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Escrito por Marcelo
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Dom, 31 de Maio de 2009 23:13 |
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 Relacionamentos nunca são fáceis.
Se fosse fácil não teria este nome. Sei lá, teria outro nome. Mas relacionar sempre me dá a idéia de juntar água e óleo num mesmo recipiente e mexer com uma colher. Por mais que se consiga nunca será uma mistura homogênea.
O ruim é que se colocar este recipiente no fogo, vai espirrar pra tudo quanto é lado e no fim vai existir apenas o óleo. A água vai sumir (sinceramente nunca tentei coloca uma grande quantidade desta "mistura" no fogo pra ver o que vai dar, mas tudo bem, não vou entrar neste assunto).
Quando espirra quem está perto é atingido por gotas quente da mistura. Mesmo que não tenha nada a ver com tudo isto. O fogo eu encaro sempre como elemento renovador e (na maioria das vezes) necessário para grandes mudanças.
Não estou aqui fazendo apologia ao rompimento de relações e nem tão pouco a indissolubilidade das mesmas. Estou atuando como um ponto neutro e que vê tudo de fora.
Vendo tudo de fora fui capaz de perceber casais que tem brigas ferrenhas e assustadoras dentro de quatro paredes. Na frente dos outros tudo está às mil maravilhas. Vi também casais que além destas brigas, nutrem (apenas um deles ou ambos) o desejo de cada um viver sua própria vida porém não fazem simplesmente por convenções sociais. Já vi muitos casais que não se contentam em manter suas diferenças entre quatro paredes e levam para onde estiverem.
Para manter um bom relacionamento sempre é necessário uma boa dose de renúncia à qual muitas pessoas não estão dispostas. Não estão dispostas porque na maioria dos casos apenas um faz o esforço maior de manter o relacionamento, o outro apenas desfruta do esforço alheio e (quando muito) também faz um pequena parte. Então isto dura até que quem faz o trabalho árduo se cansa e passa a ver a vida com outros olhos.
Eu achei interessante uma frase de um padre numa entrevista ao programa do Jô Soares: "Se você quer ser feliz, não case! Se você quer fazer o outro feliz, aí sim, case!"
Isto deveria ser uma lei! Falando em lei, já vi uma pessoa falando que casamento deveria ser como um contrato entre duas empresas, com cláusulas bem claras sobre direitos e deveres de ambas as partes. Qualquer descumprimento caberia advertências e (caso fosse necessário) penalidades. Tá. É uma idéia que é facilmente derrubada por uma palavrinha pequena: AMOR! Tendo amor não precisa de lei nenhuma. Tendo amor não é necessário nenhum cuidado adicional.
Com isto eu venho sempre pensando no amor como base para todas as construções duradouras que existem. Tudo que é baseado em outra coisa está fadada ao fracasso. Alguns duram muitos outros duram poucos, mas não duram. Só o amor é eterno.
Há uma frase bíblica em que muitas pessoas se baseiam para condenar as separações: "O que Deus uniu o homem não separa". Deus uniria dois seres visando lucro físico e temporário? Eu acredito que não! Então uniões que não são baseadas no amor não são obras Divinas. Com certeza são obras nossas, seres ainda imperfeitos.
Acredito que devamos pensar novamente sobre questões como esta e avaliar o nosso posicionamento. Fatalmente iremos mexer em vespeiro, pois junto com este assunto vem outro igualmente polêmicos como infidelidade conjugal, dificuldades financeiras, atrações sexuais, etc.
Reformular conceitos e idéias é algo que sempre é necessário para seres em evolução (como nós). Os conceitos que eu tinha a dez anos atrás não valem para hoje. A cada dia aprendemos uma coisa nova e com isto sempre nasce a necessidade de colocar esta "coisa nova" em prática.
Trabalhemos!
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Escrito por Marcelo
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Sex, 29 de Maio de 2009 08:33 |
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 Este é um registro de indignação por causa de atrasos num compromisso marcado.
Ontem fui acompanhar uma pessoa a um médico. A consulta marcada para as 18:30. O atendimento ocorreu as 19:40. Foram uma hora e dez minutos de atraso!
Neste momento eu dei graças a Deus por não ser eu a ser atendido pela médica (que se mostrou uma péssima profissional, pois pela conversa na sala de espera isto é fato corriqueiro). Normalmente quando isto acontece eu pergunto o motivo do atraso. Sim, é para deixar a pessoa constrangida na hora de responder e ver que a sua falta de profissionalismo atrapalha a vida de outras pessoas.
