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A Corrida dos Ratos PDF Imprimir E-mail
(0 Votos)
Escrito por Marcelo   
Ter, 13 de Julho de 2010 15:19
corrida_dos_ratos.gif
 


"Você já observou um rato dentro de uma daquelas gaiolas que giram enquanto ele corre dentro dela?
 
Se você observar a vida das pessoas de instrução média, trabalhadoras, você verá uma trajetória semelhante. A criança nasce e vai para a escola. Os pais se orgulham porque o filho se destaca, tira notas boas ou altas e consegue entrar na universidade. O filho se forma, talvez faça uma pós-graduação, e então faz exatamente o que estava determinado: procura um emprego ou segue uma carreira segura e tranqüila. Encontra esse emprego, quem sabe de médico ou de advogado, ou entra para as Forças Armadas ou para o serviço público. Geralmente, o filho começa a ganhar dinheiro, chega um monte de cartões de crédito e começam as compras, se é que já não tinham começado.
 
Com dinheiro para torrar, o filho vai aos mesmos lugares aonde vão os jovens, conhece alguém, namora , às vezes, casa. A vida é então maravilhosa porque atualmente marido e mulher trabalham. Dois salários são uma benção. Eles se sentem bem-sucedidos, seu futuro é brilhante, e eles decidem comprar uma casa, um carro, uma televisão, tirar férias e ter filhos. O desejo se concretiza. A necessidade de dinheiro é imensa. O feliz casal concluiu que suas carreiras são da maior importância e começam a trabalhar ainda mais arduamente, tornam-se funcionários melhores. Voltam a estudar para obter especialização e ganhar mais dinheiro. Talvez arrumem mais um emprego. Suas rendas crescem, mas a alíquota do imposto de renda, o imposto predial da casa maior, as contribuições para a Seguridade Social e outros impostos também crescem. Eles olham para aquele contracheque alto e se perguntam para onde todo esse dinheiro vai. Aplicam em alguns fundos ! mútuos e pagam cinco ou seis anos e é necessário poupar não só para os aumentos das mensalidades escolares, mas também para a velhice.
 
O feliz casal, nascido há 35 anos, está agora preso na armadilha da Corrida dos Ratos pelo resto de seus dias.
 
Eles trabalham para os donos da empresa, para o governo, quando pagam os impostos, e para o banco, quando pagam cartões e hipoteca.
 
Você já notou que há uma porção de contadores que não ficam ricos? E gerentes de banco, e advogados, e corretores de valores e corretores imobiliários? Eles sabem muita coisa, e em geral são inteligentes, mas a maioria não é rica. E como nossa escolas não ensinam o que os ricos conhecem, seguimos os conselhos dessas pessoas. Mas um dia, você esta dirigindo na estrada, preso no engarrafamento enquanto tenta chegar ao escritório e olha para o lado e vê seu contador preso no mesmo engarrafamento. Você olha o outro lado e vê seu gerente de banco. Isso deveria dizer-lhe alguma coisa.
 
Uma das razões pelas quais os ricos ficam cada vez mais ricos, os pobres, mais pobres e a classe média luta com as dívidas é que o assunto dinheiro não é ensinado nem em casa nem na escola.
 
O dinheiro não é ensinado nas escolas. As escolas se concentram em habilidades acadêmicas e profissionais mas não nas habilidades financeiras. Isso explica porque médicos, gerentes de banco e contadores inteligentes que tiveram ótimas notas quando estudantes terão problemas financeiros durante toda a vida."
 
 
Extraído de "Pai Rico Pai Pobre" - Robert Kyiosaki, Sharon Lechter.
 

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Duas Alternativas PDF Imprimir E-mail
(1 Voto)
Escrito por Marcelo   
Ter, 06 de Julho de 2010 16:26
 bifurcacao.jpg
 
Em toda situação que nos acontece sempre temos duas alternativas (muitas pessoas colocam mais alternativas, mas eu considero apenas duas):
1. Fazer o que todo mundo faz
2. Fazer diferente
 
A primeira alternativa é sempre a mais comum e é sempre a que nos vem à mente primeiro. Alguém nos bate, nós revidamos. Esta é a primeira alternativa e é o que todo mundo espera que façamos. Mas existe a segunda alternativa que é fazer o que ninguém espera que façamos, ou fazer o incomum.
 
