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Sex, 11 de Setembro de 2009 21:47 |
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 Você é inteligente? É óbvio que vai responder que sim... E tomara que responda mesmo! Nada de se achar menos que os outros!
Mas tem uma coisa que me intriga nisto tudo. Inteligência serve pra que mesmo??? Eu penso que serve para ser utilizada em seu próprio benefício e (se sobrar algum espaço) em benefícios dos outros. Se der para unir as duas coisas, ótimo!
Acho melhor exemplificar logo senão ninguém vai me entender direito.
Conheço três pessoas que me chamam atenção pela sua inteligência (digamos) peculiar. Vamos chamá-los de João, Maria e José.
O João. Pensa rápido. Raciocina também rapidamente. É capaz de tomar decisões raciocinadas em pouco tempo. É um fato admirável. Tem curso superior, fez pós-graduação e depois mestrado. Carreira brilhante. Ensine a ele alguma coisa e pronto. Aquilo fica permanentemente na sua memória. Se você aplicar uma prova do que lhe ensinou se não tirar 10 fica raspando. Até aí tudo bem, não é? Aliás, bem até demais... Já presenciei inúmeras vezes o João travando batalhas sem sentido com os outros, disputando razão em coisas banais (aquelas coisas que qualquer um fica perguntando: E se ele ganhar a disputa, o que ele vai fazer depois???). Já vi ele ficando nervoso tentando convencer um adolescente de 15 anos de um fato ocorrido no meio político e o garoto estava apenas querendo irritá-lo (e conseguiu!!!). Eu disse que ele é capaz de tomar decisões raciocinadas em pouco tempo, mas não disse que as decisões são acertadas. Ele é dotado de uma impulsividade fora do comum e isto o leva para os piores caminhos em termos de decisão. É aquela pessoa que se passasse uma boiada e ele fosse o encarregado de contar quantos bois passaram por ele com certeza contaria o número de patas e dividiria por quatro para saber quantos animais passaram. De que vale toda a inteligência se ele não consegue ser simples no agir?
A Maria. Me surpreendeu, pois não dei nada por ela. Conheci faz alguns meses. É o tipo de pessoa que anda na linha. Não gosta de nada fora do lugar. Tem pós-graduação e quando se concentra em alguma coisa consegue se anular do mundo externo. Dê-lhe uma vírgula e ela é capaz de reconstruir a frase. Também é do tipo que pensa rápido e quem conversa com ela não imagina que seja assim, pois sua voz é meio arrastada (parecendo baiano... rsrsrs). Pouco tempo depois me veio a surpresa: Tomou decisões na sua vida pessoal que lhe afetou muito. Passou maus bocados por causa disso. Mas tudo isto porque não pensou antes de agir em algo bem delicado. Eu tentei dizer alguma coisa, mas o que dizer quando se já tomou a decisão? Praticamente nada, né? Então a coisa toda se resumia em colher os frutos que foram plantados. Tem toda pinta de empreendedora mas morre de medo, mesmo sabendo que a sua área de atuação é promissora. Mas isto eu relevo porque cada um tem uma característica (uns são conservadores e outros nem tanto). Ela se sujeita num emprego que sub-utiliza sua capacidade. É o tipo de pessoa que literalmente está desperdiçada fazendo o que faz! Cadê a inteligência nesta hora???
O José. Caramba... Se tem existe uma pessoa inteligente o nome dele é José! O José é mais velho (infelizmente perdi o contato com ele algum tempo). Mas ele tem pelo menos 4 cursos superiores em áreas completamente diferentes. Passou em todos os vestibulares para graduação. Fez todos os cursos até o final, ou seja, graduou-se em todos eles. Estão curiosos para saber os cursos? Não vou falar senão exponho o José (mesmo com o nome fictício). Simplesmente não existe um asssunto sequer que o José não saiba ensinar alguma coisa. Pegar a linha de raciocínio do José para segui-la é uma tarefa para pouquíssimos. Nas poucas vezes que me atrevi a fazer isto me perdi em pouco tempo. Mesmo com todo este conhecimento é a humildade em pessoa. Ele jamais constrange as pessoas demonstrando conhecimento. Muito pelo contrário, ele evita a todo custo fazer este tipo de demonstração. O que me decepcionou no José? A sua inércia! Mesmo com tudo isto não admite a hipótese de abrir os olhos para a vida e ver que podemos fazer coisas bem legais além de trabalhar e dormir. O raciocínio dele para resolver problemas do cotidiano não são nada simples. Ele tem o seu mundo e ninguém penetra nele. Para acessar o mundo do José só com uma conexão especial (ele é analista de sistemas). É a pessoa que parece que deram corda nele e ele faz apenas aquilo que está programado para fazer... SOMENTE ISTO!!! Não abre os olhos para ver o mundo que acontece ao lado. Com isto ele perde o melhor da vida, que é VIVER!
