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Combate ao Mal PDF Imprimir E-mail
(1 Voto)
Escrito por Marcelo   
Seg, 22 de Fevereiro de 2010 12:52
Combate ao Mal


Fiquei pensando nisto neste fim de semana (muitos me perguntariam se eu não tenho mais nada o que pensar, mas vou ignorar isto... rsrs).
 
Há um grande movimento em prol do combate ao mal. Mas aí começam as inconsistências. O que é o mal? Entenderam onde eu quero chegar? O que é mal para mim pode não ter a mesma conotação para outra pessoa (pode até ser mal para todo mundo, mas nunca na mesma intensidade).
 
Então alguns combatem um mal que não tem a mesma importância para outras pessoas. E aí começam as discussões sobre o que combater.
 
Bem. Para ser diferente disto tudo eu digo: NÃO VOU COMBATER NADA. E esta é a melhor forma de combater qualquer coisa ruim.
 
Vou explicar, calma! Sempre que eu me movimento em prol do combate ao mal fatalmente me misturo com ele. Ainda temos enraizado o conceito que para nos defender temos de atacar. E aí começa a disputa em prol do bem usando o mal.
 
Quantas vezes já vi religiosos brigando por causa de religião!!! Acho isto uma coisa extremamente contraditória (qualquer semelhança com as "Guerras Santas" ou a "Santa Inquisição" é mera coincidência). Eu pego uma boa causa e utilizo dos piores meios para que a MINHA boa causa tenha êxito.
 
É por isto que eu digo que a melhor forma de combater o mal é justamente não combater. Eu me recuso a me imbuir de alguma coisa ruim para evidenciar alguma coisa boa, senão tudo fica inviável.
 
Não precisamos resistir ao mal e nem revidar nada. O mal gera consequências por si só. Então pra que reagir (praticando, as vezes, as mesmas atitudes que condenamos)? O mais lógico é deixar que a vida tome as devidas atitudes para que não tenhamos nossa consciência maculada.
 
Todas as vezes que nos embrenhamos numa disputa para fazer valer o certo é bom sabermos que já iniciamos errado. O certo não precisa ser defendido. O certo não precisa ser exaltado.
 
Pensemos bem antes de combater aquilo que não precisa ser combatido.
 

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Descaso PDF Imprimir E-mail
(3 Votos)
Escrito por Marcelo   
Dom, 07 de Fevereiro de 2010 16:48
silencio.jpg



- Olá! Como vai?
cri-cri  (barulhinho de grilo indicando silêncio total)

- Você está por aí? Tem alguém aí?
cri-cri

- Sei que você está me ouvindo. Por que não me responde?
cri-cri

Óbvio que tudo isto é uma brincadeira, mas na vida real temos esta situação acontecendo várias e várias vezes.

Para quem está do lado de quem recebe o chamado não há muito incômodo, pois afinal de contas está vendo que alguém o procura. Porém, para o lado de quem chama dá uma sensação terrível de invisibilidade (na melhor das hipóteses, porque na pior a sensação é de abandono mesmo).

Eu fico pensando aqui comigo: Quanto custa fazer alguém feliz? A minha resposta a esta pergunta é: Muito pouco! Muito mesmo!!!

Muita gente reclama comigo do excesso de atenção porque eu tenho um lema: E-mail recebido, e-mail respondido. Nem que seja só para avisar que recebi e que não tenho como me dedicar um tempo para respondê-lo como merece. Posso até esquecer de respondê-lo depois (sou um ser humano como qualquer outro), mas nunca deixar alguém sem resposta.

Estou falando no geral. Porque se eu deixo de responder algum e-mail é sinal que existe algum problema. Portanto, se eu não te responder saiba que eu estou enfrentando problemas pessoais grandes ou tenho algum problema com você e não quero entrar no assunto agora.

Não estou na posição de condenar ninguém apenas porque tenho costumes diferentes. Mas observo o comportamento das pessoas (comigo e com as outras). Vejo o que comportamentos simples pode gerar (de positivo e de negativo) nas outras pessoas. Vejo o descaso de alguns quando dizem: O problema não é meu se Fulano quis se sentir assim!

