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Marcelo Torres

Chefe PDF Imprimir E-mail
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Sex, 02 de Outubro de 2009 16:16

 

Chefe

 

Você está preparado para ser chefe de alguma coisa?

A pergunta pode parecer estranha, porque em princípio todo mundo quer ser chefe, mandar e desmandar. Então a resposta imediata é: SIM!

Mas ser chefe envolve algumas questões que pouca gente gasta um tempo (pequeno) para pensar.

Para ajudar nesta reflexão, responda para si mesmo:
- Como é a minha reação quando alguém (sob minha responsabilidade) comete o mesmo erro várias vezes? Vamos lembrar que quando alguém está sob a nossa responsabilidade o erro também é nosso e não apenas de quem o cometeu.
- Como é a minha reação quando um de meus subordinados falta ao trabalho sem nenhuma explicação prévia?
- Como é a minha reação quando alguém que eu coordeno insiste em não seguir as minhas orientações diretas?

Avalie suas respostas. Se em alguma delas você perceber alguma resposta ou atitude negativa é bom reavaliar a sua resposta à pergunta se você está preparado para ser chefe de alguma coisa.

A atitude esperada de alguém que ocupa um cargo de chefia é de educação, polidez, tranquilidade, sensatez e sensibilidade.

O nosso subordinado é pago para desempenhar alguns papéis que constam no seu contrato de trabalho. São as suas atribuições. Nestas atribuições não tem nada constando que ele terá de aguentar o nosso mau humor, falta de educação, rispidez, grosseria e coisas afins.

Demitir alguém as vezes é necessário. Mas não precisamos perder nem tentar tirar a dignidade das pessoas. Por pior que seja o motivo pelo qual a pessoa esteja sendo demitida.

Eu nunca admiti que alguém me tratasse de forma desumana. Nunca ninguém me tratou assim porque eu não dou esta liberdade. Se algum dia acontecesse de algum chefe me desrespeitar com palavrões e etc, com certeza (em silêncio) ajuntaria minhas coisas e ia embora sem dizer uma palavra sequer. Faria isto por dois motivos:
1. Sei que se eu abrir a boca a coisa irá piorar (não sou santo)
2. Meu orgulho as vezes fala um pouco alto (não sou santo)

Já vi muito chefe colocando funcionários literalmente no chão com palavras ditas aos gritos. Me dá uma vontade imensa de entrar no meio da "conversa" e dizer poucas e boas para o mau educado.

Curiosamente a maioria das pessoas que ocupam os cargos de chefia além de não saber o mínimo de relacionamento humano são extremamente mau educados (acho que dormiam durante o tempo que a mãe deles ensinava boas maneiras com as pessoas).

Este texto é apenas um desabafo e um apelo para aqueles que ocupam estes cargos avaliarem o seu posicionamento perante àqueles a quem gerencia.

 


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Fazendo de Novo PDF Imprimir E-mail
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Sex, 27 de Agosto de 2010 17:07
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Como eu prometi ontem, aqui vai uma reflexão sobre uma música de Cazuza que me chamou atenção hoje.
 
Na escola quando não aprendemos temos de repetir o aprendizado. Iremos passar pelas mesmas matérias, fazer os mesmos exercícios, assistir às mesmas explicações durante todo o período para que façamos algo diferente e vençamos a dificuldade.
 
A vida é exatamente do mesmo jeito. Vivemos uma série de problemas e aqueles aos quais não conseguimos aprender teremos de vivê-los novamente. Iremos nos preparar novamente, ver as mesmas coisas, visualizar os mesmos caminhos e com a proposta de fazer algo diferente para que o resultado também seja diferente.
 
Esta reflexão foi inspirada num trecho de uma música:
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
 
E é exatamente isto que me motiva estar no estado de "Piloto Automático Ativo". O meu "modus operandi" eu conheço bem então se eu for raciocinar e ponderar sobre tudo o que me acontece minhas atitudes serão exatamente iguais as de antes (o que não será muito bom para o meu futuro). Aí eu ligo o meu "Piloto Automático" porque ele segue o manual à risca. Sem titubear. Não faz nenhum procedimento fora do que está escrito no manual. Mas os problemas de antes eu vejo acontecendo novamente ("eu vejo o futuro repetir o passado"). Minhas atitudes devem ser diferentes para que eu consiga me vencer.
 
Não quero me entregar sem lutar. Quero ver o meu "museu" com coisas antigas, ou seja, sem surpresas para que não tenha de vivenciar nada que já foi vivenciado antes.
 
Devíamos pensar sempre no que estamos fazendo para corrigir os problemas que já vivemos ao invés de continuar tentando resolvê-los sempre da mesma forma (errada) que sempre fizemos...
 

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O Mal e o Remédio PDF Imprimir E-mail
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Dom, 30 de Agosto de 2009 22:45

 

O Mal e o Remédio

 

Para todo mal existe um remédio. Pelo menos esta é a minha forma positiva de ver as coisas. Todo e qualquer mal tem de ter um remédio. Pode ser que o remédio seja muito amargo, mas é remédio.

