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Decepções PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Marcelo   
Ter, 03 de Agosto de 2010 12:52
decepcao.jpg 
 



 
Quem nunca sofreu por uma decepção na vida? É claro que todos nós já passamos por esta situação desagradável.
 
Qual é o remédio para a decepção? Não existe! Não há como moldar o comportamento dos outros (mal conseguimos moldar os nossos comportamentos, que dirá dos outros). Então iremos nos decepcionar sim! E muito.
 
Na verdade eu até torço para que eu me decepcione muito pois isto, para mim, é o sinal claro que nunca deixei de confiar nas pessoas. O dia que eu não mais me decepcionar vou saber que minha confiança no ser humano diminuiu (ou acabou). Vou sempre esperar que as pessoas tomem as melhores atitudes, vou sempre esperar que as pessoas cumpram as promessas que fizeram, vou sempre esperar que as pessoas ajam positivamente e dentro daquilo que se propuseram. Isto, na minha opinião, é acreditar no ser humano. E eu acredito!
 
Deixar de acreditar nas pessoas significa que vou viver desconfiado de tudo e de todos. Vou sempre achar que tem alguém querendo me passar a perna. Vou sempre pensar que todos estão esperando apenas uma brecha de minha parte para me prejudicar. Sinceramente não acho que isto seja uma maneira saudável de viver.
 
Por isto não vou deixar de acreditar no ser humano. Sempre vou me surpreender com as coisas que as pessoas fazem (comigo ou com outras pessoas).
 
É claro que a decepção gera uma repulsa incrível contra a pessoa que nos decepcionou. Afinal de contas alguém que tinha a nossa confiança, de uma hora para outra, passar a não ter é uma mudança muito radical e difícil de administrar. O ato de cortar um laço que antes era forte (senão não haveria decepção alguma) é sempre traumático e as vezes leva tempo.
 
Mas é bom termos em mente que o tempo passa, que o calor da situação vivida esfria, que o sentimento (ruim) que tínhamos durante o momento difícil se esvai e que passamos a encarar tudo como mais naturalidade. Qual o tempo que isto leva? Não sei! Isto varia não só de pessoa para pessoa, mas (principalmente) com o grau de confiança que tínhamos com quem nos decepcionou.
 
É difícil consertar uma relação confiança quebrada. A quebra de confiança produz marcas que podem ser tão profundas quanto o valor que dávamos para o relacionamento.
 
Mas tem um lado que devemos nos preocupar muito mais. Devemos ter uma preocupação grande em não decepcionar. Se já sofremos uma decepção alguma vez na vida sabemos o quanto é ruim, portanto, não devemos ser nós a decepcionar alguém. Pior do que ser decepcionado é (sem sombra de dúvida) decepcionar.
 
E o que podemos fazer para não decepcionar? Em primeiro lugar ser verdadeiro em tudo desde o começo. Se não gosta diga que não gosta. Se sente inseguro diga que sente inseguro. Se tem preocupações que envolvem outra pessoa, deixe-a informada. Cuide para que não tome atitudes inversas num curto espaço de tempo (agir de uma forma hoje e amanhã agir num outro extremo nunca é de bom alvitre).
 
Gosta que as pessoas sejam transparentes com você? Então faça a sua parte e seja também! As chances de você decepcionar alguém sendo transparente são mínimas.
 
Lembre-se que a maioria das decepções são frutos da imaturidade aliada à impulsividade nas atitudes.
 

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Disputas PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Marcelo   
Seg, 02 de Agosto de 2010 08:50
 disputa.jpg



Podemos dizer que isto é uma paixão nacional, afinal de contas, todo mundo que conhecemos disputa alguma coisa.
 
Existem disputas sadias e disputas que nos causam mal. É fácil diferenciá-las, todo mundo sabe perfeitamente como diferenciar uma da outra.
 
Mas existe um tipo de disputa que é aparentemente sadia ou (no pior dos casos) as vezes nem parece que é uma disputa.
 