O que me chama atenção é que pouquíssimas pessoas reclamam. Então a médica acha que isto é prática comum, que é normal!
Não fico intimidado pela profissão das pessoas. Médico não tem o direito de cometer este abuso (que eu considero como uma tremenda falta de educação), visto que este direito (o de atrasar) é somente dele porque se o seu cliente atrasa perde a consulta.
É curioso como as coisas funcionam. Vamos trazer para a vida pessoal. Alguém me liga e marca um encontro para tratar de qualquer assunto. Normalmente eu procuro chegar antes para evitar qualquer contratempo. Os atrasos de até 15 minutos são normais e aceitáveis. Se a pessoa demora mais de 30 minutos já é motivo para cancelar a visita. Agora levando isto para dentro do assunto em questão. Ligo para um médico e marco um atendimento num determinado horário. Está lá na agenda dele e na minha. Eu chego no horário (e até um pouco antes) porém ele não poderá cumprir com o compromisso PREVIAMENTE MARCADO e sequer se deu o trabalho de me avisar.
Eu acho mais bonito da parte destes maus profissionais ligar para um ou mais pacientes cancelando a consulta para poder cumprir com os compromissos que foram marcados. Imprevistos podem acontecer e todo mundo (querendo ou não) entende isto.
As pessoas responsáveis pelas agendas devem pensar que eu não sei o que remarcar uma agenda lotada. Sei sim! Com certeza sei do que estou falando. Mas reitero o que disse: Dá uma impressão muito melhor ligar para um ou mais pacientes cancelando a consulta (ou então alterando o horário passando para após o último paciente) para que os demais sejam atendidos na hora combinada. Em resumo a sugestão é: Ao invés de desagradar todo mundo, desagrade apenas um ou outro. Comercialmente é bem melhor e com certeza terá menos pessoas querendo esganar o médico (mesmo sem se expressar).
Se isto acontece com você nas suas consultas, reclame! Não deixe passar em branco! Exija que o seu horário seja cumprido. Afinal de contas todos nós temos nossos compromissos e se nós temos de respeitar o compromisso dos médicos eles também tem de respeitar os nossos. Se ele não faz isto é sinal que não é boa pessoa, ou seja, merece ser substituído (quem sabe se ele tiver uma queda no salário passe a trabalhar melhor?).
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Escrito por Marcelo
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Ter, 26 de Maio de 2009 22:30 |
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 Aviso aos navegantes! (nunca achei que pudesse dizer isto com tanta propriedade! rsrsrs).
Os textos publicados aqui são produzidos de minha cabeça. Acho que ninguém em sã consciência produziria isto em outro lugar... rsrs...
Mas o que eu quero dizer é que são todos livres para copiar e divulgar (caso queiram e achem que tem alguma utilidade noutro lugar). Não exijo (embora peça) que citem a fonte.
Se gostou do texto você pode opinar pelo mesmo dando sua nota. Passe o mouse pela estrelinha e verão as avaliações que podem dar aos textos: Uma estrela para péssimo, duas estrelas para ruim, três estrelas para bom, quatro estrelas para muito bom e cinco estrelas para ótimo. O voto é anônimo, então pode detonar quando não gostar. Mesmo que alguém já tenha votado você também pode votar dando a sua opinião. No final fica a média das opiniões. Para votar basta posicionar o mouse na estrela correspondente a sua opinião e clicar. Pronto. Seu voto já foi computado.
Se quiser também pode comentar algum texto. Veja que no final de cada artigo possui um "Leia x comentários...>>". Clicando ali você é direcionado para um local onde pode escrever algum comentário sobre o referido texto. Seu comentário ficará armazenado e todos poderão lê-lo também.
Meu objetivo nisto tudo? Melhorar a qualidade dos textos. Com certeza vou aprendendo com meus erros e com certeza tudo vai melhorando! Leia 0 comentários... >> |
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Escrito por Marcelo
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Qui, 28 de Maio de 2009 08:56 |
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 Ontem conversamos sobre críticas e acho que é interessante debatermos exaustivamente este assunto, devido a nossa grande dificuldade de aceitação deste tema em nossa vida.
Normalmente somos críticos ferrenhos a tudo e a todos. Se alguém age ou pensa de uma forma diferente da nossa já é motivo suficiente para tecermos críticas. Mesmo que nunca venhamos a expor tais críticas, mas elas são feitas.
