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 Por que nós ainda nos assustamos tanto com a morte?
Não é a única certeza que temos na vida? Então a surpresa deveria ficar apenas no "onde", "quando" e "como". Mas temos a estranha mania de achar que pessoas queridas são imortais. Na verdade são, mas não no sentido material (ou físico).
Vemos todo mundo deixando a vida (tal qual entendemos como vida) e nunca nos acostumamos com isto. O pior é que fazemos mais do que não nos acostumar: Acreditamos (piamente) que nunca vai acontecer com as pessoas que gostamos.
É sempre muito triste ver o sofrimento dos outros e não podermos fazer absolutamente nada para remediar ou estancar a ferida aberta pela separação.
Sempre fico com o coração apertado por me sentir impotente mediante situações como esta. Quando o desespero passa eu até tento fazer o possível para minimizar o sofrimento. Algo como fazer com que as pessoas olhem o mesmo fato com outros olhos (com outro ponto de vista) mas nem sempre as pessoas querem fazer isto. Sim, muita gente gosta de sofrer mesmo e cultivam o motivo do sofrimento a todo custo. E quem sou eu para julgá-los? Meu papel é bem outro. Como amigo eu tenho de consolar, de mostrar positividade apesar dos pesares.
O fato é que pessoas ligadas (de alguma forma) a alguma religião conseguem lidar melhor com tudo isto.
Não gosto de indicar uma religião específica para quem quer que seja, mas faço questão de frisar a importância de se ter uma religião. Buscar ajuda em quem já passou pela mesma situação e em quem está de fora para que possa, com o equilíbrio necessário, apresentar "a outra face" dos acontecimentos.
Este post é dedicado ao pai do meu amigo Lúcio Novaes (Antônio Novaes).
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