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Meu Aprendizado PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Marcelo   
Dom, 07 de Março de 2010 22:34
Aprendizado



É tão difícil relatar com precisão tudo o que eu já aprendi...
 
Mas tem algumas coisas que posso dizer pois são os ensinamentos que me norteiam no momento. É óbvio que com o passar do tempo outras coisas irão me nortear porque eu terei vivenciado outras experiências.
 
Aprendi que:
  • Não importa o quanto tentemos agradar, sempre desagradaremos alguém. Sempre haverá alguém que não gostará nem um pouquinho daquilo que somos ou de como vivemos nossa vida. Sempre haverá alguém que terá um imenso prazer em discordar de tudo o que falarmos ou fizermos. Tenho de saber lidar com isto!
  • Sempre vou decepcionar alguém. Venhamos e convenhamos: Não sou perfeito e, com isto, cometo erros. Acredito que o verdadeiro erro seja de quem acha que sou perfeito, mas não vou entrar neste "detalhe". Todas as vezes que alguém me coloca num pedestal (e olhe que eu nunca pedi para estar num lugar destes) vai me tirar de lá para o lixo assim que eu cometer o primeiro erro e sem me dar sequer o direito de argumentar em meu favor. Curiosamente a mesma pessoa que me viu como Deus se torna meu Juri, meu Juiz e Carrasco num piscar de olhos.
  • Nunca sei tudo. Por mais que eu estude e por mais que eu aprenda tenho de ter a certeza que sempre há o que aprender. Já me surpreendi com coisas que aprendi vindo dos lugares (ou pessoas) que nunca imaginei que pudesse me ensinar e é exatamente por isto que eu sempre estou aberto para aprender.
  • Por mais atencioso que eu seja vou sempre encontrar pessoas que acharão que eu deveria ser mais ainda. Pessoas que irão pensar que eu deveria dar mais atenção ou que me exigirão coisas das quais não sou capaz de dar (ou de fazer). Isto com certeza me ensina a não fazer o mesmo com as pessoas que eu gosto.
  • Minha felicidade não pode depender de coisa alguma ou de pessoa alguma. Se minha felicidade depender de alguma coisa e esta coisa sumir, leva junto minha felicidade. Da mesma forma se eu vincular minha felicidade a alguém (somos seres individuais vivendo em bando). Posso até ser feliz com determinada coisa ou com alguém, mas não posso fazer disto uma dependência (senão é sinal que vou ter problemas no meu futuro).
  • Acima de tudo sou uma pessoa digna. Com isto não existem motivos fortes o suficiente para me fazer agir contra minha consciência. Não existem motivos que me façam fazer algo que eu possa me condenar no futuro. Eu disse que não existem motivos e não que eu estou imune de cometer erros. Se eu cometo erros estou consciente deles (são para mim uma forma de traçar o caminho do acerto).
  • Posso sonhar (e isto me faz bem) mas tenho de ter os pés no chão. Sonhos são uma coisa e realidade é outra bem diferente. Posso até traçar planos para que meus sonhos se concretizem, mas tenho de lembrar que tudo está no campo das hipóteses. Ou seja, pode ou não dar certo.
  • Se eu planejar há uma grande chance de ser auxiliado em meus intentos (quando bons). Sendo assim, planejo minha vida para que eu não tenha surpresas desagradáveis (planejamentos são diferentes de sonhos). Só  tenho de tomar cuidado para que meus planos de ser feliz não esbarrem numa coisa simples: A infelicidade dos outros. Ser feliz pisando em alguém é algo que (definitivamente) não é bom.
  • Não vou conseguir mudar ninguém. Tenho de, no máximo, colocar minha opinião. Mas as mudanças alheias não sou eu quem faz. Ainda bem que é assim, pois isto significa que as minhas mudanças sou eu quem faço independente do que os outros pensam ou queiram.
  • Não sou fraco por não dar a última palavra num debate qualquer. Muitas vezes o silêncio é sinal de força (mesmo que ninguém reconheça isto).
  • A razão não precisa de defesa. Não preciso provar para ninguém que estou certo porque se eu estiver errado as provas contra mim surgirão aos montes.
  • Confiança é algo muito difícil de ser conquistada, mas é muito fácil de ser perdida. Portanto eu tenho de ser cuidadoso com meus atos e palavras.
  • Botar a boca no trombone pode me causar alívio nas minhas dores emocionais, mas eu tenho de ser comedido para não ofender ninguém.
  • A verdade é algo muito bom, mas eu tenho de dosar a verdade sobre as pessoas para não ferir ninguém e para não agir com crueldade.
  • Viver reclamando da vida pode ser muito bom para desabafar, mas causa um mal estar em quem nos ouve. Então é bom tomar cuidado em meus desabafos.
  • Devo ser para os outros exatamente aquilo que queremos que os outros sejam para mim. Mas acima de tudo devo respeitar as limitações alheias quando isto não acontecer.
  • Falar da vida alheia nos faz pessoas rudes e não conseguimos (por causa disto) ter respeito de ninguém.
  • A maioria das pessoas age de forma errada e insensata. Então ser como a maioria não é ser bom. Bom mesmo é ser diferente, mesmo que isto seja motivo de piada para os outros. Honestidade e idoneidade não deve ser, para mim, motivo de vergonha.

