressões faciais - Mãos - Postura
Tudo isto é material mais do que suficiente para obter informações sobre qualidades, defeitos e dificuldades que a pessoa tem. Aliado a tudo isto tem o comportamento (que eu observo muito). Comportamento mediante a um monte de coisa. E tudo isto são informações precisas de como a pessoa é por dentro.
Vale a pena estudar isto dentro de nós e ver onde podemos nos modificar internamente para sermos pessoas melhores. Leia 0 comentários... >> |
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