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Marcelo Torres

Epitáfio PDF Imprimir E-mail
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Qui, 26 de Agosto de 2010 20:37
tarde_demais.jpg 


 
Hoje estava ouvindo uma música da banda Titãs que gosto muito: Epitáfio.
 
Fiquei pensando sobre ela e em como levamos nossa vida.
 
Fiquei lembrando do último abraço que dei em meu filho (foi ontem a noite antes dele ir dormir, rsrs). Fiquei lembrando da minha correria diária e o quanto eu perco com tudo isto.
 
Tudo bem que não é uma perda total, afinal de contas tenho de ganhar o meu "pão de cada dia". Mas as coisas simples da vida estão passando sem que eu perceba.
 
Tem frases da música que me marcam muito pois me remete a fazer coisas simples que eu não permito. Ou simplesmente fazer as coisas que eu quero fazer.
 
Valorizar aquilo que realmente merece valor (não que eu tenha de desvalorizar qualquer outra coisa para isto). Me permitir ver as coisas como elas realmente são (sem nenhuma fantasia ou qualquer mácula), ou seja, encarar tudo com a maior simplicidade possível afinal de contas pra que complicar algo que (por natureza) é simples?
 
Infelizmente só damos valor àquilo que não temos acesso mais. Na música são os desejos e lamentos de quem morreu sem aproveitar as coisas simples que a vida proporciona. Mas neste momento o lamento não adianta mais porque tudo já passou. Acredito que ele terá outras oportunidades, mas nada será igual antes...
 
No fim das contas somos sempre nós conosco mesmo!

 
Estou ouvindo muita música durante o trabalho, hoje foi o dia de ouvir Titãs (como já deu para perceber, rsrs). Amanhã é dia de Cazuza, então provavelmente haverá outro texto de alguma música novamente.

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Confiança PDF Imprimir E-mail
(3 Votos)
Qui, 20 de Agosto de 2009 12:28

 

Confiança

 

Confiança é sempre uma coisa delicada.

Não há um modelo ideal que podemos seguir cegamente. E por falar em cegueira, acredito que a confiança cega nunca deve ser adotada.

Bem já coloquei um monte de coisa agora é hora de tecer alguns comentários.

Não existe fórmula para que o resultado seja DIGNO DE CONFIANÇA ou INDIGNO DE CONFIANÇA. Cada pessoa exige um método diferente de teste sendo que em cada pessoa confiamos de uma forma diferente. Isto porque somos todos diferentes um do outro. Temos valores diferentes e isto produz resultados diferentes.

Não queira comparar a confiança depositada numa pessoa com a confiança depositada noutra. Com certeza nunca vai chegar a conclusão nenhuma. As vezes confiamos um assunto a uma pessoa e não fazemos a mesma coisa com outra e vice-versa. Daí não dá para dizer que confiamos mais numa pessoa do que em outra apenas por esta questão. Dá para falar isto pelo volume de coisas que confiamos a uma pessoa se compararmos com o volume que confiamos em outra.

O ideal (ao meu ver) é ter cuidado com tudo isto. Ninguém, em tese, é obrigado a suprir as expectativas de confiança que nós depositamos. Então, nada de confiar coisas importantes em quem mal se conhece. Se quer trabalhar a confiança de alguém, primeiramente trate de conhecê-la. Você saberá se pode confiar nesta pessoa se ela não lhe revelar detalhes íntimos de seus amigos que lhe confiaram algo. Ou seja, se a pessoa foi capaz de contar "segredos" das outras é sinal que vai contar os seus também.

Uma questão delicada é a confiança cega. Não devemos ter isto com ninguém. Confiança cega (no meu ponto de vista) significa perda da própria identidade. Exemplo: A pessoa em quem eu confio cegamente me diz que alguém não é bom eu não posso julgar a pessoa (vítima da língua maldita, rs) apenas pelo que ouvi. Se fizer isto estou agindo cegamente e sem personalidade. Temos de ter nossas próprias opiniões baseadas em nossas próprias análises. Mesmo correndo o risco de ouvirmos a velha (e pobre) frase: "Eu bem que te disse".

Existem pessoas em quem tenho a mais alta confiança. Pessoas que se eu estiver cego e estas pessoas estiverem ao meu lado enxergaria o mundo pelos olhos delas. Mas isto não é agir cegamente, pois ainda tenho minhas opiniões que podem ser contraditórias ao que estas pessoas me dizem.

Qual é o risco de se confiar em alguém? Bem, primeiramente é de ter o objeto de confiança "quebrado" (segredos divulgados a terceiros, atitudes tomadas sem que esperássemos, etc). E junto com isto vem a decepção por termos confiado em alguém que nos traiu. Após isto vem a mágoa, pois dificilmente iremos confiar novamente.