É claro que tudo isto que escrevi não é tudo o que eu aprendi, mas é (como eu disse) parte das coisas que me norteiam neste mundo.
 
 
Escrever e pontuar isto é bom para mim para que eu sempre lembre. Façam o mesmo! O que vocês aprenderam até o presente momento? 

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Vamos Errar? PDF Imprimir E-mail
(4 Votos)
Escrito por Marcelo   
Seg, 01 de Março de 2010 10:18
 certo_ou_errado.jpg


Convite estranho, não? Com certeza muita gente ao ouvir este tipo de convite saindo de mim vai achar que desta vez eu mereça ser internado num hospital psiquiátrico (na verdade tem gente que acha isto faz tempo, só falta oportunidade mesmo)!
 
Mas eu tenho falado muito sobre o erro. O erro tem se tornado um verdadeiro bicho papão em todos os segmentos.
 
Tenho ouvido sempre a frase: EU NÃO POSSO ERRAR! E tenho sempre respondido com outra frase: VOCÊ NÃO SÓ PODE COMO TEM O DIREITO DE ERRAR!
 
Não só podemos errar como o erro irá (mesmo que não queiramos) nos colocar no caminho do acerto.
 
Nós vamos cometer vários erros. E vamos cometer os erros piores e seremos reincidentes neles por várias e várias vezes. Vamos cometer erros conscientes do que estamos fazendo. E eu sempre vou achar isto maravilhoso! A maravilha que eu vejo nisto classifico em dois ítens:
1. Evolução. Até bem pouco tempo errávamos inconscientemente e achando que estávamos certos. Hoje sabemos que é errado (embora ainda não tenhamos forças para evitar o erro). Estão vendo a evolução?
2. Cada vez que eu erro eu me modifico. Mesmo que a mudança seja praticamente invisível "a olho nu", mas eu mudo! Vou cometer o mesmo erro num outro tempo, mas com certeza não serei exatamente a mesma pessoa de antes e não serei a mesma pessoa de agora depois que eu levantar do erro cometido.
 
Sempre que eu me martirizo por um erro cometido saio carregando alguns sentimentos bem desagradáveis:
- Desesperança. Mato todas as esperanças de que eu posso um dia ser melhor.
- Inferioridade. Por ter errado vou me considerar o pior dos seres humanos. O mais fraco. Aquele que não consegue vencer nem a si mesmo (como se este fosse o menor dos adversários).
- Depressão. Por me considerar inferior e por não ter esperanças numa situação melhor para mim alimento a "certeza" de que nunca as coisas irão mudar. Aí vem uma coisa bem ruim que é a depressão. Vou me considerar um peso para minha família e para a sociedade. Tudo isto porque eu não consigo evitar de errar.
 
Em momento algum eu disse que devemos ficar felizes porque erramos. Só disse que não devemos ficar tristes. O que eu quero dizer é que quando acontece um erro é um marco no tempo e quando nos recuperamos deste erro (levantamos a cabeça para voltar olhar a vida) é outro marco no tempo. O ideal é que estes dois marcos estejam o mais próximos possíveis para que não percamos tempo no remorso que nada faz de útil para ninguém.
 
