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Marcelo Torres

Consideração PDF Imprimir E-mail
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Ter, 13 de Outubro de 2009 12:24

 

Consideração

 

Qual é a importância que damos aos outros? Podemos dizer que é a mesma importância que gostaríamos de ser para quem gostamos? Em caso positivo, tudo bem. Nada a dizer. Mas em caso negativo é sinal de problemas (atuais e/ou futuros).

É comum haver diferenças de consideração. Afinal de contas somos pessoas diferentes umas das outras. Com isto a nossa forma de encarar os relacionamentos são igualmente diferentes. Cabe a nós fazer o possível para ficarmos no lucro sempre.

E o que é o lucro? Bem simples. Vamos encarar que sempre que damos importância aos outros seja um ponto positivo e sempre que recebemos importância dos outros seja um ponto a menos no nosso saldo. O que eu quero dizer que devemos cuidar para sempre darmos mais atenção do que recebemos.

Como fazer isto? A resposta é mais simples ainda: SE VIRA! rsrs. Arranja um jeito. Acharam que eu ia dar alguma fórmula mágica? Ledo engano! Não existe fórmula mágica porque cada um tem a sua própria vida.

Não tem tempo? Arranja algum! Está cansado? E daí? Dê atenção pois você nunca saberá a real situação de quem te pede atenção se não conversar com ela. A pergunta para justificar tudo isto é: E se fosse eu?

Não estou aqui dizendo que devemos viver em função dos outros. Não é nada disso. Mas são coisas simples. O cumprimento diário (quanto custa um "oi" ou um "bom dia"?). O interesse (mesmo que só aparente) pela dificuldade do outro. E por aí vai.

Li uma matéria numa revista onde o autor se propôs a cumprimentar todo mundo que ele via pela frente (conhecidos ou não, simpáticos ou não, carrancudos ou não) por um período de 21 dias (três semanas). As conclusões foram interessantíssimas. Disse (entre muitas coisas) que:
- Não foi fácil começar. Teve de forçar muito. A coisa (no início) era mecânica e forçada. Mas com pouco tempo a coisa virou hábito.
- As pessoas mais arredias passaram a ser mais amigáveis.
- As pessoas carrancudas passaram a abrir um largo sorriso ao seu cumprimento.
- As pessoas antipáticas tornaram-se mais simpáticas.
- O seu círculo de amizades aumentou.
- As pessoas ao seu redor foram contagiadas pelo seu hábito e no final de seu propósito todos já estavam com o mesmo hábito e mais felizes.

E o mais legal:
- Ele não conseguiu parar após terminado o prazo que ele havia estipulado para sua experiência!

Sabe o que vi nisto tudo? Uma grande necessidade humana sendo suprida de alguma forma.

Comecei a lembrar de alguns fatos de minha própria vida. A maioria das vezes que fui bem atendido em lojas foi quando eu cheguei com um sorriso no rosto e cumprimentei o(a) vendedor(a). Quebrei toda e qualquer expectativa negativa dele em relação a mim. Fiz com que ele pensasse que eu sou um cara legal e que pode relaxar (faço ele pensar a verdade sobre mim... rsrsrs).

Lembrei das vezes que faço questão de cumprimentar as pessoas que já se sentem excluídas por causa da baixa autoestima (devido ao pouco estudo ou a profissão que exercem). Estas pessoas, que antes faziam uma idéia negativa ao meu respeito, passaram a sorrir pra mim, fazer piada, conversar amenidades, etc.

Lembrei também daquelas vezes em que um diretor de determinada empresa se mostrou sorridente quebrando qualquer idéia preconcebida que eu tinha dele por causa do cargo que ocupava.

Bem. Consideração é uma coisa complicada de se pedir. Aliás não é coisa que se peça é algo que tem de ser dado de forma espontânea (pelo menos na visão de quem recebe atenção). Procurar fazer o máximo neste sentido é nunca deixar as pessoas que gostamos sem a devida (e merecida) atenção. Afinal de contas adoramos quando sentimos que somos bem quistos em todos os ambientes. Nada como retribuir isto de alguma forma (até mesmo para a manutenção deste sentimento alheio por nós).