Não me refiro aos males físicos. Estes os médicos curam com destreza através da medicina. Mas falo dos males que ninguém vê, daqueles que não aparecem em exames clínicos ou, quando aparecem é porque já são consequências de um mal bem maior (é só a "ponta do iceberg").

Eu desempenho um papel numa instituição filantrópica de atendente fraterno. O que é isso e para que serve isto? Resumidamente falando é a pessoa que se dispõe a ouvir os problemas dos outros e tentar mostrar um outro ângulo do mesmo problema. Não significa que vai dar a solução do mesmo (e isto nunca acontece) mas apenas é uma outra visão sobre o mesmo fato e daí modificamos a ótica do mesmo.

Sou aquela pessoa que tem paciência de ouvir o desabafo de alguém que está (muitas vezes) desesperado e o simples fato de compartilhar com alguém uma situação difícil já sente um grande alívio.

Sou aquela pessoa que empresta o ouvido e se presta a dar algum pitaco positivo na vida dos outros.

Desempenho este papel já fazem aproximadamente uns cinco anos e neste tempo todo tenho muita história para contar.

Antes de qualquer coisa, a minha ética para com o trabalho me impede de relatar particularidades dos problemas que ouço. Quando comento os problemas nunca os associo às pessoas pois isto seria constrangê-las e aí perco a credibilidade no que faço.

Bem. Já ouvi uma mãe que chegou me dizendo que o relacionamento com a filha de 23 anos estava muito ruim pois raramente conversavam. Perguntei a ela o que estava sendo feito para resolver o problema. E ela me responde a resposta mais comum: Nada! Então receitei a ela uma coisa que já receitei para um monte de gente e deixo aqui registrado para quem possa se encaixar nisto. Dei o nome de Terapia do Abraço. É bem simples de fazer. Basta dar um abraço. Não precisa dizer nada, nem de pedir e nem de dar satisfações. Apenas dê um abraço curtinho (no início), mas dê. Vai ser forçado, eu sei. Mas não se importe com isto. A pessoa não vai retribuir, mas não se importe com isso. O abraço é um presente, então dê o presente independente se a pessoa quer ou não. O que ela fará com o presente que você deu não é problema seu. Apenas dê o abraço. No dia seguinte faça a mesma coisa. Dê outro abraço. Não peça outro em troca. Dê o seu abraço. Vai notar que o tempo do abraço vai aumentar gradativamente. O que antes era um abraço curtinho, com pouco tempo passa a ser aquele abraço apertado. Se a pessoa te perguntar porque você está dando este abraço, responda que deu vontade de abraçá-la e não vai mais segurar esta vontade. O que vai acontecer no futuro? As pessoas tornam-se mais tolerantes para ouvir uma a outra. Sem gastar um centavo sequer com remédio ou terapeuta.

Ouvi uma outra mãe reclamando da filha de 4 anos de idade. A criança estava muito rebelde, não obedecia, fazia "n" coisas erradas e parecia sentir prazer em irritar principalmente a mãe. A minha recomendação: SEJA MÃE! (Até já escrevi sobre isto noutro texto, se quiser lê-lo clique aqui!). E ela, obviamente, me perguntou como era isto, porque sempre acho que era mãe pois a criança era sua filha. E eu perguntei a ela quando foi a última vez que disse para a filha que a amava, que a colocou no colo para brincar com ela, que deitou com ela na cama para fazer carinhos (e mais um monte de coisas). Para minha surpresa ela me disse: Já entendi o que você quer dizer, pois muito raramente eu faço isto. Não me recordo quando foi a última vez que fiz alguma coisa assim.

Ouvi uma senhora que me disse que estava cheia de problemas. O filho estava preso, a mãe estava doente e se recusava a fazer o tratamento médico, a filha estava grávida do namorado, a esposa do filho preso estava reclamando que os filhos estavam dando trabalho (e falou mais alguns problemas que hoje eu não recordo). Ouvi tudo o que ela tinha para dizer. Quando tive uma deixa eu disse: A senhora me relatou vários problemas dos outros, mas e os seus problemas, quais são? Esqueça os problemas dos outros por enquanto porque agora eu quero ouvir os seus problemas. Houve um silêncio que eu não ousei em quebrá-lo. Ela, finalmente, rompeu o silêncio dizendo: Você tem toda razão! Eu não tenho problemas! Todo mundo tem problema mas eu mesma não tenho. Claro que emendei aqui o fato de que não devemos pegar para nós o problema dos outros (também escrevi sobre isto, se quiser ver clique aqui!).

Não dá para contar aqui mais de cinco anos de trabalho. O que eu quero mostrar é que em toda situação que acontece há sempre uma forma diferente de ver o mesmo fato de maneira que ele não pareça ser aquele bicho de sete cabeças. Ou seja, para todo mal que se apresenta existe um remédio interessante e fácil de ser administrado (em algumas vezes só vai custar um pouco de nosso orgulho, mas isto devemos pagar com prazer).

