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Marcelo Torres

Desatar ou Arrebentar? PDF Imprimir E-mail
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Qua, 08 de Julho de 2009 14:43

 

Desatar / Arrebentar

 

Esta deveria ser a nossa pergunta todos os dias!

Desatar nós significa resolver problemas. Arrebentar a corda é ficar com dois pedaços (no mínimo) da vida e ainda por cima com os problemas lá do mesmo jeito de antes.

Arrebentando significa que nunca mais a nossa vida será como antes. Desatando temos uma chance enorme de darmos a volta por cima.

Sou da opinião de que enquanto há problemas não é o momento para dissenções, rupturas ou qualquer outro tipo de coisa que possa caracterizar uma fuga. Quer ser movimentar de um lugar para outro? Faça enquanto não existem problemas, porque se problemas surgirem resolva-os antes de sair ou de se movimentar.

Não acho interessante guardar compromissos para depois. Todos os nós terão de ser desatados cedo ou tarde. Porém, podemos ter um sofrimento adicional nisto se já tivermos arrebentado a corda que nos unia ao problema.

Resolver os problemas é sempre uma atitude sensata a se tomar diante de todas as circunstâncias.

 

 


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Qual é o seu tempo? PDF Imprimir E-mail
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Dom, 05 de Julho de 2009 16:19

 

Tempo

 

Nós utilizamos o tempo para diversas finalidades. As mais comuns são aquelas que envolvem o relógio (gasto x minutos para isto, y horas para aquilo, etc).

Mas e quando o tempo não dá para se medir com o relógio? Por exemplo: Quanto tempo levamos para voltar ao normal depois de um transtorno qualquer? Não dá para medir isto no relógio... Primeiro porque a hora que o sangue nos sobe à cabeça não nos lembramos de olhar no relógio. E segundo que não conseguimos identificar com precisão quando voltamos ao normal (em alguns casos acreditamos que nunca mais ficaremos "normais").

Mas em princípio é possível identificar se gastamos mais ou menos tempo hoje do que ontem.

Existem algumas situações que merecem a nossa atenção:
- Quando alguém nos faz "perder" a paciência
- Quando ficamos irritados com qualquer coisa

Então temos sempre três momentos:
1. Antes de um fato
2. Durante o "calor dos acontecimentos"
3. Após o fato

O momento em que alguma coisa que nos tira o equilíbrio é o marco inicial da nossa contagem de tempo e o momento em que voltamos (ou assimilamos o fato) é o marco final. O ideal é diminuir este tempo ao mínimo possível.

Para exemplificar isto, trago um caso que aconteceu com uma amiga:
Ela foi assaltada por um pivete na rua. Roubaram alguns trocados que trazia no bolso. Ela ficou revoltada e praguejou contra o moleque desejando-lhe as piores coisas. Ficou realmente revoltada... Mas logo depois, mais calma e refeita, disse:
- Tomara que o dinheiro que ele me roubou sirva para matar a sua fome e da sua família!

O tempo dela girou em torno de umas duas ou três horas, ou seja, no momento em que foi assaltada e o momento em que ela abençoou o assaltante ("orai por aqueles que vos perseguem").

E qual é o seu tempo??? Quanto tempo dura a sua revolta?

É claro que não vou divulgar os meus tempos... Ainda são loooooooooooongos!!!!

 


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Prazer Compulsivo PDF Imprimir E-mail
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Sex, 03 de Julho de 2009 00:40

 

Prazer Compulsivo

 

Para o cérebro, toda recompensa é bem-vinda, venha ela de uma droga ilícita ou da experiência vivida. Sempre que os neurônios dos centros encarregados de reconhecer recompensas são estimulados repetidamente por substâncias químicas ou vivências que confiram sensação de prazer, existe risco de um cérebro vulnerável ficar dependente delas e desenvolver uma compulsão. Por isso tanta gente bebe, fuma, cheira cocaína, perde casa em jogo de baralho, come demais, faz sexo sem parar, compra o que não pode pagar e levanta peso compulsivamente nas academias.

A palavra dependência vem sempre associada às drogas químicas, ao desespero do dependente para consegui-las, ao aumento da tolerância às doses crescentes e à crise de abstinência provocada pela ausência delas na circulação. A tríade compulsão-tolerância-abstinência, no entanto, não é obrigatória mesmo no caso de substâncias dotadas de alto poder de adição.

