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Limites PDF Imprimir E-mail
(4 Votos)
Escrito por Marcelo   
Sex, 18 de Junho de 2010 22:51
limites.jpg



Você conhece todos os seus limites?
 
Testar nossos limites é coisa que fazemos desde que nascemos. O ser humano vive fazendo isto o tempo todo. Alguns arriscam a vida tentando, outros nem tanto.
 
A ânsia do conhecer-nos a nós mesmos é grande e vivemos testando até onde aguentamos.
 
Você se conhece a ponto de saber qual é o seu limite de sofrimentos? Está achando isto meio mórbido? Mas pare um pouco para pensar sobre isto. Sofrimento engloba tudo. Sabe o seu limite para fome? Já sentiu fome o suficiente para dizer que chegou no seu limite? E sede? Já precisou tanto de tomar água que sentiu que não fosse aguentar mais? E o sono? Qual o maior tempo que já ficou acordado?
 
Conhecer o seu limite, dependendo da situação, pode ser o que vai lhe deixar vivo. É, muitas vezes, a decisão do ir ou não ir. É a informação que precisamos para tomar atitudes salutares.
 
Dizemos que nós temos de ir no fundo do poço para voltar. E eu digo que não é legal esperar chegar no fundo do poço, pode ser que a chegada ao fundo do poço seja por demais dolorosa. É fato que nós só efetivamente sofreremos quando não estivermos no nosso limite, mas em termos de sofrimento é ideal que não esperemos o extremo.
 
Conhecer os limites não quer dizer que temos de viver no limite ou de atingir o limite. Conhecer o limite significa mapeá-lo ou delineá-lo em nossa vida.
 
E é exatamente isto que eu proponho aqui: O delineamento destes limites.
 
Um limite fácil de pensar porém difícil de colocar na prática é a bebida alcóolica. Ouço muita gente dizendo que quando começa a beber não consegue parar. Mas e o limite? Onde está o autocontrole? Limite-se a beber uma certa quantidade e respeite a quantidade que você mesmo estipulou. Se você não é capaz de cumprir uma regra que você mesmo estipulou é sinal de problemas. Por causa disto muita gente prefere não pensar nisto para não ter que colocar algum limite e assim não precisar se controlar.
 
Mas não podemos sofrer para mudar (mudanças feitas com sofrimentos estão fadadas ao fracasso), então pensar nos limites já é um grande passo.
 
Qual o seu limite? Já pensou nisto?
 

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Amizade PDF Imprimir E-mail
(4 Votos)
Escrito por Marcelo   
Seg, 14 de Junho de 2010 15:53
amizade.jpg 


As vezes fico me perguntando (talvez tentando delinear) os ingredientes necessários para uma grande e duradoura amizade.
 
Não posso falar por ninguém além de mim mesmo, mas com certeza não sou diferente de muita gente (não sou uma nota de três reais).
 
Os ingredientes que eu vejo como básicos e necessários são:
- Empatia: É a nossa identificação (principalmente intelectual) com a pessoa. Alguma coisa temos de ter em comum e que sirva de ponto de contato. Começa sempre pela empatia. Muitas vezes é silenciosa. A identificação com a pessoa nos atrai para conhecê-la melhor.
- Simpatia: É um pouco mais profundo do que a empatia. Envolve questões morais que temos em comum. A pessoa nos torna simpática e a convivência se torna agradável.
- Educação: Nada melhor que lidar com pessoas educadas. Pouca gente suporta a falta de educação. Podemos até ter amigos mal educados, mas serão sempre exceção e nunca serão considerados aquele grande amigo.
- Solicitude: É o fator primordial para ter um laço sempre apertado com alguém. Sempre que alguém nos faz um favor (ou nos ajuda em alguma coisa) nos sentimos na obrigação de devolver e isto mantém acesa a chama da amizade. Nada contra quem não pode nos prestar um favor ou nos ajudar, mas quem ajuda tem ponto extra.
- Confiança: Este é o principal. Nenhuma amizade vai adiante sem a confiança. Sem confiança nunca passaremos de meros conhecidos. Normalmente sem confiança falta simpatia e até mesmo empatia. Confiança é algo complicado porque só se perde a confiança quando a temos (ninguém perde o que não tem). Normalmente confiamos em todos de uma maneira geral e algumas pessoas se destacam neste quesito por nos provarem que são dignas para isto. E aí exigimos um pouco mais abrindo o livro de nossa vida. E se a pessoa corresponde aí pronto, a confiança mútua está estabelecida e o relacionamento tende a galopar. Mas se tivermos alguma atitude contrária a confiança iremos perder tudo, inclusive a amizade por completo. Se tem a confiança de alguém, guarde-a num local muito seguro pois tem um valor incalculável. A confiança eu considero como o fermento da amizade. É o que a faz crescer!
- Atenciosidade: Tem algo bem desagradável que é a falta de atenção. Isto reflete a consideração que as pessoas têm por nós. Reflete o quando a nossa amizade vale a pena (na visão das outras pessoas). Não tem uma regra definida para caracterizar alguém atencioso ou não. Mas o fato é que quando alguém não nos dá atenção passamos a moldar a nossa vida para este fato e acabamos acostumando com sua falta. Ou seja, a amizade está fadada ao esquecimento. A atenciosidade é o conservante da nossa receita. Quer ter uma amizade duradora? Seja atencioso!
 