É importante delinear isto muito bem dentro de nós mesmos para não nos pegarmos em disputas sem sentido.
 
Vamos caracterizar algumas coisas para ficar mais claro. É comum ver disputas entre casais (namorados ou casados), entre pessoas da mesma empresa, entre amigos, entre irmãos, entre parentes (de uma forma geral), etc.
 
Em algumas vezes é uma disputa solitária, onde apenas uma pessoa está disputando e o seu paradigma nem tem conhecimento disto. Ou seja, alguém está vivendo sua vida normalmente e outra pessoa cisma que tem de ser melhor em algum quesito. Aí começa a disputa sem nenhum sentido.
 
A única pessoa com quem eu tenho de disputar ferrenhamente é comigo mesmo em meus limites. De resto eu tenho de ficar atento em motivos para expandir meus limites.
 
Mas o que acontece não é bem isto. Afinal de contas é bem mais fácil disputar com os outros do que conosco mesmos, não é?
 
Gosto de ilustrar com exemplos reais (apesar de saber que cada um possui um). É claro que vou trocar os nomes para não comprometer ninguém.
 
João é um homem simples. Vive uma vida sem muitas regalias financeiras mas também sem muito aperto. Resultado de um controle que vem fazendo em sua vida ao longo de muitos anos. Depois de adulto nunca passou fome. É casado e pai de três filhos. Luta com as contas para manter os filhos estudando e ter um certo controle dentro de casa. O Antônio é seu vizinho. Trabalham na mesma empresa e ocupam cargos similares, o que garante aos dois mais ou menos o mesmo salário. Antônio também é casado e tem três filhos. Teoricamente ambos possuem as mesmas condições financeiras.
 
João, com suas economias feitas ao longo de vários anos, adquiriu um carro. Não é o carro de seus sonhos, mas é um carro bom que vai atender as necessidades da família. Antônio se revolta com isto, pois ele não tem como comprar um carro e fica sem entender como é que o João conseguiu comprar um e ele não. Indignado Antônio vai a uma loja e financia um carro, mas não podia ser um carro igual ou pior do que o carro de João: Tem de ser um carro melhor! Compra um modelo mais novo, com mais opcionais e faz questão de mostrar ao João, que olha o carro, admira, elogia e pronto. Antônio fica satisfeito, afinal de contas ele ganhou! E aí entra a pergunta: GANHOU O QUE???
 
Mais um exemplo.
 
Renata e Paulo são casados. Algumas vezes eles divergem de opiniões. E nesta divergência ambos disputam a razão e, principalmente, quem dá a última palavra. Quando a conversa está num volume baixo é sinal que tudo está bem, mas com o passar do tempo (pouco tempo) o volume vai aumentando como se quem falar mais alto é o vencedor desta tolice. Renata não argumenta em defesa de sua "tese", mas começa apontar defeitos de Paulo para desmerecer a sua opinião no assunto. Paulo começa a fazer o mesmo pois afinal de contas ele foi "desonrado" com o fato de que sua esposa está apontando seus defeitos.
 
Já não é mais um simples debate. Virou briga. Se algum deles tiver a brilhante idéia de parar e perguntar: Por qual motivo estamos brigando? Certamente irão ver que o motivo é super idiota. Mas certamente a resposta para esta pergunta será as ofensas que foram desferidas durante o processo de um tentar convencer o outro que a sua opinião é a certa!
 
Nunca pararam para pensar que nem sempre quem calar é aquele que perdeu a discussão.
 
A melhor forma de ganhar uma disputa é sempre não disputando!
 
No exemplo de João e Antônio ficou super claro que o vencedor de tudo foi João que em nenhum momento disputou coisa alguma. Não precisou desgastar-se com o que quer que seja. Já no exemplo de Renata e Paulo, seja lá quem "ganhar" a discussão o resultado é que ambos perderam (paz, sossego, tranquilidade conjugal, etc).
 