A cocaína, por exemplo, droga de uso altamente compulsivo, causa síndromes de abstinência relativamente discretas, desde que o usuário não entre em contato com a droga ou com alguém sob o efeito dela. Apesar de causar dependência, a maconha muitas vezes é consumida esporadicamente, sem que o usuário apresente crises de abstinência dignas de nota. Doentes que tomam morfina para combater dores fortes, em menos de 3% dos casos, desenvolvem obsessão pelo medicamento quando as dores param.
Toda vez que o cérebro é submetido a estímulos repetitivos carregados de conteúdo emocional, os circuitos de neurônios envolvidos em sua condução se modificam para tentar perpetuar a sensação de prazer obtida.

Esse mecanismo, conhecido como neuroadaptação, é arcaico. Quando a abelha penetra uma flor e sente o prazer de encontrar o alimento desejado, é liberado, em seu cérebro, um neurotransmissor chamado octopamina. Quando um adolescente fuma maconha ou cheira cocaína, ocorre, nas terminações nervosas de certas áreas cerebrais, aumento na concentração de dopamina. A semelhança de nomes entre ambos os neurotransmissores traduz a proximidade da estrutura química existente entre as duas moléculas. Apesar de as abelhas terem divergido da linhagem que nos deu origem há mais de 300 milhões de anos, os mediadores da sensação de prazer são quase os mesmos nas duas espécies.
Na seleção natural das espécies, levaram vantagem reprodutiva aquelas que desenvolveram mecanismos de recompensa ao prazer com o objetivo de criar a necessidade de buscar sua repetição. Para o organismo, em princípio, tudo o que traz bem-estar é bom e deve ser repetido. Se não fosse assim, nós nos esqueceríamos de nos alimentar, de fazer sexo ou de procurar a temperatura mais agradável na hora de dormir.

Os estudos para entender o mecanismo de neuroadaptação em resposta aos estímulos repetitivos de prazer levam a crer que os neurônios se organizem em circuitos que convergem para estações cerebrais situadas nas proximidades dos centros que coordenam memórias e emoções. Neurônios situados nessas estações ligadas à recompensa estabelecem conexões com outros que convergem para o chamado centro da busca. Estes, quando ativados, interferem no comportamento, criando forte sensação de ansiedade para induzir o corpo a buscar a repetição do prazer. Por isso o fumante sai da cama atrás de um bar para comprar cigarro, o alcoólatra bebe no horário de trabalho e o craqueiro pede esmola para comprar a droga.

Por um capricho da natureza, entretanto, a estimulação repetida do centro do prazer pode provocar ativação irreversível do centro da busca, de modo que este permanece estimulado mesmo quando o uso da droga já não traz mais prazer nenhum. Em outras palavras, o prazer repetido à exaustão pode disparar o centro da busca irreversivelmente.

É freqüente entre os usuários crônicos de drogas o aparecimento de quadros persecutórios em que o dependente imagina ser perseguido pela polícia ou por algum desafeto. No caso da cocaína, da heroína, do crack, da morfina ou do álcool, não é raro surgirem alucinações em que o usuário vê bichos na parede e inimigos embaixo da cama. Nessa fase da adição, nem o dependente é capaz de entender o que o leva a tomar outra dose e a repetir experiência tão dolorosa. O centro da busca assumiu o controle; obriga o dependente a ir atrás de um prazer que não existe mais.

Esse mecanismo neuroadaptativo, associado à tolerância que o organismo desenvolve a doses crescentes de qualquer droga administrada repetidas vezes, constrói a armadilha que aprisiona tantas pessoas no inferno da dependência química. A primeira cerveja deixa o adolescente bêbado; depois de alguns anos, é preciso tomar meia dúzia para obter efeito semelhante. A primeira cachimbada de crack tira de órbita e faz o ouvido zumbir durante meia hora, mas, após alguns dias de uso, o efeito dura menos de um minuto. Pela mesma razão, todo usuário crônico de maconha se queixa equivocadamente de que não existem mais baseados como aqueles de antigamente.

Em artigo publicado na revista “Science”, um grupo seleto de neurocientistas mostra que, por trás do consumo de drogas, das compulsões alimentares, sexuais ou de fazer compras, da cleptomania e do vício do jogo ou de fazer exercícios exageradamente, existe um mecanismo comum de neuroadaptação.

Texto de autoria de Dráusio Varela.