Não somos tão diferentes das outras pessoas (pelo menos neste âmbito). Com isto as outras pessoas também fazem o mesmo com relação a nós. Agora vamos imaginar que estamos vivendo num mundo onde expor estas críticas fosse uma coisa corriqueira e que não trouxesse maiores transtornos. Acredito piamente que tudo seria muito diferente.
Em primeiro lugar nunca ficaríamos melindrados (é assim mesmo que ficamos: melindrados) ao receber uma crítica, por pior que ela pareça ser. Ao mesmo tempo que sempre teríamos indicações do que precisamos melhorar em nós mesmos.
Mas infelizmente este mundo não existe pois a primeira regra do bom relacionamento é nunca apontar os erros alheios.
É curioso que quando uma crítica nos é feita primeiramente questionamos a evolução moral do crítico para depois avaliar o que ele nos disse. Se a pessoa não tem uma índole comparada a Jesus o que ele falou é jogado no lixo, pois afinal de contas ele também erra como todos nós. Mas sequer avaliamos se o que foi falado tem algum sentido. Qual é o nome para isto? Eu chamo de orgulho!
Eu descobri que podemos transformar todas (100% mesmo) das críticas em críticas construtivas. Descobri também que os termos "Crítica Construtiva" e "Crítica Destrutiva" estão puramente na nossa mente. Sendo assim, alguém pode chegar com a melhor das intenções para nos criticar que as chances de interpretar tudo como uma crítica destrutiva é muito grande.
Ouvi algo de uma pessoa que me fez pensar: Se quer ser feliz, ouça seus amigos. Se quer efetivamente melhorar-se ouça seus inimigos.
Portanto, cabe unicamente a nós mesmos encarar uma crítica como uma luz que se acende mostrando o terreno onde estamos pisando.
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Escrito por Marcelo
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Ter, 26 de Maio de 2009 12:57 |
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 Temos o péssimo hábito de querer levar vantagem em tudo. Isto é comum do brasileiro.
Faço aquilo que me satisfaz ou que me traz algum lucro. Não importa o que aconteça. Raramente pensamos em seguir as regras ou mesmo nos motivos das regras existirem. Simplesmente não concordamos e agimos na contramão.
Há até uma velha frase dita pelas pessoas que gostam de infringir as regras: Regras foram feitas para serem infringidas! O que é um verdadeiro absurdo.
Já imaginaram um mundo sem regras? Sem leis?
Regras é algo como uma combinação. Vamos combinar uma coisa: Não fazer isto ou fazer aquilo. Aí vem a pergunta: E se alguém fizer o que não é para ser feito ou não fizer aquilo que tem de ser feito? Ok. Estipula-se punições que (ao meu ver) é até um estímulo para o acerto. Aí vem alguém e arranja um jeito de burlar as regras sem que ninguém veja.
Exemplos temos aos montes. O Imposto de Renda é um bom exemplo. Existem especialistas em burlar as contas. Fazer as coisas ao seu jeito e não pagar imposto, ou até mesmo receber restituição quando não teria direito a isto. Não estou aqui julgando se o Imposto de Renda é correto ou se as alíquotas praticas são corretas. A lei manda que eu pague o imposto e se eu não pagar serei considerado sonegador (lembrando que sonegação é crime). Aí cresce a revolta quando vemos os nossos queridos políticos roubando descaradamente o dinheiro público. Com esta revolta vem a justificativa: Se ele pode eu também posso. Ou seja, estamos é arranjando um jeito de perpetuar o erro. Eu erro porque quem tem o poder erra e quem tem o poder erra porque o povo também erra. Pronto. Virou o círculo vicioso.
Há quem diga que não adianta nada uma pessoa só fazer o certo enquanto todo o resto faz o errado. Mas, na minha opinião, é um pensamento errado. Se pensarmos assim nunca sairemos deste círculo vicioso. Ser bom enquanto todo mundo é bom não é vantagem alguma. Ser bom enquanto todo mundo a sua volta é ruim aí sim é a grande diferença.
A inversão de valores é tão grande que as pessoas honestas são apontadas como idiotas!
A infração das leis é algo tão comum que vemos nas pequenas coisas: Avanço de sinal de trânsito, parar em local proibido, parar em fila dupla, andar na contramão de direção, jogar lixo nas ruas, etc. Pensemos nas pequenas coisas, se não formos capazes de nos conter nas pequenas coisas nas grandes é que não seremos mesmo!
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