Misture tudo isto e terá a amizade. Se for capaz de colocar um outro ingrediente (que eu também considero essencial) vai ficar melhor ainda. Este ingrediente é o amor. Isto fará com que nos esforcemos em todos os quesitos para sermos cada vez mais importante na vida das pessoas.
 
É claro que tudo isto é segundo a minha visão pessoal. Para alguns pode haver a necessidade de um ou outro ingrediente ou alteração nas proporções e importâncias dos mesmos.
 
O incentivo que eu quero dar aqui é o de cultivarmos o máximo possível nossas amizades pois são elas que nos sustentam em momentos difíceis.
 

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SPAM PDF Imprimir E-mail
(4 Votos)
Escrito por Marcelo   
Sex, 04 de Junho de 2010 12:43
spam.jpg
 


O assunto deste texto é algo que incomoda muita gente.
 
Para quem não sabe. Spam é todo e-mail não solicitado visando um pedido ou propaganda comercial normalmente enviado em massa (para muitas pessoas ao mesmo tempo).
 
Eu tenho aproximadamente 15 anos de internet e neste tempo todo eu aproveitei (no máximo) uns dois ou três spams que caíram na minha caixa postal.
 
De tão incômodo eu aprendi algumas coisas sobre o assunto. O spammer (pessoa que pratica spam) tem um grande problema: Coletar o maior número de e-mails válidos (e-mails que realmente existem e não devolvem mensagens). A pessoa que coleta estes e-mails monta uma lista com milhares deles e os vende para empresas que praticam spam. E aí seu e-mail anda por muitos lugares e você acaba recebendo e-mails de toda natureza oferecendo os mais diversos produtos/serviços.
 
Mas como esta pessoa coleta estes e-mails válidos? Aí é que vem o grande truque. A pessoa envia um e-mail com uma história qualquer. Coloca fotos (de crianças, preferencialmente) para sensibilizar e pede para que repasse a mensagem para todos os seus contatos. Quem repassa mantém os textos anteriores (incluindo os endereços para onde foram enviadas) e não toma nenhum cuidado de esconder para quem manda. Volta e meia esta mensagem volta ou chega a outra pessoa que faz a mesma coisa.
 
Hoje eu recebi uma mensagem destas. Fiz questão de contar quantos e-mail eu poderia coletar. Totalizaram 453 endereços. Olhem só a trajetória da coisa (eu troquei os nomes para proteger a identidade das pessoas envolvidas):
 
Amarante enviou para 31 pessoas
Grimálio (que recebeu a mensagem de Amarante) reenviou para 89 pessoas
Benedita (que recebeu de Grimálio) reenviou para 26 pessoas
Berilo (que recebeu de Benedita) reenviou para 12 pessoas
Durvalino (que recebeu de Berilo) reenviou para 13 pessoas
Demístocles (que recebeu de Durvalino) reenviou para 50 pessoas
Justino (que recebeu de Demístocles) reenviou para 51 pessoas
Asdrúbal (que recebeu de Justino) reenviou para 91 pessoas
Ambrosina (que recebeu de Asdrúbal) reenviou para 81 pessoas
Eu (que recebi de Ambrosina) JOGUEI NO LIXO!!!!
 
Eu só listei aqui um "nó" da cadeia de cada um. A progressão é mais do que geométrica se imaginarmos que cada uma das pessoas que recebeu este e-mail repassou para todos os seus contatos...
 
Nesta mensagem em específico havia um texto dizendo que se tratava de uma mãe de uma criança de alguns meses de idade que estava com uma doença grave e que não tinha dinheiro para comprar medicamentos caros. Aí disse que a Microsoft (que é uma empresa super generosa) daria a ela US$0,32 (trinta e dois centavos de dólar) por cada mensagem encaminhada e aí ela pede para cada um FAÇA A SUA PARTE encaminhando a mensagem para todos os seus contatos.
 
Primeira coisa: O SUS fornece medicamentos em caso de doenças graves. Vejo muitas ações na justiça por este motivo e estas pessoas sempre ganham estas ações.
 
Segunda coisa: Não há como a Microsoft saber para quem eu encaminho minhas mensagens (graças ao bom Deus não tem como a Microsoft saber). Portanto, não poderá remunerá-la através deste meio.
 
Terceira coisa: Mesmo que houvesse uma forma hipotética da Microsoft saber esta informação porque escolheu uma pessoa brasileira para fazer isto? Como foi o critério para sortear (porque o que mais existe é gente precisando desesperadamente de dinheiro) esta pessoa?
 
Eu sei que muita gente que costuma encaminhar este tipo de mensagem deve estar se considerando trouxa por ter contribuído com isto.
 