Eu sempre digo que uma pessoa só consegue quebrar minha confiança uma única vez. Depois disto nunca mais confio nada. Ou seja, a pessoa (em termos de confiança) passa a ser tal qual um estranho. Nunca mais confio nada a esta pessoa. Ao mesmo tempo me cuido para que a confiança em mim depositada pelos meus amigos não seja quebrada. Tenho uma preocupação muito grande nisto, pois não gosto de fazer com os outros aquilo que não quero me façam comigo.

Este texto é uma singela homenagem a alguém que recentemente traiu feio minha confiança e perdeu toda a credibilidade que tinha comigo. Não vou citar nomes nem fatos que indiquem quem é a pessoa e nego qualquer tentativa de adivinhação (qualquer nome que me for citado eu vou dizer que não é tal pessoa) então nem precisa tentar.

Aí entra a minha ética onde eu acredito que não é necessário constranger as pessoas a nada...

 


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Sofrimento Antecipado PDF Imprimir E-mail
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Qui, 26 de Agosto de 2010 00:07
sofrer.jpg 



É interessante observar como as pessoas gostam de sofrer antecipadamente por algo que sequer sabem se vai acontecer.
 
Lembro de um caso de um amigo. Comprou um sapato e o vendedor, por engano, colocou na caixa um outro sapato. Era sábado. Ele chegou em casa a noite e ao verificar o ocorrido começou a tecer toda um plano de ação para convencer o vendedor de que aquele sapato não foi o que ele havia escolhido e que, portanto, deveria ser trocado.
 
Arquitetou diálogos intermináveis, explicações das mais simples às mais complexas, delineou todas as possibilidades que o vendedor e qualquer um que trabalha na loja poderia ter. No seu plano de ação havia a clara possibilidade de:
- Ligar para a Delegacia de Ordem Econômica;
- Ligar para a Polícia e registrar um Boletim de Ocorrência;
- Procurar o PROCON;
- Entrar com uma ação no Juizado de Pequenas Causas.
 
Mas isto depois de gritar com todos, ameaçar todo mundo, ameaçar a publicar uma nota num jornal de grande circulação sobre todo o ocorrido.
 
Bem, passou o resto de seu sábado e todo o domingo pensando nisto.
 
Na segunda-feira ele saiu de casa pela manhã e ao invés de ir trabalhar foi para a loja esperar que ela fosse aberta e começar a novela que ele imaginou.
 
Quando a loja abriu ele procurou a pessoa de lá e disse:
- Eu comprei um sapato no sábado e ao chegar em casa vi que não era o sapato que eu escolhi.
 
A funcionária da loja disse:
- Ah sim! E qual é o sapato que você escolheu?
 
Ele mostrou e ela imediatamente trocou sem nenhuma outra pergunta ou qualquer outro gesto.
 
Obviamente ele saiu de lá com vergonha de si mesmo!
 
É justamente disto que quero dizer neste texto.
 
Quanto tempo perdemos sofrendo por coisas que ainda não aconteceram? O mais curioso é a nossa capacidade de adivinhação. Somos capazes de planejar a nossa vida como se aquilo que pensamos estivesse acontecendo no presente.
 
Que tal se pudermos viver apenas o presente? Aliás, a pergunta é diferente: Os problemas do presente não são suficientemente grandes para nós?
 
A proposta é deixarmos que os problemas do (ou previstos para o) futuro para quando este futuro se tornar presente. Quando o futuro se tornar presente o problema que vislumbramos um tempo atrás pode ter sido modificado pelos acontecimentos normais ou podemos ter tido algum recurso extra que nos tornou suficientemente aptos para encarar o problema sem sofrer. Tudo (inclusive o próprio problema previsto) está no campo das possibilidades.
 
O fato é que encarar uma possibilidade como realidade pode nos trazer grandes prejuízos!
 

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Minha Diversão PDF Imprimir E-mail
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Seg, 21 de Setembro de 2009 23:05

 

Cinema

 

Vocês gostam de filmes? Pergunto porque eu adoro! Mas o meu gosto por filmes é meio peculiar.

Assisto filmes mais de uma vez. A primeira vez é para curtir mesmo. Vejo por ver, por ter interessado pelo título e/ou pela sinopse. Já a segunda vez em diante é para buscar falhas de roteiro. Me divirto com isso.

Ultimamente (confesso) não tenho tido tempo pra isso, mas não tenho deixado de ver filmes. Só não tenho tempo para ver várias vezes.

