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Sofrimento Antecipado PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Marcelo   
Qui, 26 de Agosto de 2010 00:07
sofrer.jpg 



É interessante observar como as pessoas gostam de sofrer antecipadamente por algo que sequer sabem se vai acontecer.
 
Lembro de um caso de um amigo. Comprou um sapato e o vendedor, por engano, colocou na caixa um outro sapato. Era sábado. Ele chegou em casa a noite e ao verificar o ocorrido começou a tecer toda um plano de ação para convencer o vendedor de que aquele sapato não foi o que ele havia escolhido e que, portanto, deveria ser trocado.
 
Arquitetou diálogos intermináveis, explicações das mais simples às mais complexas, delineou todas as possibilidades que o vendedor e qualquer um que trabalha na loja poderia ter. No seu plano de ação havia a clara possibilidade de:
- Ligar para a Delegacia de Ordem Econômica;
- Ligar para a Polícia e registrar um Boletim de Ocorrência;
- Procurar o PROCON;
- Entrar com uma ação no Juizado de Pequenas Causas.
 
Mas isto depois de gritar com todos, ameaçar todo mundo, ameaçar a publicar uma nota num jornal de grande circulação sobre todo o ocorrido.
 
Bem, passou o resto de seu sábado e todo o domingo pensando nisto.
 
Na segunda-feira ele saiu de casa pela manhã e ao invés de ir trabalhar foi para a loja esperar que ela fosse aberta e começar a novela que ele imaginou.
 
Quando a loja abriu ele procurou a pessoa de lá e disse:
- Eu comprei um sapato no sábado e ao chegar em casa vi que não era o sapato que eu escolhi.
 
A funcionária da loja disse:
- Ah sim! E qual é o sapato que você escolheu?
 
Ele mostrou e ela imediatamente trocou sem nenhuma outra pergunta ou qualquer outro gesto.
 
Obviamente ele saiu de lá com vergonha de si mesmo!
 
É justamente disto que quero dizer neste texto.
 
Quanto tempo perdemos sofrendo por coisas que ainda não aconteceram? O mais curioso é a nossa capacidade de adivinhação. Somos capazes de planejar a nossa vida como se aquilo que pensamos estivesse acontecendo no presente.
 
Que tal se pudermos viver apenas o presente? Aliás, a pergunta é diferente: Os problemas do presente não são suficientemente grandes para nós?
 
A proposta é deixarmos que os problemas do (ou previstos para o) futuro para quando este futuro se tornar presente. Quando o futuro se tornar presente o problema que vislumbramos um tempo atrás pode ter sido modificado pelos acontecimentos normais ou podemos ter tido algum recurso extra que nos tornou suficientemente aptos para encarar o problema sem sofrer. Tudo (inclusive o próprio problema previsto) está no campo das possibilidades.
 
O fato é que encarar uma possibilidade como realidade pode nos trazer grandes prejuízos!
 

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Metáforas PDF Imprimir E-mail
(0 Votos)
Escrito por Marcelo   
Sex, 20 de Agosto de 2010 10:36
enigma.jpg
 
Num texto que escrevi alguns meses atrás eu falava sobre mensagem subliminar. Foi um texto bem interessante pois expressa muita coisa que eu sinto.
 
Estes dias estava pensando em algo similar e vi que a maioria de meus textos daqui do blog tem uma mensagem oculta por trás. Mensagem esta que tenho certeza que ninguém irá decifrar (se eu não der preciosas dicas). Se eu tivesse a intenção de que alguém os decifrasse não dificultaria tanto. Mas eu mesmo tempo quero que a informação esteja ali estampada para mim. É, talvez, uma forma de me afirmar em determinadas questões.
 
São extremamente raros os textos que eu escrevo e que não trazem alguma mensagem oculta. E nem percam o tempo tentando decifrar porque não irão conseguir pois em alguns as idéias estão propositadamente desconexas e em outros levam o (candidato a) intérprete a um caminho sem saída. Em ambas as situações os textos serão lidos e não haverá qualquer conclusão lógica. O mais legal disto tudo é que os textos (fora a questão das mensagens ocultas) tem uma lógica. Ou seja, não são apenas palavras jogadas de uma forma que só quem decifra a mensagem oculta que entenderá. Procuro sempre trazer um texto com algum conteúdo mas que no fundo sempre traz outra mensagem.
 
Eu acho engraçado quando alguém pensa que encontrou o que eu quis dizer. Até hoje não achei ninguém que decifrasse algum de meus textos com exatidão.
 
Este texto é somente para apimentar a curiosidade de uns e outros e explicar de onde sai minhas inspirações para escrever.
 

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Valor da Vida PDF Imprimir E-mail
(0 Votos)
Escrito por Marcelo   
Qua, 18 de Agosto de 2010 01:29
por_do_sol.jpg 


A quantas anda a sua valorização da vida?
 
Já se perguntou isto alguma vez? Se não, é bom perguntar-se e responder sem esquivas (porque esquivar-se de si mesmo é algo doentio!).
 