 


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Pecados PDF Imprimir E-mail
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Sex, 03 de Julho de 2009 23:06

 

Pecados Capitais

 

Há uma velha frase que diz: "O pecado mora ao lado". Estive pensando nisto e constatei que é uma triste verdade!

Primeiramente vamos definir as coisas. O que vem a ser o "pecado"? Segundo as igrejas (todas de uma meneira geral) o pecado é toda e qualquer transgressão de um preceito religioso.

Só que eu vou um pouco mais além desta definição. Encaro o pecado como toda e qualquer transgressão à nossa consciência.

Esta definição, ao meu ver, é bem mais completa porque não se limita aos questionamentos humanos e não se prende com barreiras culturais e sociais. Atinge cada um na medida certinha, sem precisar de nenhum acessório extra.

Bem, já que temos uma definição do que é agora vamos identificar o pecado.

Todas as vezes em que agimos de uma forma questionável (para nós mesmos) é sinal que estamos pecando. Podemos ir mais fundo nisto: Todas as vezes que precisamos justificar nossos atos é sinal que nem nós mesmos acreditamos que o que fizemos é correto! O certo não precisa ser justificado!

Aí entra a lei de atração. Nós temos afinidades com aquilo que nos satisfaz. Porém nem tudo o que nos satisfaz é bom, nem tudo o que nos satisfaz é agradável à nossa consciência. Podemos até arranjar mil e uma desculpas para justificar alguma coisa ou até para tentar burlar nossa consciência, mas o fato está ali vivo dentro de nós. Como nós temos afinidades com as "fontes" do pecado e não estamos vivendo num paraíso é sinal que as "fontes" do pecado estão sempre ao nosso redor. É aquela oportunidade de ficar com o troco que veio a mais e fatos similares... E o que é pior, tudo isto só acontece porque temos um ponto fraco e a coisa sempre vai direto neste ponto.

Vamos parar de "pecar"? O convite é bem mais extenso que a palavra em si: Vamos parar de infringir as leis que estão em nossa consciência? Vamos viver em paz conosco mesmos?

 


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Dinheiro PDF Imprimir E-mail
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Qui, 02 de Julho de 2009 15:35

 

Dinheiro

 

Quando falo em dinheiro digo que considero um mal necessário. Essencial para a nossa sobrevivência. Os problemas começam quando nos deixamos dominar pelo dinheiro.

Isto me lembra um trecho de uma música do Frejat:

Eu desejo!
Que você ganhe dinheiro
Pois é preciso
Viver também
E que você diga a ele
Pelo menos uma vez
Quem é mesmo
O dono de quem...


O dinheiro é considerado ruim porque temos o péssimo hábito de nos deixar contaminar por ele. Com isto viramos (de maneira muito fácil) seus escravos.

É muito comum vermos as pessoas comprando alguma coisa e já de olho em outra (e sem dinheiro para comprar). Aí é muito fácil de entender o que leva as pessoas a roubarem e se tornarem criminosos por causa do dinheiro.

Eu disse que entendo, mas definitivamente não concordo. Roubar é bem fácil. E ser expert em roubo não nos torna vitorioso em nenhum sentido. Ser vitorioso é ser pobre e conseguir seu dinheiro através do suor de seu trabalho.

Não existe trabalho indigno, desde que honesto.

E tem mais: Eu acredito que a melhor forma de ganhar dinheiro é trabalhando.

Portanto, nem precisa me convidar para participar de um negócio onde vou ficar milionário sem trabalhar porque eu já vou nem sequer ouvir com boa vontade. Não consigo encaixar na minha cabeça correntes e negócios nomeados como "Marketing de Rede" (peço encarecidamente que me poupem disto tudo).

Algumas semanas atrás conversava com uma pessoa que estava com extrema dificuldade financeira. Não sou eu a pessoa capaz de resolver o problema dele. Mas dei uma sugestão que serve para muitas pessoas: Observe a sua volta! Tem sempre alguém precisando de alguma coisa. Há sempre uma necessidade geral e falta alguém que faça.

Mais tarde ele me retorna dizendo que ficou pensando no que eu disse e que encontrou uma atividade. Não supriu todas as suas necessidades, mas não está a zero.

A nuance que quero mostrar aqui é que o dinheiro não é de todo ruim. Na verdade o seu portador é quem dá o sentido na coisa toda.

Então não é que o dinheiro tem de sumir. O correto é pensar que nós é que devemos nos modificar para bem usá-lo.

Aprender a bem administrar o dinheiro é essencial para a nossa própria felicidade.
 


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