Vou falar novamente para fixar: A MELHOR FORMA DE GANHAR UMA DISPUTA É NÃO DISPUTANDO!
 

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Tramas do Destino PDF Imprimir E-mail
(5 Votos)
Escrito por Marcelo   
Ter, 27 de Julho de 2010 09:01
tramas_destino.jpg




Com certeza todo mundo já teve pelo menos um acontecimento que exclamou: Parece que tudo contribuiu para que isto acontecesse!
 
Sabem aquelas coisas que dão tudo certo? Mas tudo, nos mínimos detalhes, até aquela "perda" de tempo que consideramos absurda e errônea foi um fator primordial para que tudo acontecesse na hora certa.
 
Não é raro sermos surpreendidos por situações assim.
 
A vida é uma trama indescritível. Somos compelidos sempre à felicidade. Quando nos recusamos a trilhar um caminho outro surge e um novo caminho é traçado para que retornemos à nossa rota rumo ao objetivo primário (funciona tipo um GPS, rs).
 
Quando nos desviamos do caminho uma rota de retorno é traçada, muias vezes esta rota não é das melhores devido a forma e o ponto em que desviamos do caminho, mas ela existe e tudo contribui para isto. Paulo Coelho tem uma frase que traduz isto: "Quando você quer alguma coisa, todo o universo conspira para que você realize o seu desejo". Não que eu concorde 100% com esta frase, mas não está de todo errada.
 
Temos alguns objetivos bem delineados. A forma como atingiremos estes objetivos depende de nós mesmos. O ideal é sempre atingí-los pois há situações em que nos desviamos tanto que o retorno se torna impossível.
 
Mas o fato é que todos os acontecimentos (pelo menos os principais acontecimentos) estão encadeados como uma longa corrente que nos une ao nosso objetivo. E isto envolve "n" outras pessoas de nosso convívio. Se pararmos para observar seremos capazes de definir com exatidão tudo o que estou dizendo aqui. Se não fosse aquele congestionamento, não chegaríamos atrasados e o chegar atrasado foi a peça fundamental para que determinada situação acontecesse e este acontecimento é o que nos colocou para pensar. Este pensamento resultou numa conclusão brilhante sobre um problema existencial. Fomos parte de uma trama (o alvo principal, eu diria) para sermos felizes. E se (seguindo o exemplo que dei) eu não chegasse àquela conclusão brilhante? Simples, viria outro acontecimento que nos faria pensar ainda mais e veríamos uma ligação clara entre um acontecimento e o outro, entre um pensamento (tido anteriormente) e o outro.
 
O que eu quero com tudo isto? Estimular a observação! Observe a sua própria vida nos mínimos detalhes. As vezes até a descoberta desta trama seja parte de uma outra trama ainda maior (entre a nossa posição atual e o nosso objetivo primário podem haver "n" objetivos secundários, portanto concluir alguma coisa pode ser apenas parte de um objetivo maior ainda)!
 
Vamos facilitar as coisas para vida (e para nós mesmos) agindo corretamente e observando qual é o objetivo de tudo. Mesmo que não encontremos qual é o objetivo mas só o fato de saber que existe um objetivo já nos coloca em posição de alerta.
 

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Cadê a Referência? PDF Imprimir E-mail
(2 Votos)
Escrito por Marcelo   
Qui, 29 de Julho de 2010 10:28
padrao.gif




As vezes eu ouço pessoas dizendo que precisam ser perfeitas! Imediatamente eu pergunto: Quem é a sua referência de pessoa perfeita? Porque dizer que temos de ser perfeitos (em qualquer quesito) é bem fácil, mas achar alguém em quem espelhar (neste sentido) é mais complicado.
 
Se eu quiser ser um pai perfeito eu não posso ser igual meu pai pois ele é imperfeito e (como todo mundo) cometeu falhas. Então como eu poderei ser perfeito se não sei o que é ser perfeito?
 