Devemos mapear os nossos erros. Isto é nos conhecer. Não significa que não cometeremos o mesmo erro apenas pelo simples fato de saber que o mesmo existe. Mas teremos uma base (espero que extensa) de conhecimento sobre nós mesmos. Nos conhecer é a chave de qualquer sucesso. Sócrates (filósofo grego que viveu cerca de 400 anos antes de Cristo) disse uma frase que marcou a humanidade: CONHECE-TE A TI MESMO! Quanto mais o tempo passa mais necessidade temos de nos conhecer.
 
Uma coisa paradoxal é: Quanto mais eu erro mais eu aprendo sobre o erro e menos chance tenho de errar.
 
Vamos nos permitir errar sim, mas mais importante que errar é aprender com o erro.
 

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Descaso PDF Imprimir E-mail
(2 Votos)
Escrito por Marcelo   
Dom, 07 de Fevereiro de 2010 16:48
silencio.jpg



- Olá! Como vai?
cri-cri  (barulhinho de grilo indicando silêncio total)

- Você está por aí? Tem alguém aí?
cri-cri

- Sei que você está me ouvindo. Por que não me responde?
cri-cri

Óbvio que tudo isto é uma brincadeira, mas na vida real temos esta situação acontecendo várias e várias vezes.

Para quem está do lado de quem recebe o chamado não há muito incômodo, pois afinal de contas está vendo que alguém o procura. Porém, para o lado de quem chama dá uma sensação terrível de invisibilidade (na melhor das hipóteses, porque na pior a sensação é de abandono mesmo).

Eu fico pensando aqui comigo: Quanto custa fazer alguém feliz? A minha resposta a esta pergunta é: Muito pouco! Muito mesmo!!!

Muita gente reclama comigo do excesso de atenção porque eu tenho um lema: E-mail recebido, e-mail respondido. Nem que seja só para avisar que recebi e que não tenho como me dedicar um tempo para respondê-lo como merece. Posso até esquecer de respondê-lo depois (sou um ser humano como qualquer outro), mas nunca deixar alguém sem resposta.

Estou falando no geral. Porque se eu deixo de responder algum e-mail é sinal que existe algum problema. Portanto, se eu não te responder saiba que eu estou enfrentando problemas pessoais grandes ou tenho algum problema com você e não quero entrar no assunto agora.

Não estou na posição de condenar ninguém apenas porque tenho costumes diferentes. Mas observo o comportamento das pessoas (comigo e com as outras). Vejo o que comportamentos simples pode gerar (de positivo e de negativo) nas outras pessoas. Vejo o descaso de alguns quando dizem: O problema não é meu se Fulano quis se sentir assim!

Juro que já tentei tapar o sol com peneira (como dizem por aqui) tentando suprir essa ou aquela dificuldade gerada por um comportamento "largado" de outros. Confesso que quase sempre não consigo suprir positivamente (mas bem que eu tento).

Ultrapassei o ponto da dor neste sentido. Não me preocupo mais se as pessoas respondem ou não aos meus chamados, embora lamente muito a falta de resposta (e/ou de atenção). Sei que atitudes iguais a esta só criam (ou aumentam) distâncias e é justamente por isto que nunca deixo de dar atenção.

Se quer cultivar o carinho das pessoas mantenha-se próximo. Se o seu plano for se afastar, comece fingindo que é surdo...

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Combate ao Mal PDF Imprimir E-mail
(0 Votos)
Escrito por Marcelo   
Seg, 22 de Fevereiro de 2010 12:52
Combate ao Mal


Fiquei pensando nisto neste fim de semana (muitos me perguntariam se eu não tenho mais nada o que pensar, mas vou ignorar isto... rsrs).
 
Há um grande movimento em prol do combate ao mal. Mas aí começam as inconsistências. O que é o mal? Entenderam onde eu quero chegar? O que é mal para mim pode não ter a mesma conotação para outra pessoa (pode até ser mal para todo mundo, mas nunca na mesma intensidade).
 
Então alguns combatem um mal que não tem a mesma importância para outras pessoas. E aí começam as discussões sobre o que combater.
 
Bem. Para ser diferente disto tudo eu digo: NÃO VOU COMBATER NADA. E esta é a melhor forma de combater qualquer coisa ruim.
 