Ao sermos ofendidos o normal é respondermos a ofensa com outra maior ainda para que a pessoa não tenha resposta e fique calada. Isto é o normal, isto é o comum. Mas há algo melhor a ser feito. Ao sermos ofendidos podemos nos calar e deixar que a pessoa fale o que ela quiser pelo tempo que quiser e não revidar. Quem levou a melhor? Se você acha que o melhor é sempre aquele que demonstra força saiba que é preciso muito mais força para calar do que para ofender.
 
Um amigo contou uma história que lhe aconteceu e que me fez ficar pensando: Ele foi ofendido por um cliente pelo telefone. A sua resposta foi que ligaria mais tarde porque a pessoa que ele conhecia era educado e gentil então com certeza ele estava passando por um momento difícil. Pronto! Foi o suficiente para desarmar a pessoa que lhe pediu desculpas e confidenciou a situação difícil que estava vivendo na vida pessoal.
 
Ao contar esta mesma história para outra pessoa tive como resposta a seguinte frase: Isto é muito legal mas ainda não consigo fazer! Concordo, mas não precisamos colocar as coisas desta forma, senão parece que é algo impossível de ser feito.
 
O que me chama atenção é que estamos num mundo onde a desonestidade é o que vemos de mais comum. Então agir como a maioria é agir na contramão do correto. Devemos sempre fazer algo diferente do que a maioria faz.
 
Você que está lendo este texto neste momento tem duas alternativas:
1. Ignorar tudo o que leu
2. Observar para ser diferente em alguma coisa
 
A decisão (como sempre) é sua!
 

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Minha Família PDF Imprimir E-mail
(2 Votos)
Escrito por Marcelo   
Dom, 27 de Junho de 2010 18:30
familia.jpg
 
É um tema bem polêmico, pois muitas coisas que aprendemos sobre a família são passadas de geração a geração com poucas (ou nenhuma) alterações.
 
As famílias se fecham criando uma sociedade fechada e unida pelo sangue. Só que esta união é algo que nem sempre é bem vista pelo bom senso, pois desta união temos coisas não muito boas...
 
Quem faz parte de minha família? Meu pai, minha mãe e meus irmãos. Isto enquanto eu estiver solteiro porque depois de casado a minha família é composta de: Eu, minha esposa e meus filhos. O resto são familiares.
 
A minha família direta (aquela que eu devo lutar pela união e pelo bem estar) é composta pelos membros mais próximos. 
 
Quando estes valores estão conturbados eu considero como família direta a todos e aí minha atenção fica dividida. Deixo de privilegiar a quem realmente precisa de mim (que é a minha família direta) para dar atenção aos meus familiares. E este é apenas o começo dos problemas...
 
Uma família com falta de valores para a família direta passa a desprezar os membros que não são consanguíneos (genros, noras, enteados, etc). E dentro do clã estes não são admitidos (apenas tolerados).
 
É comum observar a dificuldade de relacionamento dos membros da família que não consideram esposa e filhos como família direta. Normalmente acabam em separação, pois a convivência torna-se insustentável.
 
O que falo aqui não é contra a união da família como um todo, mas um pensamento sobre quem realmente devemos colocar como principais herdeiros de nossa atenção primária.
 
A partir do momento em que constituimos a nossa família começa um novo ciclo e devemos desapegar do ciclo anterior. Não fazer isto é o mesmo que não cortar o cordão umbilical e viver sempre sob a tutela dos pais.
 
Não existe curso para ser chefe de família ou para ser pai (ou mãe). Nossos pais encararam o desafio e venceram (de uma forma ou de outra estamos aqui vivos). Cometeram erros (como todo mundo). Na nossa vez temos de nos permitir errar também e, no fim das contas, vencer o grande desafio de nossa vida. Mas se deixarmos de lado o cuidado com a nossa família direta como iremos dizer que vencemos se sempre tivemos o amparo de outras pessoas?
 