Suponhamos que você receba uma mensagem e que queira repassá-la para todos os seus contatos. Há uma forma segura de fazer isto sem que ninguém fique prejudicado:
1. Retire do corpo do e-mail todos os endereços de e-mail que ver. Deixe só o texto que interessa;
2. Quando for enviar existem sempre três campos onde podemos colocar os destinatários: "Para", "Com cópia" e "Com cópia oculta". Coloque todos os endereços para quem você queira enviar a mensagem no campo "Com cópia oculta". Assim os endereços não são embutidos na mensagem e ninguém fica sabendo para quem você mandou.
 
Dê a sua contribuição para que esta prática pelo menos diminua.
 

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Amor x Ódio PDF Imprimir E-mail
(3 Votos)
Escrito por Marcelo   
Qua, 09 de Junho de 2010 12:14
amor_odio.png 


Ouvi uma coisa no mínimo curiosa hoje. Qual é o contrário do amor? Ou, qual é o inverso do amor?
 
Muitos (inclusive eu) responderia sem pensar: Ódio! Mas não é!
 
Muitos dizem que o amor e o ódio andam juntos e que um não é o outro extremo da reta. A partir de hoje eu passei a pensar assim também.
 
O amor é caracterizado pela importância que a pessoa nos representa. Quem odeia é sinal que a pessoa continua importante (visto que não lhe sai dos pensamentos).
 
Já que o ódio e o amor caminham juntos qual é a justificativa (ou explicação) para isto?
 
Simples. Quando amamos nos abrimos, baixamos nossas defesas para a pessoa amada. Qualquer movimento negativo que esta pessoa fizer vai machucar, pois não estamos esperando. Aí nos sentimos ofendidos. O que é ferido é o nosso orgulho. Aí gera uma baita confusão. Abafamos o amor com o sentimento de orgulho ferido.
 
Na maior parte das vezes em que o ódio teve origem no amor a pessoa se manteve esperançosa de um reencontro. Nos recusamos a oferecer o amor como oferecíamos com medo de nos ferir novamente mas ao mesmo tempo mantemos a pessoa bem perto do mesmo jeito. Ao menor sinal de que as coisas podem voltar a ser o que eram antes não perdemos tempo em aceitar.
 
Mas já que o ódio não é o contrário do amor, qual é o contrário do amor? Se amor é atenção, o contrário é a indiferença. A pessoa passa a não significar nada. Simplesmente apagamos a pessoa de nossa vida e ela passa a ser como um estranho. Não significa mais nada.
 
Enquanto estivermos incomodados com a pessoa significa que estamos mantendo esta pessoa bem próxima. A partir do momento em que não nos importamos mais nos distanciamos.
 
Particulamente eu acho bem mais triste a indiferença do que o ódio.
 
Tá aí um tema que precisamos pensar. Não digo que o ódio é melhor ou pior que a indiferença, mas é necessário pensar sobre o assunto e formar uma opinião.
 

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Confiança PDF Imprimir E-mail
(3 Votos)
Escrito por Marcelo   
Qua, 02 de Junho de 2010 11:47
confianca.jpg



O quanto devemos confiar nas pessoas?
 
Eu diria que esta é a pergunta que não se tem resposta. As variações são infinitas e a minha impressão de determinada pessoa não representa o que a pessoa realmente é.
 
Qualquer que seja o grau de confiança que depositar em alguém tenha sempre em mente que a chance de você decepcionar com ela é grande. Isto porque somos todos seres humanos e como tal não somos perfeitos.
 
A decepção que tivermos com alguém não significa que devemos nos fechar para outras pessoas. Ao contrário! Deveria nos servir de incentivo e de alegria por ainda estarmos abertos às pessoas.
 
Eu só decepciono porque confio. Pior seria se não confiasse em ninguém.
 
Não estou aqui desprezando a dor que a decepção causa (porque realmente dói). Mas quando a poeira baixar tente observar o que de bom ficou (sempre fica alguma coisa boa). E se não conseguir ver é sinal que a poeira ainda não baixou o suficiente, ou seja, aguarde mais um pouco.
 
A confiança é algo que é conquistado ao longo de um tempo. Quanto mais longo for o tempo levado para que a confiança seja conquistada menor o risco de decepções futuras. Isto porque ao longo deste tempo conhecemos a pessoa em quem estamos (aos pouquinhos) depositando nossa confiança.
 
De igual forma, quanto menos tempo levar para que a confiança seja conquistada maior o risco de decepções porque pode ser que a pessoa em quem confiamos não tenha estrutura para suportar o peso de nossa confiança e/ou maturidade suficiente para tal empreendimento.
 
Mas de qualquer forma a confiança ainda é algo bem delicado e como tal deve ser tratada (quando confiamos e quando alguém confia em nós).
 
Os maus exemplos servem de alerta para o que não devemos fazer. E em hipótese alguma, sob nenhuma circunstância, quebre a confiança de alguém. Termine a amizade, mas mantenha sua dignidade e sua honestidade para consigo mesmo!
 

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