Estes exemplos realmente existem. São pessoas de carne e osso e que conheço.
Não me acho tão inteligente quanto algum dos três, mas eu tenho algo a mais: Eu uso a pouca inteligência que tenho em meu benefício. Observo meus rastros para ver se errei que é uma forma de traçar a minha rota futura. Admito que posso errar (e erro) e hoje não mais me martirizo com meus erros (já faz algum tempo que não faço isto e não vou tornar a fazer). Não tenho grande poder de concentração (se comparado com estes ícones que coloquei aqui) mas me concentro na vida de uma forma geral. Abraço com prazer o problema dos outros na intenção de ajudá-los a resolvê-los (sem a neurose de tomar o problema pra mim). Não gosto de complicar se tem jeito de simplificar. Atalho é comigo mesmo!
A conclusão que chego é que embora não tenhamos tanto conhecimento acadêmico somos muito inteligentes quando usamos o pouco que conhecemos para viver melhor. Leia 0 comentários... >> |
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Sex, 20 de Agosto de 2010 10:36 |
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Num texto que escrevi alguns meses atrás eu falava sobre mensagem subliminar. Foi um texto bem interessante pois expressa muita coisa que eu sinto.
Estes dias estava pensando em algo similar e vi que a maioria de meus textos daqui do blog tem uma mensagem oculta por trás. Mensagem esta que tenho certeza que ninguém irá decifrar (se eu não der preciosas dicas). Se eu tivesse a intenção de que alguém os decifrasse não dificultaria tanto. Mas eu mesmo tempo quero que a informação esteja ali estampada para mim. É, talvez, uma forma de me afirmar em determinadas questões.
São extremamente raros os textos que eu escrevo e que não trazem alguma mensagem oculta. E nem percam o tempo tentando decifrar porque não irão conseguir pois em alguns as idéias estão propositadamente desconexas e em outros levam o (candidato a) intérprete a um caminho sem saída. Em ambas as situações os textos serão lidos e não haverá qualquer conclusão lógica. O mais legal disto tudo é que os textos (fora a questão das mensagens ocultas) tem uma lógica. Ou seja, não são apenas palavras jogadas de uma forma que só quem decifra a mensagem oculta que entenderá. Procuro sempre trazer um texto com algum conteúdo mas que no fundo sempre traz outra mensagem.
Eu acho engraçado quando alguém pensa que encontrou o que eu quis dizer. Até hoje não achei ninguém que decifrasse algum de meus textos com exatidão.
Este texto é somente para apimentar a curiosidade de uns e outros e explicar de onde sai minhas inspirações para escrever.
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Qua, 09 de Setembro de 2009 18:00 |
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 Eu me considero uma pessoa racional. Isto significa dizer que se a vida fosse resumida numa balança que de um lado é o sentimento e do outro é a razão, poderia dizer seguramente que a minha balança pende para o lado da razão (apesar do lado do sentimento ter uma presença significativa). Mesmo assim eu sempre tenho dificuldades para traduzir em palavras a razão (isto é bom ou mau sinal? rsrs).
Houve uma época que tive alguns problemas no condomínio que moro com algumas pessoas de um determinado apartamento (não moram mais lá, mudaram faz tempo, senão não estaria dizendo isto aqui, rsrsrs). Um amigo (também morador) me deu algumas sugestões para aprontar com eles, fazer algumas molecagens mesmo. Gosto um pouco disto, confesso. Fiquei tentado a acatar as sugestões dele mas depois pensei melhor e lhe disse que não faria nada porque eu gostaria de ficar com a razão.
Usei o raciocínio para que não perdesse o direito de reclamar depois pelas coisas desagradáveis que vinham acontecendo.
Depois deste ocorrido eu fiquei pensando nesta situação toda.
Várias vezes eu me peguei pensando nisto, mantendo a calma (quando o normal seria explodir) para que depois eu tivesse todo o direito de reclamar.