É para pensar mesmo: Será que vale a pena viver sempre na dependência de quem quer que seja?
 
Na posição de pais: Até quando vou conseguir proteger meu filho? Por que ele não pode errar?
 

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E foram felizes para sempre... PDF Imprimir E-mail
(1 Voto)
Escrito por Marcelo   
Seg, 28 de Junho de 2010 09:49
casamento.jpg


Na noite de ontem meu filho me pediu para contar uma história.
 
Não estava com paciência para inventar uma história (como eu faço as vezes), então vamos às clássicas mesmo. A escolhida foi: Branca de Neve e os Sete Anões.
 
Para quem não sabe (e quem não sabe????) é aquela história de uma menina linda que foi vítima de inveja da madrasta que mandou matá-la. Mas o capanga encarregado de matá-la amarelou e ela fugiu para a floresta. Ficou abrigada numa cabana com sete anões (ela era a gigante do lugar) e para pagar a estadia teve de lavar, cozinhar e dar faxina na casa.
 
Nem precisa dizer que esta farsa foi logo descoberta pela madrasta que tratou de fazer o serviço pessoalmente. Disfarçada, deu a ela uma maçã envenenada, e ela morreu (ou pelo menos parecia morta). No seu velório aparece um príncipe que, diante de tanta beleza, resolveu beijá-la. Este beijo fez com que ela acordasse (se tudo curasse com um beijo...).
 
A história termina com: "E eles se casaram e foram felizes para sempre".
 
Bem, foi assim que eu terminei a história para meu filho que foi dormir alegre e satisfeito.
 
Mas eu continuei a história!
 
COMO ASSIM FORAM FELIZES PARA SEMPRE????
 
Vamos aos fatos: O sujeito vê uma mulher bonita, que aparentemente estava morta. Aí resolve beijá-la porque ficou encantado pela sua beleza. Até aí tem pouca coisa fora do comum. Estou sendo bem generoso ao considerar comum alguém querer beijar uma pessoa que nunca viu antes na vida e que já morreu, mas vamos passar batido por este fato. Então o cara beija a mulher e ela acorda da morte... Isto, na vida real, seria um verdadeiro corre-corre no velório. Imaginem a cena de alguém, num velório, levantando do caixão. Não vai ficar ninguém perto! O povo simplesmente vai voar para fora. Neste momento dramático é cada um por si e pernas pra que te quero!!!
 
Mas, na história não foi bem isto que aconteceu. Todos se alegraram com o fato. Que ótimo. Sinal que ela era muito querida. Vamos partir para esta hipótese porque senão complica muito.
 
Aí ela olha para o sujeito que a beijou e se encanta também.
 
Ah que ótimo! Fórmula perfeita para o casamento! Pronto! A garota e o príncipe se casaram. Mas entre casar e ser feliz para sempre há um imenso abismo.
 
Na verdade este é um casamento que tem tudo pra dar errado! Eles não se conhecem!!! Apenas se viram uma única vez e pronto! Vamos casar!
 
Por trás da beleza do bom moço podem haver uma série de coisas desagradáveis. Imaginem ele chegando em casa no meio da madrugada após uma farra com os amigos na taberna da vila? O cara que vive enfiado em roupas pesadas em cima de um cavalo chegando em casa com um baita chulé. Sem contar que o banho, naquela época, não era algo comum de se fazer (até hoje não é pelas bandas da Europa, mas não vou entrar nisto).
 
E ela? Bonitinha, delicadinha e prendada. Mas não é isenta de defeitos. Deve ser um poço de chatice e frescura. Imaginem ela nos bailes da realeza. O príncipe tem de ficar 100% do tempo ao lado dela porque se alguma mulher se aproximar a casa vai cair! Na menor contrariedade vai querer voltar para casa ou ir para o seu quarto (caso a festa seja no próprio palácio).
 