Algumas falhas foram irritantes de descobrir. Teve um filme que nem precisou de ver duas vezes não. Na primeira vez eu vi a coisa ridícula! Na cena um grupo de pessoas numa selva fechada. O que ia na frente tinha um facão que ele usava para cortar o mato e abrir caminho. Pararam para descansar num riacho e logo depois seguiram viagem, só que o distinto cavalheiro esqueceu o facão. A câmera mostra o facão no canto da tela. Na cena seguinte lá estava o mesmo cavalheiro empunhando o mesmo facão como se nada houvesse acontecido... Esta falha foi horrível!

Algumas outras ficam um pouco mais encobertas.

Exemplo de uma falha que eu considero clássica: Star Wars! Sim, eu consegui ver uma falha no Star Wars!!! Sou fã destes filmes. Para quem não sabe vou resumir: Na década de 80 lançaram os episódios 4, 5 e 6 (nunca vi isto, começaram pelo episódio 4, mas tudo bem). Nestes episódios havia um cara que era o vice-vilão (tá logo abaixo do vilão-mor) chamado Darth Vader. Ele vestia uma roupa toda preta com uma máscara também preta. Não era possível ver seu rosto. No episódio 6 ele morre (porque vilão que é vilão normalmente morre) e foi um contraste interessante porque ele tira a máscara. O cenário era todo branco, ele todo de preto, a pessoa bem branca (porque não tomava sol, obviamente, rsrsrs) e com os olhos azuis que pareciam dois faróis brilhando. Ok... Fim do filme... Aí lançaram os episódios 1, 2 e 3 para completar a história toda. Sendo que nestes três primeiros episódios é a história deste vilão antes de se tornar vilão. No episódio 1 ele era uma criança que....... NÃO TINHA OLHOS AZUIS!!!!!!! Já no espisódio 2 ele era um adolescente e aí sim colocaram um ator com olhos azuis (ou com lentes de contato).

Isto é uma das minhas diversões... Vou procurar fazer mais isto, vou abrir tempo na minha agenda pra assistir os filmes que tenho guardado aqui! rs


Depois de tudo isto eu ainda tenho a coragem de perguntar: SOU NORMAL??? rsrsrsrs

 


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Egoísmo PDF Imprimir E-mail
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Seg, 17 de Agosto de 2009 16:32

 

Egoísmo

 

Dificilmente eu resolvo falar de um tema polêmico. Exceto se tiver alguma inspiração para tal.

Falar o que é o egoísmo nem precisa. Já estamos aprendendo isto desde pequenos através de nossos pais que nos alertavam que não podemos ser egoístas.

Que nós todos somos egoístas isto eu não tenho dúvidas. O egoísmo é uma das chagas da humanidade (junto com o orgulho e a vaidade).

Mas onde podemos observar pequenos pontos egoístas em nós? Sim, pequenos porque os grandes pontos não conseguiremos atacar (e se assim fizermos é uma briga que iremos perder feio).

Todas as vezes que negamos ajuda quando podemos e temos condições para isto estamos agindo egoísticamente.

Vejo alguém com atitudes que não concordo por saber que estão erradas. Criticar os outros é tarefa complicada e delicada. Mas se temos abertura para tal não fazer por simples preguiça (ou capricho) é sinal claro do egoísmo.

O que fazer neste caso? Ajudar onde for preciso e onde for possível.

O que eu disse sobre a crítica aos outros é sério. Devemos ter um cuidado extremo ao tecer alguma crítica (mesmo que seja construtiva, pois é construtiva aos nossos olhos e nunca sabemos como é o olhar do outro). Mas em algumas vezes temos a anuência expressa de algumas pessoas para tecer estas críticas. Não coloco estas pessoas num pedestal (aliás, não coloco ninguém) porque ser aberto à críticas sem melindre é obrigação do ser humano civilizado.

Se eu tenho algo a dizer sobre alguma coisa que sei não estar certa e sei que posso ajudar minha consciência me dói na mesma hora. Não consigo deixar passar se tenho todas as possibilidades para ajudar (mesmo que palidamente).

Deixo aqui o meu pedido explícito (e minha autorização) a todos que estão lendo este texto: Podem me criticar. Por pior que a crítica pareça aos olhos dos outros sempre encaro da forma construtiva pois vou utilizá-la para crescer (independente da intenção de quem criticou). Não sei tudo, não sou conhecedor de todos os assuntos e tenho ânsia de aprender.

Este pedido que fiz aqui traduz o que eu tento fazer com relação aos outros. É óbvio que não faço isto sem checar se estou violentando a liberdade alheia ou se vou causar transtornos.

Esta é somente uma nuance do egoísmo que, infelizmente, é muito extenso. Noutra oportunidade volto para extender mais o assunto.

 


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