A minha característica observadora me traz alguns benefícios, pois numa discussão eu mais observo do que manifesto. Uma vez me descreveram de uma maneira inusitada. Disseram que numa discussão a pessoa chega com metralhadora e eu com uma faca. Enquanto a pessoa despeja tiros eu fico quieto, mas quando resolvo usar a faca é uma vez só. rsrsrs... Nem precisa dizer que isto me fez rir, mas a bem verdade é que numa discussão eu só me defendo quando tenho realmente razão e nunca me escondo atrás dos defeitos alheios (aquela coisa de justificar o erro com outro erro).
Luto para ter a razão e quando tenho luto para mantê-la. Isto significa cuidar de minhas atitudes perante os outros e perante a vida.
Uso algumas ferramentas para ter razão na maioria das vezes. Estas ferramentas são: - Silêncio. Quem muito fala sempre acaba falando demais. Resultado: Perda da razão.
- Calma. Quanto menos calma tiver maior é a chance de falar ou fazer alguma coisa da qual se arrependa depois. Resultado: Perda da razão.
- Bom senso. Quanto menos bom senso tivermos mais vazão daremos para atitudes erradas e impensadas. Resultado: Perda da razão.
- Observação. Quanto menos observador formos maior é a chance de deixarmos passar despercebido um detalhe ou outro que pode fazer com que toda a discussão encerre de maneira amigável. Resultado: Perda da razão.
- Imunidade. Isto significa não se deixar contaminar por qualquer atitude alheia. Não importa se a pessoa está nervosa, impaciente ou descontrolada. Se entrarmos numa destas sintonias o resultado será (invariavelmente) a parda da razão.
Observem as ferramentas descritas acima. Constituem um ideal para a vida de qualquer um. Se conseguirmos usá-las todas ao mesmo tempo é sinal que teremos atingido um patamar muito alto em termos de reforma moral.
Somente o esforço irá nos conduzir a este patamar!
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Custo x Benefício (ou Malefício) |
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Seg, 10 de Agosto de 2009 14:13 |
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 Tem uma frase que aprendi na minha infância e, desde então, vinha querendo achar algum fato que provasse que a mesma não tem sentido.
A frase é: Neste mundo nada é de graça! Tudo tem um preço!
Juro que passei anos a fio com esta frase na cabeça tentando encontrar algo que fosse contrário a isto. Mas, sinceramente, não conegui encontrar. Quando eu achei que estava no caminho certo, via que este caminho não era lá muito correto. E voltava ao ponto inicial.
Aposto que você (que lê isto agora) já deve ter tentado encontrar algo que não custe nada (ou até já deve ter alguma coisa que está convicto de que é gratuito). Acreditem, eu já tentei de tudo!
Quanto mais eu amplio meus conhecimentos mais certeza tenho de que esta frase é uma certeza.
Bem, não estou aqui para citar coisas que são pagas, já que acredito que todas são. Mas vou me ater ao preço que pagamos às coisas e analisar se vale a pena pagar.
Apenas para quantificar, quanto vale a sua paz? A minha vale o meu peso em diamantes (e olhe que não sou muito leve, rsrsrs)! Então procuro levar isto em consideração na hora de decidir alguma coisa.
Um amigo tem aquele velho costume de querer levar vantagem em tudo. O que ele ganha com isto? Dinheiro. Admiração por parte das pessoas próximas (pela sua inteligência e rapidez de raciocínio). Quanto ele paga por isto? Paz. Tem sempre alguém querendo ser mais esperto que ele. Tem sempre alguém querendo levar vantagem com tudo o que ele faz. Ele tem sempre de ficar atento a tudo e em todos. Definitivamente isto não é nada agradável.
Uma amiga me disse, certa vez, que estava com vontade de fazer uma tatuagem no braço. Era em homenagem ao pai. Vou deixar claro que não tenho absolutamente nada contra tatuagens. Eu disse a ela: Seu pai realmente precisa desta homenagem? E ela me respondeu que não, mas que faria uma homenagem a ele. Eu disse a ela: Faça uma homenagem diferente para seu pai. Seja FILHA dele. Não se importe se ele não se comporta como pai, mas seja filha. Isto é uma homenagem e tanto!!! Mais tarde descobri que ela tinha sérios problemas de relacionamento com o pai. Mas o fato é que ela ia fazer uma tatuagem para "tapar buraco" da consciência, pois sabia que falhava enquanto filha (eu não sabia de nada disso antes de falar com ela, talvez se soubesse não falaria). Mas qual o benefício que ela estava procurando? Ter paz de consciência. Qual o custo direto? Algum dinheiro para fazer a tatuagem e alguma dor. Qual o custo indireto? Não teve a paz que almejou. Continuou "atormentada" internamente. Não vou me espantar se daqui um tempo ela quiser fazer outra tatuagem em homenagem ao pai, novamente.