Pronto. Com dois pequenos parágrafos eu coloquei quem pensa assim encurralado!
 
Tenho de ser o mais perfeito que eu consiguir ser e nada mais! Eu não tenho de me exigir perfeição absoluta porque realmente não vou conseguir. Eu tenho de ser tão bom quanto eu mesmo e não quanto os outros.
 
Isto não quer dizer que não iremos fazer comparações (é impossível não fazer), mas que as comparações não sejam feitas procurando diminuir as pessoas ou para buscar alguém em quem espelhar. Nunca conseguiremos ser iguais a outra pessoa (por mais que tentemos).
 
Achar alguém que nos sirva de referência é muito perigoso, pois esta pessoa não é pBerfeita e aí quando ela errar (porque vai!) iremos ficar decepcionados e a nossa referência vai cair. Isto é sempre desastroso porque o primeiro pensamento que vem é: Se o Fulano (que é meu referencial) pode fazer isto eu também posso!
 
O ideal é sempre haver esforço de nossa parte. A acomodação é inimiga da perfeição que tanto procuramos. Esforçar significa observar a nós mesmos e ao nosso redor para avaliar o que podemos mudar em nosso próprio benefício.
 
Buscar motivos para sofrermos sempre me parece ilógico mas é o caminho que sempre procuramos... Vamos mudar isto?
 
 

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A Verdade PDF Imprimir E-mail
(1 Voto)
Escrito por Marcelo   
Qui, 15 de Julho de 2010 10:44
verdade_mentira.jpg



Ah, a verdade! Quem a possui?
 
A resposta para uma pergunta como esta é simples: Todos!
 
Não existe ninguém que não tenha um pedaço da verdade. Assim como não existe ninguém que a possua de forma absoluta.
 
A minha verdade é aquilo que eu acredito. Isto para mim é verdade e só serve para mim. Uma outra pessoa com quem eu tenha extrema afinidade pode até adotar a minha verdade, mas com certeza fará modificações personalizando-a segundo suas crenças e sua forma de encarar a vida.
 
Não existe nada mais irritante do que alguém querendo fazer com que adotemos a verdade alheia como se fosse nossa. Eu chamo isto de desrespeito.
 
Não temos o direito de dizer que o nosso ponto de vista está certo e o dos outros errado em se tratando de princípios de vida. Eu acredito de uma forma, outra pessoa acredita de outra. Quem está certo? Ambos! Pois ambos tem formas diferentes de encarar a mesma situação.
 
Temos de tirar daqui os fatos que resultam em malefícios aos outros. Ou seja, quando infringimos a lei (humana e/ou consciencial) estamos errados e nós mesmos sabemos disto. Me refiro ao fato de opinarmos sobre uma determinada situação. A nossa opinião é a expressão da verdade para nós mesmos. E manteremos assim até que tenhamos contato com outro ponto de vista que se mostre (para nós) melhor. Aí o adotaremos com a nossa verdade e, ainda assim, iremos modificá-lo para ter a nossa cara.
 
O nosso erro está em recriminar ou mesmo considerar erradas opiniões diferentes da nossa. Não temos este direito! Podemos, no máximo, expor o nosso ponto de vista sem imposições para que as pessoas que nos ouvem possam avaliá-lo e (se for do interesse delas) adotarem-no (ou não).
 
Eu fico observando profitentes de determinadas religiões degladiando entre si por causa de interpretações de textos bíblicos. Isto eu acho o cúmulo do absurdo. Cada um pensa de uma forma e temos de respeitar se quisermos ser respeitados.
 
O que mais me chama atenção é ver pessoas com o discurso que todos precisam respeitar a sua forma de pensar mas que na hora de fazer o mesmo falham feio. Todos nós temos o direito de pensar do jeito que quisermos. Assim como eu tenho este direito todas as outras pessoas também têm. O único direito que eu não tenho é de tentar tirar este direito dos outros empurrando-lhes as minhas verdades.
 

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