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Sou Especial PDF Imprimir E-mail
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Qui, 22 de Outubro de 2009 15:38

 

Qualidades

 

Prazer, meu nome é Marcelo...

Este é a frase padrão quando sou apresentado (ou me apresento) a alguém. Acredito que a frase padrão da maioria é mais ou menos esta (mudando apenas o nome, obviamente).

Mas será que nos conhecemos suficientemente bem?

Temos a estranha mania de confiar mais nos outros do que em nós mesmos. E isto é correto? Como diria uma amiga que tenho: E isto é bonito? rs

A valorização pessoal está longe de ser chamada de vaidade ou mesmo orgulho. O contrário disto é a desvalorização do que fazemos ou somos.

Vamos começar a partir de agora? EU TENHO QUALIDADES! Podem acreditar. Todos temos. Uns mais outros menos, mas todos temos qualidades. O legal é que não dá para comparar a qualidade de um com a qualidade de outro porque são pessoas diferentes e cada ser tem uma infinidade de variantes o que impossibilita qualquer comparação.

Muitas vezes vejo a falsa modéstia dizendo: Sou uma pessoa ruim que ainda tem de melhorar muito para atingir o mínimo. Pois é! Já ouvi uma frase mais ou menos igual a esta vinda de uma pessoa que eu considerava (sim, o verbo está no passado propositadamente) como alguém num nível acima do meu. Sabe o que aconteceu? De tanto esta pessoa fazer questão de mostrar que é ruim eu acabei acreditando.

Entendam que eu não quero aqui fazer apologia à vaidade e ao orgulho. Ninguém tem que achar que é superior aos outros por ter esta ou aquela qualidade. Eu não estou acima de ninguém, mas não preciso evidenciar aos quatro ventos que tenho defeitos.

Meus defeitos são vistos a quilômetros de distância (iguais aos defeitos de todo mundo). Eu vejo os defeitos dos outros a quilômetros de distância porque muito provavelmente também tenha presente em mim os mesmos defeitos. Mas, eu tenho qualidades e posso (leia-se: DEVO) lançar mão delas sempre que possível e necessário.

Alguns podem até dizer: Exaltando minhas qualidades posso suscitar inveja nos outros. Eu digo que sim. Isto é bem possível e é lamentável que alguém queira ter as minhas qualidades sem um mínimo de esforço para tal. Querem um exemplo (sim, vou falar de uma de minhas qualidades)? Tenho uma paciência acentuada. Só que para conseguir chegar neste ponto foi necessário muito esforço de minha parte. Um treino para não dar uma má resposta aqui, uma agressão ali, um palavrão acolá, etc. Então é lamentável quando alguém quer ter a minha paciência como num passe de mágica, sem esforços. É lamentável porque infelizmente as coisas não funcionam desta forma. É necessário esforços em cima de esforços, treinos e muitos testes para averiguar se realmente adquirimos a bendita paciência.

E assim a coisa funciona com todas as nossas qualidades.

Se alguém nos inveja eu só tenho a lamentar por esta pessoa pois o tempo que está perdendo desejando algo que só se consegue com esforço não volta mais, é perdido mesmo.

O fato é que não podemos nos segurar por questões iguais a esta. Estamos aqui para crescer e sermos melhores como pessoas a cada dia sem nos importar se o outro está fazendo a mesma coisa. Ou seja, nesta questão o outro não nos importa, o que importa é o que nós estamos fazendo de bom e o quanto de bom estamos deixando de fazer.

Não existem fórmulas para isto. Cada um inventa a sua segundo suas próprias forças, limitações e necessidades. Só não espere que as coisas caiam do céu como presentes porque isto não vai acontecer. ESFORCE-SE!!!

 


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O Menestrel PDF Imprimir E-mail
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Dom, 19 de Julho de 2009 20:26

 

Menestrel

 

"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…

E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…

Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.

Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…

Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…

Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar."

 

Autor: William Shakespeare


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Disputa Interna PDF Imprimir E-mail
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Sáb, 28 de Agosto de 2010 17:24
disputa_interna.jpg 


Faz algum tempo eu escrevi (acho que mais de uma vez) sobre disputas.
 
Inclusive a minha conclusão (quando o assunto é disputas) é que a melhor maneira de ganhar uma disputar é não disputar. Ou seja, o ideal é deixar quem quer levar os louros da batalha sozinho no pódium.
 
De ontem para hoje estava pensando noutro tipo de disputa. A disputa que travamos conosco mesmo. Uma parte de nós quer algo e outra parte não quer. Aí iniciamos uma disputa dentro de nós e enquanto não há algum vencedor ficamos ansiosos e temerosos com o futuro.
 
Vou ser ousado dizendo que a maioria de nossas disputas ocorrem entre sentimento e razão (pelo menos comigo é assim). Ultimamente eu desliguei (ou diminui muito a intensidade do) meu sentimento. A razão está pesando mais na balança e isto tem me feito muito bem. Fiquei forte novamente. Por enquanto nada me abate ou me constrange porque eu deixo de sentir e vivo a vida com mais racionalidade.
 
Voltei a agir da maneira: Quer me dizer alguma coisa? Seja direto, claro e objetivo porque caso contrário eu não vou entender!
 
Não estou dando direito ao sentimento de conduzir minha vida (não mais). Chegou o tempo da razão, aliás, voltou o tempo da razão pois era ela quem sempre esteve no controle. De uns anos pra cá é que deixei o sentimento assumir o poder. Mas o seu mandato acabou.
 
Bem, quando a razão assume eu fico mais seco para o mundo. Isto é meio óbvio porque eu diminuo a intensidade de minha sensibilidade. Não que vire as costas para as dificuldades alheias (isto de jeito nenhum) mas deixo de sentir junto com a pessoa (que no fim das contas me faz bem).
 
Se eu fico mais seco, deixo de sentir falta das pessoas. Passo a dar muito valor para mim mesmo sem a falsa ideologia que me diz que eu me basto para tudo. Mas passo a reconhecer o meu valor e dar mais atenção a mim mesmo em tudo e em todas as situações. O deixar de sentir falta das pessoas não quer dizer que não goste delas. Não mexi no que eu sinto por ninguém só não dou tanta atenção ao que sinto, mas ainda sinto.
 
Tudo isto me faz bem, fico com os dois pés no chão e senhor de mim mesmo. Nada me controla a não ser eu mesmo e naquilo que é realmente bom para mim.
 
Até quando eu vou ficar assim? Bem. Eu sempre fui assim, tive atitudes diferentes de alguns anos pra cá, mas agora estou voltando a ser o que eu verdadeiramente sou.
 
Mas há uma coisa interessante: Se você não me conhece muito bem nem vai notar diferença. Apenas parei de disputar internamente porque de hoje em diante não existem disputas. Se você não notou nada de diferente é sinal que não me conhece muito bem... rsrsrs
 
 
 
 

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Prêmio Darwin PDF Imprimir E-mail
(2 Votos)
Ter, 29 de Setembro de 2009 16:22

 

Prêmio Darwin

 

Eu não poderia deixar de compartilhar com vocês esta pérola do humor negro. Trata-se do Prêmio Darwin.

O Prêmio Darwin é dado às maiores idiotices cometidas. Infelizmente a grande maioria das pessoas que ganham o Prêmio Darwin não sobrevive à idiotice cometida.

Vamos para a verdadeira definição da coisa toda.

O prêmio recebeu esse nome em honra de Charles Darwin o pai da evolução, e representa a evolução em ação, pois mostra o que acontece com aqueles que são incapazes de lidar com os perigos básicos do mundo moderno. Os eventos vencedores de um Darwin Award são fábulas macabras que nos fazem rir ao mesmo tempo em que nos ensinam as leis básicas do bom senso. Veja o exemplo o homem que passou por debaixo da cerca de proteção da montanha russa para buscar seu chapéu. Quando o próximo carrinho desceu, um passageiro azarado quebrou a perna e seu crânio. Ai! Do nosso ponto de vista, o homem que foi decapitado é um vencedor do Darwin Award, e sua história é apenas um outro episódio na saga da sobrevivência do mais apto.