E os anões? Vai que ela cisma de levá-los para morar com elas (afinal de contas seria retribuir o favor)? Já imaginaram a vida do casal com sete pessoas morando junto com eles? E o pai dela? O cara é um banana, né? Viu a madrasta fazendo merda e não tomou atitude nenhuma... Mas, não vamos entrar nesta questão, o fato é que o pai dela estava sozinho pois a madrasta (e mulher dele) foi morta pelos anões. Já imaginaram a confusão que isto ia ser???
 
Não! Não há a menor possibilidade de haver felicidade após este casamento...
 
Um final perfeito para esta história seria a garota ter morrido, o pai ter acordado do surto psicótico e mandado prender a madrasta num calabouço a pão e água (uma vez por dia) e dar uma boa vida para os sete anões que protegeram a sua filha (fazendo o trabalho que ele deveria ter feito).
 
Mas para não ser tão dramático, há um outro final que poderia ter sido feito: A garota ter ficado encantada pelo rapaz e ele por ela. Daí surgir um namoro duradouro e sério para que eles se conhecessem melhor. O futuro deste namoro? Sinceramente não sei... Não sei se um iria suportar o outro... Mas ela voltaria a morar no palácio junto com o pai e os anões serem amplamente recompensados pela proteção que deram a ela e não precisar mais trabalhar naquela mina que tira a saúde deles.
 

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Mudanças PDF Imprimir E-mail
(1 Voto)
Escrito por Marcelo   
Sáb, 26 de Junho de 2010 13:15
mudancas.jpg 
 
Estamos em constante mutação desde que nascemos (eu poderia dizer antes de nascer, mas vamos considerar apenas após o nascimento para não dar muita confusão).
 
As mudanças físicas são inquestionáveis mas a principal mudança não é a do corpo físico mas é a mudança de nossos pensamentos e comportamentos.
 
Tem uma frase bíblica que diz: "antes de conhecermos a lei o que conhecemos é a lei". Isto é a mais pura verdade e reflete bem o que estou querendo dizer aqui. A partir do momento em que apuramos o nosso conceito de certo e errado mudamos o nosso comportamento para pender para o lado certo.
 
Mas é exatamente aí que devemos nos cuidar. O nosso senso de percepção do certo e do errado é algo mutável (isto é fato, quanto mais amadurecemos melhor temos a noção do que é correto) e durante um momento difícil ficamos com nossa atenção desfocada de nossos ideais. É muito comum ouvirmos as pessoas dizerem que tomaram uma decisão errada porque estavam sufocadas pelos problemas.
 
O curioso é que sempre que algo desagradável acontece programamos algumas mudanças em tempo recorde. E o pior: Executamos estas mudanças como se elas fossem nos devolver a felicidade (teoricamente) perdida.
 
Aí eu vejo pessoas pintando o cabelo, mudando o estilo de roupa, mudando os hábitos sociais, mudando a forma como tratam as pessoas, etc (as possibilidades de mudanças são infinitas).
 
Fica a pergunta: As mudanças externas realmente tapam o buraco causado pela dificuldade? Eu tenho a mais absoluta certeza que a resposta é NÃO!
 
Quanto mais difícil for a dificuldade, menos visão nós teremos para enxergar todas as possibilidades de saída e (ao mesmo tempo) teremos uma chance enorme de errar em nossas escolhas.
 
Devemos nos permitir mudanças? Claro que sim! Mas mudar para tapar algum buraco normalmente geram outros buracos (e estes mais difíceis de serem tapados).
 
O que fazer então? Brincar de estátua! rsrs... Ou seja: Aconteceu uma dificuldade? Então não é o momento de fazer mudanças, é o momento de resolver a dificuldade. Nem que a solução seja assimilar o acontecimento (acostumar-se aos novos fatos para que não possamos sofrer por causa deles) para depois nos propor a alguma mudança (se for o caso).
 
E quando a mudança for irreversível? Se esta mudança foi feita durante um momento difícil é bem provável que a pessoa se arrependa mais tarde. Aí a mudança será outro problema que deverá ser assimilado (ou seja, o problema será um fato) e não corrigido com outra mudança.
 
A fórmula é bem simples: Enquanto houver problemas não é o momento de movimentar-se. A solução do problema deve ser focada ao invés de qualquer outra coisa.
 
Façam isto em benefício próprio!
 

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