Como você vê o tempo passando? O tempo arrasta ou voa? Pergunta bem difícil esta! É difícil porque vivemos as duas coisas simultaneamente (muitas vezes) no mesmo dia.
 
Viver a vida (isto foi até tema de novela da Globo). A vida foi feita para ser vivida, então vamos vivê-la na forma mais intensa e responsável possível.
 
É uma fala muito bonita com grandes chances de virar jargão (se é que já não virou). Mas como fazer isto?
 
Logo no começo eu disse que esquivar-se de si mesmo é doentio, apesar do tom de brincadeira reflete um comportamento que temos. O problema é incômodo e eu posso viver mais um pouco com ele sem precisar me movimentar? Ok. Eu pago o preço! Só nos movimentaremos quando estivermos no limite. Isto é viver responsavelmente? Com toda certeza que não!
 
É interessante que não estou falando nenhuma novidade aqui. Todo mundo conhece isto. Parece tão óbvio que chega beirar as raias da idiotia! rsrs... Mas é aquele óbvio que ninguém dá a menor atenção. Prestem atenção no quanto a vida passa sem que tenhamos noção.
 
Parece muito bobo, mas procurem observar os momentos em que ficamos apáticos e quando damos conta passou um tempão sem que tenhamos feito nada de útil.
 
Passar o dia inteiro lendo um livro é muito bom. Passar o dia inteiro vendo filmes não é tão bom assim. O que eu quero dizer é que a vida é um palco de oportunidades para aprendizado e ignorar isto não é muito legal. Olhe a sua volta e veja a quantidade de informações disponíveis (e desconhecidas) que temos a nossa disposição. Mas é coisa que normalmente passa despercebido aos olhos apressados de todo mundo.
 
Tem um exercício que é proposto num livro do Paulo Coelho (acho que no livro "O Alquimista", salvo engano) que consiste em percorrer (andando) o menor espaço no maior tempo possível. É gastar o maior tempo possível para percorrer o menor espaço. Isto nos obriga a observar o nosso redor várias vezes e a treinar nossa paciência. A regra é sempre clara: Não está com pressa? Então pra que andar rápido? Aproveite a vida, aproveite o tempo.
 
Tenho uma experiência pessoal para contar: Foi quando fui atender um cliente (de ônibus) fora de Belo Horizonte (onde moro) e de lá tive de ir para outra cidade. O procedimento padrão era retornar a Belo Horizonte e daqui ir para a outra cidade. Mas como sou muito esperto, olhei no mapa e vi que as duas cidades eram próximas. Então tomei a decisão de ir direto. Tomei um ônibus para uma cidade que fica no meio do caminho pois não havia ônibus direto. Chegando nesta cidade tive a surpresa de que só haveria ônibus (um único horário) no dia seguinte as 5 da manhã. Até aí nenhum problema. Dormi na cidade. Saí do hotel as 4 da manhã (mineiro não perde o trem e nem o ônibus). Ao entrar no ônibus perguntei ao motorista o horário previsto para chegada. Meu queixo caiu quando ele me disse que o horário previsto era as 17 horas. COMO ASSIM????? Bem, eu não tinha nada a fazer senão conformar. Fui para a última poltrona do ônibus, peguei um bom livro que tinha começado a ler e nem vi o tempo passando. Foi uma viagem divertida. Foi interessante ver cada cidade que ele parou para embarcar e desembarcar passageiros. Cidades minúsculas e que talvez nem figurem nos mapas. Cheguei no meu destino as 18 horas.
 
Foi um tempo que eu soube aproveitar. Ao invés de ficar lamentando eu li um livro (li todo o livro nesta viagem).
 
Como estamos vivendo nossos dias? O que temos feito de útil? O que temos aprendido? E, principalmente, o que temos deixado de aprender?
 
Observem! A vida corre maravilhosa fora do nosso mundo! Quando foi a última vez que viu o por do sol?
 

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Piloto Automático PDF Imprimir E-mail
(0 Votos)
Escrito por Marcelo   
Qua, 18 de Agosto de 2010 23:43
piloto_automatico.jpg 



Eu disse hoje que estou no piloto automático e algumas pessoas me perguntaram o que é isto e se isto é bom ou ruim.
 
Bem, fiquei surpreso com as pessoas me perguntando isto. Como eu não quero escrever uma resposta e copiar e colar o mesmo texto para todos resolvi escrever no blog que é mais prático.
 
Eu gosto muito de analogias com a vida real, muito embora misture um tanto de ficção nela para se adequar ao que realmente penso.
 
Acho que todo mundo já ouviu falar de "piloto automático", não é? As nossas aeronaves são equipadas com este dispositivo que faz um vôo programado. Os mais modernos são capazes de seguir extensas programações repletas de mudanças de rota e de altitude.
 
Quando o comandante de um avião liga o piloto automático é sinal que pode relaxar um pouquinho pois só vai ser alertado caso algo de extraordinário aconteça. É sinal que (se nada sair errado) estarão em boas mãos.
 