Os vencedores do prêmio Darwin Awards são escolhidos por votação, pela internet. No entanto cada um deles precisa atender a um conjunto mínimo de critérios:

   1. Reprodução: eliminou seus genes, morto ou estéril;
   2. Excelência: discernimento sensacionalmente errado;
   3. Auto-seleção: causou o desastre por si mesmo;
   4. Maturidade: capacidade de julgar o que estava fazendo;
   5. Veracidade: evento verdadeiro, verificável.

Tudo é bem explicado no site oficial (em inglês).

Todos os anos os vencedores são escolhidos e eles fazem um ranking das três pessoas mais votadas.


Vencedor do Prêmio Darwin do ano de 2007:


Você sabe o que é um enema? Vou trazer a definição da Wikipedia aqui para ajudar:

Enema, clister ou chuca, sendo este último o termo mais popular entre os indivíduos GLS, é a introdução de água ou qualquer outro líquido no intestino através do ânus. Pode ser feito com fins medicinais, por higiene ou ainda por estímulo sexual.

Dito isso, vamos ao vencedor.

4 de Outubro de 2007, Texas, EUA - Michael era alcoólatra. E não era um alcoólatra comum, mas um alcoólatra que gostava de tomar sua bebida… bem, retalmente. Sua esposa disse que ele era "viciado em enemas" e frequentemente tomava álcool desse modo. O resultado era o mesmo: embriaguez.

Ele, que era torneiro mecânico, não podia tomar álcool pela boca devido a um problema médico na garganta que lhe causava dores extremas, então resolveu tomar sua bebida favorita por enema. E naquela noite, Michael estava pronto para uma tremenda de uma festa: duas garrafas de um litro e meio de sherry (uma espécie de vinho do porto), três litros de uma bebida potente enfiados lá onde o sol não bate!

Quando qualquer um passa da conta na bebida, pára de beber ou desmaia. Quando Michael passou da conta (e desmaiou) o álcool que continuava na sua cavidade retal continuou a ser absorvido. Na manhã seguinte, Michael estava morto. De acordo com os relatórios dos toxicologistas o nível de álcool no seu sangue era 0,47% — o seja, ele aparentemente se matou e se embalsamou de uma vez só.

Apesar do evento ter ocorrido em 21 de Maio de 2004 ele só se candidatou ao Darwin Awards em Outubro de 2007, quando a justiça declarou que o Sr. Michael Warner era o culpado de sua própria morte, inocentando a esposa.



Vencedor do Prêmio Darwin do ano de 2008:


20 de Abril de 2008, Paraná, Brasil - Adelir Antonio de Carli, padre de 41 anos de idade, decidiu bater o recorde mundial de vôo com balões de festa inflados de gás hélio. Queria divulgar seu plano de construir um “descanso espiritual para caminhoneiros”. Foi equipado: vestiu um macacão especial, um para-quedas, escolheu uma cadeira flutuante, levou um GPS e um telefone via satélite. Só esqueceu de um pequeno detalhe: como usar o GPS.

Ele queria ir para o Mato Grosso do Sul. Mas os ventos mudaram (como as vezes costumam fazer) e o padre foi soprado inexoravelmente na direção do mar aberto. Ele poderia ter saltado de para-quedas enquanto ainda estava sobre terra — mas preferiu não fazê-lo. Quando viu que estava sobre o mar, prudentemente usou o telefone via satélite e pediu ajuda. Mas o resgate não conseguiu chegar até ele sem as coordenadas de localização. O padre ficou tentando sem sucesso ler o GPS enquanto a bateria do telefone acabava.