Ah, e tem outro que é meio maluco... rsrsrs... (engraçado que são poucas pessoas "normais" que se relacionam comigo, será que eu não sou normal??? rsrs). Recentemente ele me disse que fez a sua inscrição para participar da próxima edição do Big Brother Brasil. Preencheu um questionário, assinou algumas coisas e mandou um vídeo (meio bobo) para lá. Eu disse a ele que estou na torcida contra. Estou torcendo para que ele não seja chamado. Parece estranho, né? Mas torço contra isto porque acho ele muito gente boa. Vai para lá, vai expor a sua intimidade, vai ser testado nos seus limites, vai mostrar o seu lado ruim (porque todos nós temos) e todos irão ver nitidamente os seus defeitos (que é o que nós todos nos preocupamos em ver nos outros). Ele pode ganhar um monte de coisas. Vai que ele ganha o primeiro prêmio? É uma boa grana. Então vou supor que ele será o grande vitorioso. Qual o custo disto? Perda do emprego (de cara) e dar vazão a uma de suas principais características: A Fuga! Vai fugir de onde ele tem mais compromisso que é o seu próprio lar (e onde ele também tem dificuldades). Tudo bem, ele me deu um tapa na cabeça por pensar assim, mas é o meu pensamento... rsrs.
Tudo nesta vida nos custa alguma coisa. Temos de avaliar o quanto nos será cobrado e se temos disposição de pagar.
O que eu mais vejo são dívidas indo para protesto na vida. A vida sempre cobra e é implacável no seu processo de cobrança. Não segue a lei humana (que mais protege o devedor), mas faz com que a dívida seja cobrada de todas as formas.
O ideal é checar a nossa "carteira" para ver se temos recursos suficientes para pagar o preço que será cobrado, pois não se volta no tempo. Não se recupera um amor perdido. Não há como desmanchar cicatrizes. E tudo isto podemos chamar de custo de nossas ações (muitas vezes) impensadas. Leia 0 comentários... >> |
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Qua, 18 de Agosto de 2010 23:43 |
Eu disse hoje que estou no piloto automático e algumas pessoas me perguntaram o que é isto e se isto é bom ou ruim.
Bem, fiquei surpreso com as pessoas me perguntando isto. Como eu não quero escrever uma resposta e copiar e colar o mesmo texto para todos resolvi escrever no blog que é mais prático.
Eu gosto muito de analogias com a vida real, muito embora misture um tanto de ficção nela para se adequar ao que realmente penso.
Acho que todo mundo já ouviu falar de "piloto automático", não é? As nossas aeronaves são equipadas com este dispositivo que faz um vôo programado. Os mais modernos são capazes de seguir extensas programações repletas de mudanças de rota e de altitude.
Quando o comandante de um avião liga o piloto automático é sinal que pode relaxar um pouquinho pois só vai ser alertado caso algo de extraordinário aconteça. É sinal que (se nada sair errado) estarão em boas mãos.
Um piloto automático não faz aterrissagens pois é uma manobra cheia de variáveis onde somente um piloto experiente sabe o que fazer e quando fazer.
Expliquei (bem mais ou menos) o que é um piloto automático para que entendam como estou.
Liguei o meu piloto automático. Isto quer dizer que estou relaxado enquanto tudo anda pelo POP (Procedimento Operacional Padrão). Minhas atitudes são todas tranquilas, afinal de contas eu estou relaxando enquanto o piloto automático está ativo tomando decisões por mim. Confio no meu piloto automático e sei que ele vai me entregar o manche da minha vida quando estiver em solo (o meu piloto automático faz aterrissagens, rsrsrs). Então minha vida está entregue ao meu piloto automático.
Acreditem: Eu estou bem. Muito bem mesmo! Só porque minhas reações a tudo e a todos está passando primeiro pelo piloto automático não quer dizer que eu não esteja apto a assumir o controle a qualquer momento. Só não quero fazer isto. Deixa o piloto automático lá no posto dele que tudo vai terminar muito bem.
Mais uma vez: Estou bem! Continuo rindo (de tudo e, principalmente, de todos). Continuo brincando. Continuo falando sério quando o momento pede. Enfim, não mudei em nada. Qualquer um que me vê não vai saber que meu piloto automático está ativado. Ou seja, estou normal!
Abraços,
Marcelo
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