Juro que já tentei tapar o sol com peneira (como dizem por aqui) tentando suprir essa ou aquela dificuldade gerada por um comportamento "largado" de outros. Confesso que quase sempre não consigo suprir positivamente (mas bem que eu tento).

Ultrapassei o ponto da dor neste sentido. Não me preocupo mais se as pessoas respondem ou não aos meus chamados, embora lamente muito a falta de resposta (e/ou de atenção). Sei que atitudes iguais a esta só criam (ou aumentam) distâncias e é justamente por isto que nunca deixo de dar atenção.

Se quer cultivar o carinho das pessoas mantenha-se próximo. Se o seu plano for se afastar, comece fingindo que é surdo...

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Velhos Hábitos PDF Imprimir E-mail
(3 Votos)
Escrito por Marcelo   
Seg, 18 de Janeiro de 2010 12:07
apoiosocial.jpg


Nossa primeira reação a qualquer dificuldade é fugir. Isto é instintivo. O animal, quando ameaçado, instintivamente procura abrigar-se contra o perigo. Se não tem saída, ataca para defender-se.
 
Podemos facilmente nos comparar aos animais neste sentido.
 
Quando acontece qualquer coisa de diferente da nossa rotina procuramos abrigo em locais conhecidos. Muitas vezes desagradáveis, mas conhecidos.
 
Até aí eu considero uma reação instintiva de conservação do bem estar. É, na maioria das vezes, útil. Mas vamos pensar melhor sobre isto porque esta reação nunca vem sozinha.
 
Uma outra reação que normalmente acompanha a fuga é a de destruir as nossas bases de sustentação. Isto é muito perigoso.
 
Temos a estranha mania de não reconhecer nos outros os nossos pontos de apoio para futuras dificuldades e os tiramos de nosso caminho. Estou ignorando o conceito que não devemos nos apoiar em qualquer coisa ou em qualquer um que não seja nós mesmos. Isto é o nosso futuro, mas não o nosso presente. Hoje precisamos uns dos outros para nos apoiar em muita coisa, isto é fato que não podemos igrnorar!
 
Quando cometemos algum erro (e o reconhecemos) tentamos apagá-lo de nossa vida. É óbvio que não conseguiremos de pronto. E é aí que mora o perigo. Iremos atacar as pessoas que podem nos induzir ao erro (mesmo que elas não sejam responsáveis pelo mesmo), atacaremos também as pessoas que podem nos alertar quanto aos erros que cometemos (enquanto o erro não é público, para todos os efeitos, não cometemos nenhum erro).
 
Uma outra situação é que nos consideramos bons demais para que alguém nos ajude e aí criamos uma escala de importância das pessoas que conhecemos, como se pudéssemos avaliar ou classificar a capacidade das pessoas sem conhecê-las no íntimo. E aí quando alguém se dispõe a nos ajudar esta ajuda não é eficaz porque não nos colocamos na posição de receber ajuda (muito menos desta pessoa). Não é raro nos irritarmos com estas pessoas que querem, simplesmente, nos ajudar.
 
Isto eu chamo de "martelar as próprias bases".
 
Quer corrigir isto? É simples também! Não despreze nenhuma opinião de ninguém (quem quer que seja e por pior que seja a opinião). Se alguém nos diz que estamos com algum problema há uma chance desta pessoa estar nos enxergando com algum problema inexistente, mas há uma chance muito maior do problema realmente existir. Se ignorarmos corremos o risco de deixar para que a vida nos mostre o mesmo problema de forma diferente (e, muitas vezes, dolorida).
 
Sejamos observadores!
 

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A Vida Ensina PDF Imprimir E-mail
(4 Votos)
Escrito por Marcelo   
Ter, 26 de Janeiro de 2010 09:24
aprendizagem.jpg

Uma vez ouvi uma frase que me marcou e guardo até hoje: O universo conspira a nosso favor. Se queremos atingir algum objetivo temos a contribuição de todo o universo para isto.
 
É óbvio que esta frase tem alguns (vários) "poréns". Não vou entrar nisto porque a frase tem lá o seu fundo de verdade.
 