Ao invés do GPS, Adelir deixou Deus ser seu guia. E Deus o guiou diretamente para o céu. Pedaços de balões foram aparecendo nas praias e nas montanhas, e por fim o corpo foi encontrado no mar, comprovando que Adelir, ao contrário de seu precursor Larry Voador , tinha abandonado o mundo dos vivos.

O juízes do Prêmio Darwin Awards consideraram o Padre como sendo duplamente merecedor do troféu 2008. Todos os padres católicos se comprometem com o celibato, e por isso não deixam descendentes — fazendo jus a um Darwin Award coletivo, como categoria. Adelir então ganha duas vezes: uma por ser padre, e outra por ter de forma tão peculiar se despedido da vida.



Tem um dos casos que merece uma menção honrosa devido a forma como tudo aconteceu. Foi o vencedor do ano de 1982.

Larry Walters de Los Angeles é um dos poucos a disputar o Darwin Awards e viver para contar a historia. "Realizei o meu sonho de 20 anos", disse Walters, um ex-motorista de caminhão para uma empresa que faz comerciais de televisão. "Eu ficarei no chao agora. Eu provei que a coisa funciona."

O sonho de infância de Larry era voar. Mas o destino conspirou para mantê-lo longe de seu sonho. Ingressou na Força Aérea, mas a sua deficiência visual desqualificou ele do emprego de piloto. Depois que ele foi dispensado da carreira militar, sentou no seu quintal assistindo jatos voar por cima de sua cabeça.

Ele teve a ideia dos balões meteorológicos enquanto estava sentado na sua "extremamente confortável" cadeira de descanso. Ele comprou 45 balões meteorológicos a partir de uma loja de rejeitos do exercito, amarrou eles a sua cadeira que lhe deu a inspiração, e encheu os balões de 1,2m de diâmetro com hélio. Então ele se amarrou em sua cadeira com alguns sanduíches, cerveja, e uma arma de ar comprimido. Ele pensou em estourar alguns dos muitos balões quando fosse hora de descer.

O plano de Larry era remover a âncora e lentamente flutuar até uma altura de cerca de 10 metros no seu quintal, onde ele iria desfrutar de algumas horas de voo antes de voltar para baixo. Mas as coisas não funcionam tão bem como Larry havia planejado.

Quando seus amigos cortaram a corda que ligava a cadeira à ancora (o seu jipe), ele não flutuou lentamente até 10 metros. Em vez disso, ele riscou os céus de Los Angeles como se fosse atirado de um canhão, arrastado pelo empuxo de 42 balões de hélio carregando 11 metros cúbicos de gás hélio cada.

Ele não nívelou a 30 metros, nem mesmo se estabilizou a 300 metros. Após subir e subir, ele estabilizou em 5.000 metros.

Naquela altura ele sentiu que não podia arriscar em atirar em qualquer um dos balões, com medo de que ele desequilíbrasse a carga e realmente ficasse em apuros. Então ele ficou lá, à deriva com frio e assustado, com a sua cerveja e sanduíches, por mais de 14 horas. Ele cruzou a principal roda de aterrisagem do aeroporto internacional de Los Angeles, onde pilotos da Trans World Airlines e Delta Airlines relataram por radio a estranha visão.

A torre de controle do aeroporto internacional de Los Angeles relatou o ocorrido para a Força Aérea que enviou dois helicópteros para averiguar o relato de alguém num balão e armado a 5.000 metros de altitude no corredor do tráfego aéreo.

Os militares que atenderam o chamado perceberam que Walters não oferecia perigo pois estava com frio e medo.

Eles não podiam resgatá-lo por causa das hélices do helicóptero, então, rebocaram-no para cima do mar e de dentro do helicóptero começaram a atirar nos balões para que ele descesse. No mar a guarda costeira o aguardava para detê-lo.

A Administraçao Federal de Aviação não ficou nada feliz. O Inspetor de Segurança Neal Sabóia disse, "Nós sabemos que ele quebrou alguma parte da Lei de Aviação Federal, e assim que decidirmos qual a parte é, havera uma punição."

 


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