Um piloto automático não faz aterrissagens pois é uma manobra cheia de variáveis onde somente um piloto experiente sabe o que fazer e quando fazer.
 
Expliquei (bem mais ou menos) o que é um piloto automático para que entendam como estou.
 
Liguei o meu piloto automático. Isto quer dizer que estou relaxado enquanto tudo anda pelo POP (Procedimento Operacional Padrão). Minhas atitudes são todas tranquilas, afinal de contas eu estou relaxando enquanto o piloto automático está ativo tomando decisões por mim. Confio no meu piloto automático e sei que ele vai me entregar o manche da minha vida quando estiver em solo (o meu piloto automático faz aterrissagens, rsrsrs). Então minha vida está entregue ao meu piloto automático.
 
Acreditem: Eu estou bem. Muito bem mesmo! Só porque minhas reações a tudo e a todos está passando primeiro pelo piloto automático não quer dizer que eu não esteja apto a assumir o controle a qualquer momento. Só não quero fazer isto. Deixa o piloto automático lá no posto dele que tudo vai terminar muito bem.
 
Mais uma vez: Estou bem! Continuo rindo (de tudo e, principalmente, de todos). Continuo brincando. Continuo falando sério quando o momento pede. Enfim, não mudei em nada. Qualquer um que me vê não vai saber que meu piloto automático está ativado. Ou seja, estou normal!
 
 
Abraços,
Marcelo
 

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Beneficência PDF Imprimir E-mail
(0 Votos)
Escrito por Marcelo   
Seg, 16 de Agosto de 2010 09:02
 oportunidades.jpg


Ontem estava falando sobre a beneficência. Comparando com a obrigação.
 
A obrigação é fazer aquilo ao qual somos pagos. É a parte profissional. A beneficência vai além disto, pois é o ato de nos colocarnos no lugar da outra pessoa e fazer o que gostaríamos que nos fosse feito.
 
Um enfermeiro, por exemplo, é pago para cuidar do paciente seguindo os protocolos determinados pela enfermagem e pela orientação médica. Fazer isto é a obrigação pois este é seu trabalho, para isto está sendo pago. Adicionar a esta obrigação um sorriso, gentileza, conforto, boa vontade é ir além da obrigação. Aí está a beneficência. Falei da enfermagem, mas isto se aplica a todas as áreas profissionais. Sempre é possível nos colocar na pele do outro e dar o nosso melhor.
 
Eu chamo isto aproveitar oportunidades para sermos melhores. Podem haver outros nomes para definir esta atitude, mas qualquer que seja sempre irá esbarrar na beneficência que é, ao meu ver, um braço (ou uma demonstração) de amor ao próximo.
 
Devemos ter em mente que oportunidades para fazermos o que temos de melhor não se repetem (pelo menos na mesma configuração). As vezes estamos no lugar certo e na hora certa. Se perdermos a oportunidade não saberemos quando outra aparecerá.
 
Ao mesmo tempo temos o direito de refutar as oportunidades que nos são apresentadas (sob os mais diversos pretextos e desculpas). Só devemos ficar atentos que quando a oportunidade de sermos felizes depende de atitudes de outras pessoas a coisa complica um pouquinho mais pois se nossas atitudes não estiverem estreitamente ligadas a tudo podemos nos perder. Estas oportunidades dificilmente voltam sem alguma dor ou sofrimento. O que acontece é uma troca por causa de prioridades que nós mesmos estipulamos. Aí damos mais atenção a uma coisa do que a outra e neste interim a vida passa sem que percebamos.
 
Temos na mente uma frase antiga que virou moda dizer: "Eu tenho direitos" ou "Eu exijo meus direitos". A pessoa fala esta frase, fecha os olhos e atropela o mundo achando que está certo.
 
Sim, nós temos direitos. Mas devemos lembrar que os outros também tem. E se nossas atitudes forem baseadas neste nosso "direito" os outros poderão fazer o mesmo. E o que antes era simples torna-se complicado.
 
Considero que a chave para as atitudes corretas é a paciência. Mas é bom lembrar que o mundo não está a nossa disposição, que a vida vai andar independente de nossa vontade, que as pessoas irão tomar atitudes melhores para si próprias (muitas vezes baseadas em nossas atitudes). A vida é assim. Tudo interligado e tudo solto ao mesmo tempo. Nos baseamos nos outros para viver ao mesmo tempo em que nossa vida é independente.
 
Não vamos nos prender a ninguém mas ao mesmo tempo podemos ser felizes com alguém. Se este alguém não aparece (ou não está disponível) outro alguém aparece. Existem perdas? Não sei responder. Tudo depende de quem vive e de como encara tudo.
 
E onde entra a beneficência em tudo isto? Nas nossas reações a cada acontecimento. Existem reações normais e reações positivas. Vamos sempre usar o nosso bom senso e agir mediante os fatos que se apresentam no momento de decidir. Vamos optar por nossa felicidade independente da decisão de outras pessoas mas sempre nos colocando no lugar delas e nunca exigindo delas atitudes que não temos capacidade de tomar. Isto é se colocar na pele do outro...
 

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