Acredito piamente que a vida nos ensina muita coisa. O problema é que quando a vida resolve dar uma de professora normalmente a lição é aprendida com sofrimento e/ou dor (devido a nossa resistência em aprender).
 
Observar para onde a vida nos encaminha e já caminhar na frente por conta própria é o ideal. Assim passamos a aceitar tudo que nos acontece de forma pacífica e resignada. Não confundam isto com apatia. O fato de eu aceitar os reveses em minha vida não significa que eu esteja satisfeito ou passivo a tudo. Vou lutar contra tudo o que me faz infeliz da mesma forma.
 
É curioso como somos impulsionados a agir de determinada forma e mais tarde observamos que era assim que deveríamos ter agido desde o começo.
 
Tenho um amigo que estava passando por uma situação acomodada (e ruim), tanto profissional quanto financeiramente. Resistia em mudar com muitos medos. Instintivamente eu dizia a ele para se mexer, movimentar-se para ser mais do que é (porque ele tinha potencial para isto). Perdi o contato com ele durante anos e anos. Encontrei-o novamente no final de 2009, quando ele me contou a reviravolta que a sua vida tomou. Me contou que perdeu o emprego, trabalhou por conta própria, voltou a estudar. Cresceu! A sua vida financeira continua não muito boa, mas cresceu em experiências. Aprendeu muito com toda esta movimentação.
 
E é aí que devemos ter o olhar frio para enxergar que a perda do emprego foi apenas o instrumento que a vida se utilizou para fazê-lo se movimentar.
 
É comum, ao ler isto que escrevo (ou me ouvir falando disto), achar que foi pura coincidência e que esta visão é apenas uma visão positiva. Não vou discordar, mas observe a sua própria vida. Quantas modificações positivas aconteceram de fatos desagradáveis e que mais tarde você disse (ou pensou): Ainda bem que aquilo aconteceu! Não se assuste se lembrar de muitos fatos similares, é a vida nos ensinando a viver.
 
Quanto mais renitentes estivermos ao aprendizado que a vida nos proporciona mais duras se tornam as lições. A cada vez que temos de aprender a mesma lição sofremos mais.
 
Observem a própria vida (inicialmente) e depois observem a vida dos outros. Lembrem-se que a vida dos outros só pode ser observada mesmo, algo a mais do que isto vira fofoca... E se fizermos isto a vida vai nos ensinar a modificar mais esta questão!
 

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Beleza Interior PDF Imprimir E-mail
(4 Votos)
Escrito por Marcelo   
Qua, 13 de Janeiro de 2010 15:42
beleza_interior.jpg


A quanto anda o nosso interior?
 
O lado externo é fácil cuidar. Nada que um banho, perfumes, pente e (para mulheres) maquiagem não resolva.
 
Mas e o nosso interior? Como fica? Como temos demonstrado o que somos?
 
São perguntas cujas respostas não podem ser imediatas. Precisamos refletir para responder depois.
 
Me assusta ver pessoas lindas por fora e sem nenhum conteúdo. Simplesmente não dá para imaginar como alguém pode se preocupar tanto com o exterior e nem correr os olhos pelo que vai dentro de si mesmo.
 
Considero, por exemplo, a inteligência uma dádiva divina. Tal qual qualquer instrumento que temos aqui, se não usado atrofia (ou estraga). Aí vejo pessoas se recusando a aprender as coisas procurando sempre uma forma mais fácil de resolver seus problemas, sem se preocupar com o amanhã. E este perfil ainda é bom, porque pior ainda é aquele tecem seus próprios conceitos acerca de tudo e de todos sem aceitar opinião contrária.
 
Aí conversamos com estas pessoas, lindas por fora, esperando um mínimo de beleza interior. Não me canso de surpreender com o besteirol que ouço. E aí me bate aquela preguiça de tentar explicar as coisas ou de tentar defender minha opinião. Normalmente eu encerro o assunto dizendo o meu famoso: "Ok! Você está certo!".
 
Pois bem. O meu objetivo neste texto é que possamos rever nossos conceitos e atitudes para voltarmos para dentro de nós mesmos e melhorar o nosso "ambiente interno".
 

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