Vou explicar, calma! Sempre que eu me movimento em prol do combate ao mal fatalmente me misturo com ele. Ainda temos enraizado o conceito que para nos defender temos de atacar. E aí começa a disputa em prol do bem usando o mal.
 
Quantas vezes já vi religiosos brigando por causa de religião!!! Acho isto uma coisa extremamente contraditória (qualquer semelhança com as "Guerras Santas" ou a "Santa Inquisição" é mera coincidência). Eu pego uma boa causa e utilizo dos piores meios para que a MINHA boa causa tenha êxito.
 
É por isto que eu digo que a melhor forma de combater o mal é justamente não combater. Eu me recuso a me imbuir de alguma coisa ruim para evidenciar alguma coisa boa, senão tudo fica inviável.
 
Não precisamos resistir ao mal e nem revidar nada. O mal gera consequências por si só. Então pra que reagir (praticando, as vezes, as mesmas atitudes que condenamos)? O mais lógico é deixar que a vida tome as devidas atitudes para que não tenhamos nossa consciência maculada.
 
Todas as vezes que nos embrenhamos numa disputa para fazer valer o certo é bom sabermos que já iniciamos errado. O certo não precisa ser defendido. O certo não precisa ser exaltado.
 
Pensemos bem antes de combater aquilo que não precisa ser combatido.
 

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A Vida Ensina PDF Imprimir E-mail
(3 Votos)
Escrito por Marcelo   
Ter, 26 de Janeiro de 2010 09:24
aprendizagem.jpg

Uma vez ouvi uma frase que me marcou e guardo até hoje: O universo conspira a nosso favor. Se queremos atingir algum objetivo temos a contribuição de todo o universo para isto.
 
É óbvio que esta frase tem alguns (vários) "poréns". Não vou entrar nisto porque a frase tem lá o seu fundo de verdade.
 
Acredito piamente que a vida nos ensina muita coisa. O problema é que quando a vida resolve dar uma de professora normalmente a lição é aprendida com sofrimento e/ou dor (devido a nossa resistência em aprender).
 
Observar para onde a vida nos encaminha e já caminhar na frente por conta própria é o ideal. Assim passamos a aceitar tudo que nos acontece de forma pacífica e resignada. Não confundam isto com apatia. O fato de eu aceitar os reveses em minha vida não significa que eu esteja satisfeito ou passivo a tudo. Vou lutar contra tudo o que me faz infeliz da mesma forma.
 
É curioso como somos impulsionados a agir de determinada forma e mais tarde observamos que era assim que deveríamos ter agido desde o começo.
 
Tenho um amigo que estava passando por uma situação acomodada (e ruim), tanto profissional quanto financeiramente. Resistia em mudar com muitos medos. Instintivamente eu dizia a ele para se mexer, movimentar-se para ser mais do que é (porque ele tinha potencial para isto). Perdi o contato com ele durante anos e anos. Encontrei-o novamente no final de 2009, quando ele me contou a reviravolta que a sua vida tomou. Me contou que perdeu o emprego, trabalhou por conta própria, voltou a estudar. Cresceu! A sua vida financeira continua não muito boa, mas cresceu em experiências. Aprendeu muito com toda esta movimentação.
 
E é aí que devemos ter o olhar frio para enxergar que a perda do emprego foi apenas o instrumento que a vida se utilizou para fazê-lo se movimentar.
 
É comum, ao ler isto que escrevo (ou me ouvir falando disto), achar que foi pura coincidência e que esta visão é apenas uma visão positiva. Não vou discordar, mas observe a sua própria vida. Quantas modificações positivas aconteceram de fatos desagradáveis e que mais tarde você disse (ou pensou): Ainda bem que aquilo aconteceu! Não se assuste se lembrar de muitos fatos similares, é a vida nos ensinando a viver.
 
Quanto mais renitentes estivermos ao aprendizado que a vida nos proporciona mais duras se tornam as lições. A cada vez que temos de aprender a mesma lição sofremos mais.
 
Observem a própria vida (inicialmente) e depois observem a vida dos outros. Lembrem-se que a vida dos outros só pode ser observada mesmo, algo a mais do que isto vira fofoca... E se fizermos isto a vida vai nos ensinar a modificar mais esta questão!
 

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