 


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Bagunça PDF Imprimir E-mail
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Seg, 06 de Julho de 2009 14:32

 

Bagunça

 

Arrumar a vida é necessário!

Mas é bom lembrar que toda arrumação gera uma bagunça muito grande. Então devemos considerar viver nesta bagunça até que tudo esteja nos seus devidos lugares.

Levando este conceito para a vida como um todo teremos algumas surpresas.

Numa tarefa de reconciliação com alguém, por exemplo, iremos ser alvejados de críticas e até mesmo ofensas. Isto é a bagunça. Para depois expormos nossos pontos de vista. Se fizermos isto com traquilidade sem o sentimento de disputa e relevando tudo o que ouvirmos (ou lermos) de ruim estaremos fazendo a arrumação. Com pouco tempo tá tudo no seu devido lugar e o ambiente fica limpo novamente.

Caso nos percamos nisto e entrarmos na mesma sintonia de nosso interlocutor iremos promover uma bagunça ainda maior. A arrumação ficará adiada.

O tempo arruma tudo. É o que alguns dizem para justificar o orgulho de reconhecer os próprios erros e/ou o comodismo. E eu sou obrigado a concordar (em partes). O tempo arruma sim, mas na verdade o tempo faz com que nos acostumemos com a bagunça. A bagunça fica conhecida, ou seja, para quem vive nela está arrumada. Já ouvi um absurdo neste sentido: Minha bagunça é organizada! Na verdade a pessoa acostumou com a bagunça e sabe exatamente onde tudo está.

Uma outra situação é o tempo para percebermos que a nossa vida está uma verdadeira bagunça e que precisamos arrumar... Assim que percebermos que alguma coisa está bagunçada o ideal é traçar planos para que a bagunça seja arrumada e (principalmente) seguir estes planos.

Boa arrumação para todos!

 


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Não me expliquem, não quero entender! PDF Imprimir E-mail
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Seg, 28 de Setembro de 2009 21:55

 

Conhecimento

 

Pode parecer estranho eu falar assim, mas tem coisas que realmente eu não faço a menor questão de saber como funciona.

E este foi um papo que tive com um gerente de banco uma vez. O banco se recusou a creditar um dinheiro na minha conta porque o meu cadastro estava expirado. Eu perguntei ao gerente:
- O que eu tenho a ver com isso???
E ele começou a se explicar dizendo:
- Vou te explicar como as coisas funcionam...
Na mesma hora eu interrompi dizendo:
- Por favor, não me explique. Não quero entender isto. Isto é função sua. A minha função é trabalhar e ganhar dinheiro. Não quero saber como funciona o trâmite dentro do banco ao qual você está obrigado a seguir.

Sim! Eu estava nervoso! rsrsrsrs...

Mas eu não quero saber como uma carta que eu coloco numa agência dos Correios chega ao destino. Sei que tem um carteiro que chega até o endereço caminhando para entregar. Mas o caminho que ela percorre até chegar lá eu não faço a menor idéia e não tenho a mínima curiosidade em saber.

Não quero saber como os clips são feitos. Gosto deles para prender minhas folhas de papel. Quando preciso compro numa papelaria ou ganho em algum lugar.

Numa entrevista de emprego o entrevistador perguntou: Como são feitos os MM's? (aqueles confeitos de chocolate). Não era eu quem estava sendo entrevistado, mas se fosse eu diria: Não sei, não quero saber e morro de ódio de quem sabe!!!

Li numa reportagem que um entrevistador perguntou ao entrevistado: Por que as tampas dos bueiros são redondas? Esta eu até saquei a resposta. São redondas para que a tampa não caia dentro do bueiro. Mas o que me importa se a tampa é redonda, quadrada, oval, triangular, hexagonal ou o diabo a quatro?

Uma vez um amigo me disse que as ruas de Belo Horizonte seguiam uma regra. Se a numeração ímpar estiver no seu lado esquerdo significa que você está indo em direção ao final da rua, ou seja, os números irão crescer a medida que andar. Eu disse a ele, embora seja uma curiosidade isto é inútil pois basta ver dois números do mesmo lado que eu sei para que lado estou andando... O ruim da história é que eu nunca consegui esquecer isto!!!

Entendem onde quero chegar?

Eu já carrego uma gama de informação puramente inútil dentro de mim. Então eu corro de conhecer mais informações inúteis.

Uma pessoa uma vez me disse:
- É inútil hoje, mas quem sabe num futuro?

E eu respondo:
- Qual é a utilidade, meu Deus, saber que todas as ruas no centro de Belo Horizonte (com exceção da avenida principal que se chama Afonso Pena) tem nomes de estados brasileiros quando na horizontal e nomes de tribos indígenas quando na vertical?

Eu não tenho facilidade de esquecer coisas inúteis. Na verdade eu lembro da maioria delas... Por isto insisto em não querer saber quando alguém tenta me explicar.

 


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